A temporada do Circuito Mundial de Surfe ganhou um novo líder na última segunda-feira, quando o sul-africano Jordy Smith conquistou o título da etapa de Margaret River, na Austrália. A vitória, marcada por uma performance consistente na final contra o norte-americano Griffin Colapinto, colocou Smith no topo do ranking masculino da World Surf League (WSL) com 36.130 pontos. O brasileiro Italo Ferreira, que liderava até então, caiu para a segunda posição após ser eliminado precocemente na competição. A etapa, sétima do calendário de 2025, também consolidou a havaiana Gabriela Bryan como líder do ranking feminino.
Na final masculina, Smith demonstrou precisão em suas manobras, somando 12,00 pontos com notas de 8,50 e 3,50. Colapinto, que havia brilhado nas quartas de final com uma nota 10, conseguiu apenas 4,83 pontos na decisão, prejudicado pela falta de ondas favoráveis. A vitória em Margaret River marcou um momento decisivo para Smith, que agora lidera com uma vantagem de quase 5.000 pontos sobre Ferreira.
A competição em águas australianas trouxe mudanças significativas no cenário do surfe profissional. Entre os destaques estão:
- A definição dos surfistas classificados para o restante da temporada;
- A permanência de seis brasileiros na elite masculina;
- A consolidação de Gabriela Bryan no topo do ranking feminino;
- A eliminação precoce de nomes como Italo Ferreira e Luana Silva.
Enquanto o sul-africano celebra a liderança, o circuito se prepara para a próxima etapa, em Trestles, na Califórnia, marcada para o período de 9 a 17 de junho.
JORDY SMITH does it again! 🏆🌊
— Team South Africa (@OfficialTeamRSA) May 27, 2025
Takes out the Margaret River Pro, claiming his second WCT win of the 2025 season – and now sits at World Number 1! What a run! 🔥🙌
#TeamSA #ForMyCountry #MargaretRiverPro pic.twitter.com/CxOVbJN0pl
Desempenho masculino em Margaret River
Jordy Smith chegou à final de Margaret River após uma campanha sólida, enfrentando adversários como o australiano Ethan Ewing nas quartas e o havaiano Barron Mamiya nas semifinais. Sua estratégia na final foi aproveitar as poucas ondas disponíveis, garantindo uma nota alta logo no início da bateria. A performance contrastou com a de Colapinto, que, apesar do talento demonstrado nas fases anteriores, não encontrou condições para repetir o desempenho.
O ranking masculino reflete a competitividade da temporada. Smith, com 36.130 pontos, lidera seguido por Italo Ferreira (31.290 pontos) e Yago Dora (28.885 pontos), outro brasileiro que se mantém entre os primeiros. Kanoa Igarashi, do Japão, e Barron Mamiya, do Havaí, completam o top 5, com 28.590 e 28.150 pontos, respectivamente.
A etapa também foi crucial para definir os 22 surfistas que seguem na elite masculina até o final do ano. Entre os brasileiros, além de Ferreira e Dora, garantiram vaga:
- Filipe Toledo, com 26.035 pontos;
- Miguel Pupo, com 23.630 pontos;
- João Chianca, com 15.940 pontos;
- Alejo Muniz, com 14.725 pontos.
Liderança feminina consolidada
Gabriela Bryan continua dominando o ranking feminino da WSL. Na final de Margaret River, a havaiana superou Caitlin Simmers com uma pontuação de 17,33, resultado de notas 9,50 e 7,83. Simmers, que soma 39.040 pontos no ranking, ficou com 12,84 pontos na decisão, mantendo-se na segunda posição. As condições marítimas, mais favoráveis no feminino, permitiram manobras de alto nível, com Bryan destacando-se pela fluidez e precisão.
A brasileira Luana Silva, eliminada nas quartas de final por Simmers, segue na oitava posição com 25.120 pontos. Outra brasileira, Tatiana Weston-Webb, ocupa a 17ª colocação com 9.400 pontos, fora da zona de classificação para o restante da temporada. O top 5 feminino inclui ainda Molly Picklum (35.545 pontos), Isabella Nichols (34.645 pontos) e Tyler Wright (28.660 pontos).
Momentos decisivos da etapa
A etapa de Margaret River foi marcada por momentos de alta tensão. Griffin Colapinto, por exemplo, havia impressionado no domingo com uma nota 10 nas quartas de final, mas não conseguiu repetir o feito na decisão. Já Italo Ferreira, que buscava manter a liderança, foi surpreendido no round 3 pelo australiano Jacob Willcox, em uma bateria que expôs as dificuldades do brasileiro em adaptar-se às condições do mar.
No feminino, a eliminação de Luana Silva nas quartas de final interrompeu sua sequência de bons resultados. A brasileira, que vinha de performances sólidas, não conseguiu superar o ataque aéreo de Simmers, que dominou a bateria. A competição também destacou a consistência de Gabriela Bryan, cuja liderança parece cada vez mais sólida.
Entre os fatos marcantes da etapa, estão:
- A nota 10 de Colapinto nas quartas de final;
- A eliminação precoce de Italo Ferreira;
- A consolidação de Bryan com a maior pontuação feminina;
- A definição dos classificados para 2026.
Impacto no ranking masculino
A ascensão de Jordy Smith ao topo do ranking reflete sua regularidade ao longo da temporada. O sul-africano, que já havia conquistado pódios em etapas anteriores, como Bells Beach e Pipeline, encontrou em Margaret River o palco ideal para ultrapassar Ferreira. Sua vitória reforça a competitividade do circuito, onde pequenos detalhes, como a escolha de ondas, podem definir o resultado.
Italo Ferreira, por outro lado, enfrenta um momento de instabilidade. A eliminação no round 3 foi a segunda consecutiva em que o brasileiro não avançou às fases finais, após um desempenho abaixo do esperado em Bells Beach. Ainda assim, com 31.290 pontos, ele permanece como um dos favoritos ao título mundial. Yago Dora, terceiro colocado, também segue na briga, com performances consistentes em águas australianas.
Competição feminina em destaque
A final feminina de Margaret River foi um dos pontos altos da etapa. Gabriela Bryan, com 41.240 pontos, demonstrou por que é a líder do ranking. Sua vitória sobre Caitlin Simmers, uma das surfistas mais promissoras da nova geração, reforçou sua posição como favorita ao título. Simmers, apesar da derrota, continua sendo uma ameaça, com 39.040 pontos e um estilo agressivo que combina manobras aéreas e progressivas.
A brasileira Luana Silva, embora eliminada precocemente, garantiu sua vaga entre as 10 melhores do ranking, assegurando sua permanência na elite para 2026. A competição feminina também destacou nomes como Molly Picklum, que subiu para a terceira posição, e Isabella Nichols, que se consolidou no top 4 com 34.645 pontos.
Preparação para Trestles
A próxima etapa do Circuito Mundial, marcada para Trestles, na Califórnia, promete intensificar a disputa pelo título. O evento, que ocorre entre 9 e 17 de junho, será a oitava parada do calendário e uma oportunidade para surfistas como Italo Ferreira recuperarem terreno. Trestles é conhecido por suas ondas longas e propícias a manobras progressivas, o que pode favorecer atletas como Yago Dora e Kanoa Igarashi.
No feminino, Gabriela Bryan buscará manter a liderança, enquanto Caitlin Simmers tentará reduzir a diferença no ranking. A etapa também será decisiva para surfistas na zona de corte, como Tatiana Weston-Webb, que precisa de bons resultados para subir na classificação.
Os principais destaques para Trestles incluem:
- Ondas ideais para manobras aéreas;
- Disputa acirrada entre Bryan e Simmers;
- Oportunidade de recuperação para Italo Ferreira;
- Pressão sobre surfistas fora do top 10 feminino.
Curiosidades da etapa australiana
Margaret River é uma das etapas mais tradicionais do Circuito Mundial, conhecida por suas ondas poderosas e condições desafiadoras. Em 2025, a competição enfrentou variações climáticas que impactaram as baterias masculinas, com ventos fortes reduzindo a formação de ondas na final. No feminino, as condições foram mais estáveis, permitindo performances de alto nível.
A etapa também foi marcada por momentos históricos, como:
- A primeira vitória de Jordy Smith em Margaret River desde 2017;
- A nota 10 de Griffin Colapinto, a segunda da temporada;
- A permanência de seis brasileiros na elite masculina;
- O recorde de público presencial, com mais de 10 mil espectadores.
Trajetória de Jordy Smith
Jordy Smith, de 37 anos, é um dos veteranos do Circuito Mundial. Natural de Durban, na África do Sul, ele compete profissionalmente desde 2007 e já esteve entre os candidatos ao título mundial em diversas temporadas. Sua vitória em Margaret River é a terceira na temporada de 2025, após pódios em Pipeline e Sunset Beach.
O sul-africano é conhecido por seu estilo poderoso, que combina manobras de força com progressões aéreas. Em Margaret River, ele aproveitou as condições do mar para executar carvings precisos, que impressionaram os juízes. Sua liderança no ranking é a primeira desde 2019, quando terminou a temporada em segundo lugar.
Cenário brasileiro no circuito
Os brasileiros seguem como protagonistas no Circuito Mundial, apesar da perda da liderança por Italo Ferreira. Yago Dora, com 28.885 pontos, é o segundo melhor colocado do país e tem se destacado pela consistência. Filipe Toledo, sétimo no ranking, enfrenta uma temporada irregular, mas segue na elite com 26.035 pontos.
João Chianca, que voltou ao circuito após uma grave lesão em 2024, garantiu sua vaga entre os 22 melhores, com 15.940 pontos. Miguel Pupo e Alejo Muniz, com campanhas sólidas, também asseguraram suas posições. No feminino, Luana Silva é a única brasileira no top 10, enquanto Tatiana Weston-Webb luta para recuperar terreno.
Expectativas para o restante da temporada
Com quatro etapas restantes no calendário de 2025, a disputa pelo título mundial está aberta. Jordy Smith, com 36.130 pontos, é o favorito no masculino, mas Italo Ferreira, Yago Dora e Kanoa Igarashi permanecem na briga. A etapa de Trestles será um divisor de águas, especialmente para surfistas que precisam melhorar suas posições no ranking.
No feminino, Gabriela Bryan lidera com folga, mas Caitlin Simmers e Molly Picklum têm chances de encostar. A competição promete baterias emocionantes, com destaque para as rivalidades entre Bryan e Simmers e entre os brasileiros e os líderes do ranking masculino.
