A tragédia que abalou a Zona Sul de São Paulo ganhou novos desdobramentos nesta sexta-feira, 9 de maio de 2025. A veterinária Fernanda Fazio, apontada como mandante do assassinato de sua ex-companheira, a professora Fernanda Bonin, foi presa após se entregar à polícia. O crime, que chocou a capital paulista, ocorreu no final de abril, quando o corpo de Fernanda Bonin, de 42 anos, foi encontrado com sinais de estrangulamento em um terreno baldio próximo ao Autódromo de Interlagos. A motivação, segundo as investigações, estaria ligada a ciúmes, em um caso que expõe a complexidade de relações pessoais e a violência que pode delas resultar.
A prisão de Fernanda Fazio marca um avanço nas investigações conduzidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O caso, que envolve outros suspeitos ainda foragidos, mantém a atenção da imprensa e da sociedade, enquanto a polícia busca esclarecer todos os detalhes do crime. A brutalidade do assassinato, combinada com a relação prévia entre vítima e suspeita, levanta questões sobre os fatores que culminaram no desfecho fatal.
As evidências coletadas até o momento incluem imagens de câmeras de segurança, objetos encontrados no carro da vítima e depoimentos de suspeitos. A seguir, os principais pontos do caso:
- Local do crime: Terreno baldio próximo ao Autódromo de Interlagos, Zona Sul de São Paulo.
- Causa da morte: Estrangulamento, com uso de corda, conforme laudo preliminar.
- Suspeitos: Além de Fernanda Fazio, duas pessoas são investigadas como executoras do crime.
- Motivação: Ciúmes, segundo a linha principal de investigação da polícia.
Detalhes da prisão da veterinária
A prisão de Fernanda Fazio ocorreu no escritório de seu advogado, localizado no bairro de Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. A ação foi conduzida por uma equipe do DHPP, após a Justiça decretar a prisão preventiva da veterinária na manhã de sexta-feira. A suspeita, que não teve sua defesa localizada pela imprensa até o momento, optou por se entregar, evitando uma busca policial mais prolongada.
O mandado de prisão preventiva foi embasado em provas coletadas ao longo das últimas semanas, incluindo depoimentos, imagens de câmeras de segurança e objetos apreendidos. A polícia considera que a veterinária teria planejado o crime com antecedência, contratando outras pessoas para executá-lo. A Secretaria da Segurança Pública, em nota oficial, confirmou a prisão e destacou que as diligências continuam para identificar e capturar os demais envolvidos.
A decisão de se entregar pode indicar uma estratégia da defesa para negociar melhores condições no processo judicial, embora detalhes sobre a linha de defesa ainda não tenham sido divulgados. A prisão de Fernanda Fazio, segundo investigadores, é um passo crucial para esclarecer a dinâmica do crime e garantir justiça à família da vítima.
Cronologia dos acontecimentos
O caso começou a ganhar forma no dia 27 de abril, quando Fernanda Bonin, uma professora de 42 anos, saiu de seu apartamento na Zona Oeste de São Paulo. Imagens de câmeras de segurança do prédio onde ela residia mostram a vítima entrando no elevador por volta das 18h50. Minutos depois, seu carro, um Hyundai Tucson prata, foi visto deixando a garagem do condomínio. Esse foi o último registro da professora com vida.
No dia seguinte, 28 de abril, o corpo de Fernanda foi encontrado em um terreno baldio próximo ao Autódromo de Interlagos. A vítima apresentava sinais claros de estrangulamento, com uma corda ainda enrolada no pescoço. Peritos da Polícia Técnico-Científica iniciaram os trabalhos no local, coletando evidências que apontaram para um crime violento e premeditado.
Semanas depois, o carro da professora foi localizado abandonado na mesma região do autódromo. A descoberta do veículo trouxe novos elementos à investigação, incluindo a apreensão de uma faca e um celular, que podem estar relacionados ao crime. A faca, segundo a polícia, passará por perícia para determinar se foi usada no assassinato, enquanto o celular, possivelmente pertencente ao filho da vítima, está sendo analisado.
Os principais marcos do caso incluem:
- 27 de abril: Fernanda Bonin sai de casa e desaparece.
- 28 de abril: Corpo da vítima é encontrado com sinais de estrangulamento.
- Semanas após o crime: Carro da professora é localizado abandonado.
- 7 de maio: Homem suspeito de abandonar o carro é preso.
- 9 de maio: Fernanda Fazio, apontada como mandante, é presa.
Evidências captadas por câmeras
As câmeras de segurança desempenharam um papel central na investigação. Imagens obtidas nas proximidades do Autódromo de Interlagos mostram o momento em que um casal abandona o carro de Fernanda Bonin, no dia 27 de abril. As gravações revelam que a dupla estaciona o veículo, permanece alguns segundos no local, observa os arredores e, em seguida, se afasta a pé.
Outra câmera, instalada em uma viela próxima, registrou o mesmo casal caminhando pelo bairro. Eles passaram pela estação Autódromo, da Linha 9-Esmeralda, mas não embarcaram no trem, optando por seguir a pé para outra área da região. Essas imagens foram cruciais para identificar os suspeitos e traçar seus movimentos após o abandono do carro.
Além das câmeras externas, as gravações do prédio onde Fernanda Bonin morava forneceram informações sobre os últimos momentos da vítima. As imagens mostram a professora sozinha, sem sinais de coação, ao sair de casa. A polícia trabalha com a hipótese de que ela tenha sido abordada após deixar o condomínio, possivelmente por alguém que conhecia.
Objetos apreendidos no carro
A descoberta do Hyundai Tucson prata trouxe novos elementos à investigação. Durante a vistoria do veículo, a Polícia Civil encontrou uma faca e um celular, que foram encaminhados para análise. A faca, segundo os investigadores, pode ter sido usada como arma secundária no crime, embora o estrangulamento tenha sido a causa principal da morte.
O celular, por sua vez, levantou questões adicionais. O aparelho, que estava sem chip, continha diversos aplicativos de jogos instalados, sugerindo que poderia pertencer ao filho de Fernanda Bonin. A polícia busca determinar se o dispositivo contém informações relevantes, como mensagens ou registros que possam esclarecer o contexto do crime.
Os objetos apreendidos reforçam a tese de que o assassinato foi cuidadosamente planejado. A presença da faca, em especial, sugere que os executores estavam preparados para usar diferentes métodos, caso necessário. A perícia técnica será decisiva para confirmar a relação desses itens com o crime.
Depoimento do suspeito preso
Na noite de quarta-feira, 7 de maio, a polícia prendeu um homem suspeito de ter abandonado o carro de Fernanda Bonin. Em depoimento, ele admitiu ter deixado o veículo no local indicado, mas negou qualquer participação no assassinato. A versão apresentada pelo suspeito está sendo confrontada com as evidências coletadas, incluindo as imagens das câmeras de segurança.
A prisão desse indivíduo foi um marco importante na investigação, pois permitiu à polícia avançar na identificação dos outros envolvidos. Embora o suspeito tenha negado envolvimento direto no crime, os investigadores acreditam que ele possa ter informações cruciais sobre os executores ou a mandante.
Os pontos levantados no depoimento incluem:
- Confissão parcial: O suspeito admitiu ter abandonado o carro.
- Negação do crime: Ele negou participação no assassinato.
- Possíveis conexões: A polícia investiga se ele tem relação com os outros suspeitos.
Perfil da vítima
Fernanda Bonin, de 42 anos, era uma professora respeitada em sua comunidade. Conhecida por sua dedicação ao trabalho e por seu envolvimento com a família, ela vivia na Zona Oeste de São Paulo, em um condomínio de classe média. A vítima deixa um filho, que, segundo informações preliminares, pode ser o proprietário do celular encontrado no carro.
A relação entre Fernanda Bonin e Fernanda Fazio, sua ex-companheira, é um dos focos da investigação. Embora os detalhes do relacionamento não tenham sido divulgados, a polícia aponta que ciúmes teriam motivado o crime. A dinâmica entre as duas será explorada em profundidade durante o processo judicial, à medida que novas evidências forem apresentadas.
A morte de Fernanda chocou colegas, amigos e familiares, que descrevem a professora como uma pessoa tranquila e sem inimigos conhecidos. A brutalidade do crime contrastou com o perfil pacífico da vítima, aumentando a comoção em torno do caso.
Avanços na investigação
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa segue com diligências para localizar os outros dois suspeitos, considerados os executores do crime. Pedidos de prisão contra eles já foram encaminhados à Justiça, mas ainda aguardam decisão judicial. A polícia trabalha contra o tempo para evitar que os suspeitos fujam da cidade ou do país.
A investigação também busca esclarecer como Fernanda Fazio teria contatado os executores e planejado o crime. A hipótese de premeditação ganhou força com a análise das evidências, que sugerem um plano bem estruturado. A polícia não descarta a possibilidade de ouvir outras pessoas próximas à vítima e à suspeita para obter mais informações.
As próximas etapas da investigação incluem:
- Análise pericial: Exames na faca e no celular apreendidos.
- Busca pelos suspeitos: Localização dos dois executores foragidos.
- Interrogatórios: Depoimentos adicionais de testemunhas e suspeitos.
- Reconstrução do crime: Mapeamento detalhado dos eventos de 27 de abril.
Repercussão na comunidade
A morte de Fernanda Bonin gerou comoção na Zona Sul de São Paulo, especialmente no entorno do Autódromo de Interlagos. Moradores da região relatam sensação de insegurança, já que o terreno baldio onde o corpo foi encontrado é próximo a áreas residenciais. A presença de câmeras de segurança no bairro, embora essencial para a investigação, não foi suficiente para prevenir o crime.
Nas redes sociais, o caso ganhou destaque, com posts em plataformas como o X expressando indignação e pedindo justiça. Usuários compartilharam mensagens de apoio à família de Fernanda e cobraram agilidade nas investigações. A hashtag #JustiçaParaFernanda apareceu em diversas publicações, refletindo o impacto do caso na opinião pública.
A comunidade escolar onde Fernanda trabalhava também foi profundamente afetada. Colegas e alunos organizaram homenagens à professora, lembrada por seu compromisso com a educação e sua postura acolhedora.
Esforços da Polícia Técnico-Científica
Os peritos da Polícia Técnico-Científica desempenham um papel fundamental na investigação. O laudo preliminar confirmou que Fernanda Bonin morreu por asfixia mecânica, causada pelo estrangulamento com uma corda. A análise detalhada do corpo, realizada no Instituto Médico Legal (IML), busca identificar outros vestígios que possam indicar a presença dos executores no local do crime.
A perícia no carro da vítima também é uma prioridade. Além da faca e do celular, os peritos examinam o interior do veículo em busca de impressões digitais, fios de cabelo ou outros materiais biológicos. Esses elementos podem ajudar a confirmar a identidade dos suspeitos que manipularam o carro após o crime.
O trabalho da Polícia Técnico-Científica é minucioso e pode levar semanas para produzir resultados conclusivos. No entanto, os investigadores confiam que as análises trarão informações decisivas para o caso.
Movimentação judicial
A decretação da prisão preventiva de Fernanda Fazio marca o início da fase judicial do caso. A Justiça de São Paulo analisa agora os pedidos de prisão dos outros dois suspeitos, considerados os executores do crime. A expectativa é que a decisão seja tomada nos próximos dias, permitindo novas prisões e avanços na investigação.
O processo contra Fernanda Fazio deve incluir a análise de todas as evidências coletadas, desde as imagens de câmeras até os objetos apreendidos. A defesa da veterinária terá a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos, embora nenhum pronunciamento oficial tenha sido feito até o momento.
A Justiça também pode determinar a realização de novas perícias ou a oitiva de testemunhas, caso julgar necessário. O caso, por sua gravidade e repercussão, tende a ser acompanhado de perto pela sociedade e pela imprensa.
Impacto na família da vítima
A família de Fernanda Bonin vive um momento de luto e busca por respostas. A professora, que era mãe, deixou um vazio irreparável entre seus entes queridos. O filho da vítima, ainda menor de idade, está sob os cuidados de familiares, que tentam protegê-lo do impacto da tragédia.
A descoberta do celular no carro levantou especulações sobre a possível presença do menino no momento do crime, mas a polícia descartou essa hipótese. O aparelho, segundo os investigadores, foi deixado no veículo por acidente, possivelmente pelos suspeitos.
Organizações de apoio às vítimas de violência têm oferecido suporte à família, que enfrenta não apenas a perda, mas também a exposição pública do caso. A memória de Fernanda Bonin é preservada por aqueles que a conheciam, enquanto a Justiça trabalha para esclarecer o crime.

