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Em um duelo marcado pela falta de gols, o Santos enfrentou o Ceará na noite de 12 de maio de 2025, no Allianz Parque, pela 8ª rodada do Campeonato Brasileiro. O empate por 0 a 0 manteve o Peixe na vice-lanterna da competição, com apenas cinco pontos em oito jogos. A torcida, que lotou o estádio com 35.240 pagantes, saiu frustrada com mais um resultado que complica a situação do clube na tabela. A renda de R$ 2.806.052 reflete o apoio dos santistas, mas o desempenho em campo não correspondeu às expectativas.

O jogo foi marcado por chances desperdiçadas de ambos os lados. O Santos, comandado pelo técnico Cléber Xavier, teve momentos de pressão, mas esbarrou na falta de precisão nas finalizações. Já o Ceará, sob o comando de Léo Condé, aproveitou contra-ataques e quase surpreendeu com um gol olímpico. A partida também teve lances polêmicos, como um possível pênalti não marcado para o Santos e a expulsão de Marlon, do Ceará, nos minutos finais.

A situação do Santos no Brasileirão é alarmante. Com apenas uma vitória, dois empates e cinco derrotas, o clube enfrenta uma crise que exige mudanças urgentes. O próximo desafio será contra o Corinthians, no dia 18 de maio, às 16h, na Neo Química Arena, pela 9ª rodada. A seguir, alguns destaques do confronto contra o Ceará:

  • Chances perdidas: O Santos criou oportunidades claras, mas Tiquinho Soares e Rollheiser não converteram.
  • Defesa sólida: Gabriel Brazão foi decisivo com defesas importantes, incluindo um chute à queima-roupa de Lelê.
  • Expulsão no fim: Marlon, do Ceará, recebeu cartão vermelho após falta dura em Deivid Washington.

Primeiro confronto no Allianz Parque

Pela primeira vez na história, o Santos recebeu o Ceará como mandante no Allianz Parque, em São Paulo. A escolha do estádio, que pertence ao Palmeiras, foi motivada pela busca de maior público e receita, já que a Vila Belmiro tem capacidade limitada. O público de mais de 35 mil pessoas demonstrou o apoio da torcida, mas o resultado em campo não trouxe alívio para a crise do clube. O empate sem gols reforçou a necessidade de ajustes no elenco e na estratégia para evitar o rebaixamento.

O Allianz Parque, conhecido por sua modernidade, proporcionou um ambiente vibrante para o jogo. A torcida santista ocupou grande parte das arquibancadas, criando um mosaico antes do apito inicial. No entanto, a falta de gols e a ausência de jogadas decisivas frustraram os planos de uma vitória que poderia dar fôlego ao time na competição.

Desempenho do Santos no primeiro tempo

O Santos começou o jogo com intensidade, buscando o ataque desde os primeiros minutos. Aos sete minutos, Soteldo fez boa jogada pela esquerda e cruzou para Tiquinho Soares, que não conseguiu finalizar com precisão. A resposta do Ceará veio logo depois, com Pedro Henrique roubando a bola e acionando Marllon, que finalizou sem sucesso. O Peixe teve uma chance clara aos 14 minutos, quando Soteldo driblou a marcação e deixou Tiquinho na cara do gol, mas o atacante não alcançou a bola.

Por volta dos 30 minutos, o Santos viveu seu melhor momento na partida. Rollheiser, um dos destaques do time, participou de três jogadas perigosas consecutivas. Primeiro, cabeceou com perigo após cruzamento de Escobar. Depois, cobrou um escanteio que encontrou Zé Ivaldo, que finalizou para fora. Por fim, o argentino acertou a trave esquerda em mais uma cabeçada. Apesar da pressão, o gol não saiu, e o primeiro tempo terminou zerado.

Segundo tempo de chances desperdiçadas

Na etapa final, o Santos manteve a mesma escalação, mas não conseguiu transformar a posse de bola em gols. Aos nove minutos, Soteldo exigiu uma grande defesa de Fernando Miguel, goleiro do Ceará. Quatro minutos depois, o Peixe reclamou de um possível pênalti sobre Rincón, que teve o pé atingido por Matheus Bahia na área, mas a arbitragem mandou o jogo seguir. O lance gerou protestos dos jogadores e da torcida.

O Ceará, por sua vez, assustou aos 17 minutos, quando Pedro Raul recebeu passe de Lucas Mugni e finalizou cruzado, com a bola passando perto do gol de Gabriel Brazão. O Santos respondeu aos 25 minutos, com um belo passe de Rollheiser para Tiquinho Soares, que dominou e chutou para outra boa defesa de Fernando Miguel. Nos minutos finais, o Peixe tentou uma pressão desorganizada, mas não conseguiu furar a defesa adversária.

Atuações individuais em destaque

Alguns jogadores do Santos se destacaram, mesmo sem o resultado positivo. Gabriel Brazão, goleiro titular, foi fundamental para segurar o empate, com defesas importantes, incluindo uma cara a cara com Lelê aos 48 minutos do segundo tempo. Rollheiser também teve boa atuação, participando das principais jogadas ofensivas e acertando a trave. Soteldo, apesar de irregular, criou chances com sua habilidade individual.

No lado do Ceará, Fernando Miguel foi um dos melhores em campo, com pelo menos três defesas difíceis. Pedro Raul, embora não tenha marcado, levou perigo em contra-ataques, enquanto Lucas Mugni ditou o ritmo no meio-campo. A expulsão de Marlon, no entanto, comprometeu a estratégia do Vozão nos minutos finais.

  • Gabriel Brazão: Seguro, evitou pelo menos dois gols certos.
  • Rollheiser: Criativo, mas faltou precisão nas finalizações.
  • Fernando Miguel: Goleiro do Ceará foi decisivo com defesas importantes.
  • Pedro Raul: Perigoso, mas não conseguiu converter as chances.

Crise na tabela do Brasileirão

Com o empate, o Santos segue na 19ª posição do Campeonato Brasileiro, com apenas cinco pontos em oito rodadas. A campanha preocupa, já que o clube tem apenas uma vitória, conquistada na terceira rodada contra o Avaí. Os dois empates e as cinco derrotas expõem a dificuldade do time em converter chances em gols e em manter consistência defensiva. A vice-lanterna coloca o Peixe na zona de rebaixamento, com risco real de queda para a Série B.

A situação é agravada pela pressão da torcida e pela necessidade de resultados imediatos. O técnico Cléber Xavier, que assumiu o comando no início da temporada, enfrenta críticas pela falta de padrão tático e pelas escolhas em momentos cruciais. O próximo jogo, contra o Corinthians, será um teste de fogo, já que o rival também busca recuperação na competição.

Histórico recente contra o Ceará

O confronto entre Santos e Ceará tem sido equilibrado nos últimos anos. Desde 2020, as equipes se enfrentaram seis vezes pelo Brasileirão, com duas vitórias para cada lado e dois empates. O jogo de 12 de maio foi o primeiro encontro no Allianz Parque, o que adicionou um elemento inédito ao histórico. No último duelo, em 2024, o Santos venceu por 2 a 1 na Vila Belmiro, com gols de Tiquinho Soares e Soteldo.

O Ceará, por sua vez, também vive momento delicado na competição. Com 10 pontos, o Vozão está na 14ª posição, mas a irregularidade preocupa a torcida. O técnico Léo Condé aposta em uma defesa sólida e em contra-ataques rápidos, mas a falta de eficiência no ataque tem sido um problema recorrente.

Mudanças táticas e substituições

Cléber Xavier optou por manter a base do time que vinha atuando nas últimas rodadas, com Gabriel Brazão no gol, uma linha defensiva formada por Aderlan, Luan Peres, Zé Ivaldo e Escobar, e um meio-campo com Rincón, Gabriel Bontempo e Rollheiser. No ataque, Thaciano, Soteldo e Tiquinho Soares foram os escolhidos. As substituições, no entanto, demoraram a surtir efeito. Barreal e Léo Godoy entraram aos 18 minutos do segundo tempo, enquanto Deivid Washington substituiu Gabriel Bontempo aos 31.

No Ceará, Léo Condé escalou Fernando Miguel no gol, com Fabiano Souza, Marllon, Willian Machado e Matheus Bahia na defesa. O meio-campo teve Dieguinho, Fernando Sobral e Lucas Mugni, enquanto Galeano, Pedro Raul e Pedro Henrique formaram o ataque. As alterações, como a entrada de Lelê e Rômulo, deram mais velocidade ao Vozão, mas não foram suficientes para mudar o placar.

Polêmicas da arbitragem

A arbitragem, comandada por Felipe Fernandes de Lima, foi alvo de críticas por parte do Santos. O lance mais polêmico ocorreu aos 13 minutos do segundo tempo, quando Rincón caiu na área após contato com Matheus Bahia. Os jogadores do Peixe pediram pênalti, mas o árbitro e o VAR, comandado por Paulo Renato Moreira da Silva Coelho, não marcaram a penalidade. A decisão gerou revolta no banco santista e nas redes sociais.

Outro momento controverso foi a expulsão de Marlon, do Ceará, nos acréscimos. O jogador cometeu uma falta dura em Deivid Washington, impedindo uma jogada promissora. O cartão vermelho foi bem recebido pela torcida do Santos, mas não houve tempo para aproveitar a vantagem numérica.

  • Pênalti não marcado: Contato em Rincón gerou protestos do Santos.
  • Expulsão de Marlon: Falta dura resultou em cartão vermelho nos minutos finais.
  • Atuação do VAR: Revisões foram rápidas, mas decisões dividiram opiniões.
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Homenagem a Neymar

Antes do início da partida, o Santos promoveu uma homenagem a Neymar, ídolo do clube e um dos maiores jogadores da história do futebol brasileiro. A ação, realizada no gramado do Allianz Parque, contou com a exibição de um vídeo com momentos marcantes da carreira do atacante na Vila Belmiro. A torcida aplaudiu de pé, relembrando os títulos conquistados por Neymar, como a Libertadores de 2011.

A homenagem também marcou o lançamento de uma campanha do clube para engajar a torcida nas redes sociais. Faixas e bandeiras com a imagem do jogador foram exibidas nas arquibancadas, reforçando a conexão entre Neymar e o Santos. O momento emocionou os torcedores, mas não foi suficiente para inspirar o time em campo.

Expectativas para o clássico contra o Corinthians

O próximo compromisso do Santos será contra o Corinthians, no dia 18 de maio, às 16h, na Neo Química Arena. O clássico alvinegro é sempre um dos mais aguardados do futebol brasileiro, e a partida ganha ainda mais importância devido à situação delicada do Peixe na tabela. Uma vitória pode dar confiança ao elenco e aliviar a pressão sobre Cléber Xavier.

O Corinthians, que também não vive grande fase, ocupa a 12ª posição, com 11 pontos. O técnico do Timão, António Oliveira, deve contar com o retorno de alguns jogadores lesionados, o que pode fortalecer o time. Para o Santos, a escalação deve sofrer ajustes, especialmente no meio-campo, onde Gabriel Bontempo não teve boa atuação contra o Ceará.

Números do confronto

O empate sem gols entre Santos e Ceará reflete o equilíbrio do jogo, mas também a falta de eficiência ofensiva. O Santos teve 58% de posse de bola, contra 42% do Ceará, e finalizou 12 vezes, com quatro chutes no alvo. O Vozão, por sua vez, chutou nove vezes, com três finalizações perigosas. As estatísticas mostram um jogo disputado, mas com poucas chances claras de gol.

  • Posse de bola: Santos 58%, Ceará 42%.
  • Finalizações: Santos 12 (4 no gol), Ceará 9 (3 no gol).
  • Faltas cometidas: Santos 14, Ceará 16.
  • Cartões amarelos: Rincón (Santos); Lucas Mugni e Fernando Sobral (Ceará).
  • Público e renda: 35.240 pagantes, R$ 2.806.052.

Desafios táticos do Santos

A falta de um padrão tático claro tem sido um dos principais problemas do Santos na temporada. Cléber Xavier apostou em um esquema 4-3-3 contra o Ceará, com Soteldo e Thaciano abertos pelas pontas e Tiquinho Soares como referência no ataque. No entanto, a equipe teve dificuldade para criar jogadas pelo meio, dependendo muito das individualidades de Rollheiser e Soteldo. A entrada de Barreal no segundo tempo trouxe mais velocidade, mas não resolveu o problema da finalização.

Defensivamente, o Santos foi sólido, com destaque para Zé Ivaldo e Luan Peres, que neutralizaram as investidas de Pedro Raul e Galeano. Gabriel Brazão, seguro no gol, também foi peça-chave para evitar a derrota. Ainda assim, a falta de conexão entre os setores do time é evidente, e o técnico precisa encontrar soluções antes do clássico contra o Corinthians.

Reação da torcida

A torcida do Santos compareceu em peso ao Allianz Parque, mas deixou o estádio frustrada com o empate. Nas redes sociais, os torcedores criticaram a falta de criatividade do time e cobraram reforços para a sequência do campeonato. Alguns elogiaram a entrega de jogadores como Rollheiser e Gabriel Brazão, mas a insatisfação com o técnico Cléber Xavier é crescente. Faixas de apoio ao clube foram exibidas, mas também houve protestos isolados contra a diretoria.

A escolha do Allianz Parque como mando de campo dividiu opiniões. Enquanto alguns torcedores aprovaram a iniciativa, por conta da maior capacidade e receita, outros defenderam a Vila Belmiro como a verdadeira casa do Santos. A discussão deve continuar nos próximos jogos, especialmente se os resultados não melhorarem.

Panorama do Brasileirão

O Campeonato Brasileiro de 2025 está na oitava rodada, e a tabela começa a definir os favoritos e os clubes em crise. O líder atual é o Flamengo, com 20 pontos, seguido por Palmeiras e Atlético-MG, ambos com 17. Na parte de baixo, o Santos é o vice-lanterna, à frente apenas do América-MG, que tem três pontos. A zona de rebaixamento inclui ainda Cuiabá (6 pontos) e Goiás (7 pontos).

O Ceará, com 10 pontos, está no meio da tabela, mas a sequência de jogos difíceis pode complicar a campanha do Vozão. A competição promete ser disputada, com equipes tradicionais como Corinthians, São Paulo e Internacional lutando para entrar no G-6. Para o Santos, a recuperação é urgente, e o clássico contra o Corinthians será um divisor de águas.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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