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Em uma partida eletrizante na quadra Philippe-Chatrier, em Paris, o tenista bósnio Damir Dzumhur, número 69 do ranking ATP, conquistou o terceiro set contra o espanhol Carlos Alcaraz, atual número 2 do mundo, na terceira rodada do French Open, nesta sexta-feira, 30 de maio de 2025. Com o placar de 6-1, 6-3 e 6-4 nos sets anteriores, Dzumhur, após receber atendimento médico na coxa direita, superou desafios físicos e levou a disputa ao quarto set, mantendo viva a esperança de avançar à quarta rodada de um Grand Slam pela primeira vez desde 2018. A temperatura de 28°C e a atmosfera vibrante da torcida francesa intensificaram o confronto, transmitido globalmente por canais como ESPN 2 e Disney+. O duelo, disputado no saibro, destaca a resiliência de Dzumhur contra o favoritismo de Alcaraz, defensor do título de 2024.

A jornada de Dzumhur em Roland Garros tem sido marcada por superação. Ele chegou à terceira rodada após vitórias sólidas contra Thiago Agustín Tirante e Giovanni Mpetshi Perricard, ambas em quatro sets. Alcaraz, por sua vez, enfrentou desafios na segunda rodada contra Fabian Marozsan, mas mantém uma campanha dominante no saibro, com 17 vitórias e apenas uma derrota em 2025.

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O confronto atual é o segundo entre os dois tenistas. Em 2020, na final do Challenger de Barcelona, Alcaraz, então com 17 anos, venceu Dzumhur em três sets.

  • Desafios físicos de Dzumhur: O bósnio enfrentou uma lesão no joelho na rodada anterior e precisou de atendimento médico na coxa durante o terceiro set.
  • Domínio inicial de Alcaraz: O espanhol venceu o primeiro set em apenas 27 minutos, com 11 winners e apenas dois erros não forçados.
  • Resiliência no terceiro set: Dzumhur quebrou o saque de Alcaraz e segurou o serviço para fechar o set em 6-4.
Carlos Alcaraz
Carlos Alcaraz – Foto: Marco Iacobucci Epp / Shutterstock.com

Histórico do confronto

O embate entre Dzumhur e Alcaraz carrega um peso histórico, mesmo com apenas um encontro prévio. Na final do Challenger de Barcelona, em outubro de 2020, Alcaraz venceu por 4-6, 6-2 e 6-1, em uma partida que marcou sua ascensão no circuito. Desde então, o espanhol consolidou-se como uma das maiores estrelas do tênis, com quatro títulos de Grand Slam, incluindo Roland Garros 2024. Dzumhur, apesar de não ter vencido Alcaraz, mantém sua relevância como o maior tenista da história da Bósnia e Herzegovina, com três títulos ATP 250 e um pico de 23º no ranking mundial em 2018.

A partida atual reflete trajetórias distintas. Alcaraz, com 22 anos, vive um 2025 excepcional, com títulos em Rotterdam, Monte Carlo e Roma. Dzumhur, aos 33 anos, voltou ao top 100 com conquistas em torneios Challenger, como Canberra, e resultados sólidos, como as oitavas de final em Indian Wells.

  • Encontro de 2020: Alcaraz superou Dzumhur em três sets no saibro de Barcelona.
  • Evolução de Alcaraz: De promessa a número 2 do mundo, com 78% de pontos ganhos no primeiro saque em 2025.
  • Consistência de Dzumhur: O bósnio alcançou a terceira rodada em Paris pela terceira vez na carreira.

Desempenho no saibro

O saibro, superfície característica de Roland Garros, exige resistência física e estratégia. Alcaraz domina esse piso, com 85,7% de vitórias em 2025, incluindo 12 triunfos em 14 jogos. Sua cobertura de quadra e golpes potentes o tornam um dos favoritos ao título. Dzumhur, embora menos dominante, tem um estilo versátil, com velocidade e habilidade defensiva, que o ajudou a superar adversários como Mpetshi Perricard, 31º cabeça de chave, na rodada anterior.

O terceiro set foi um marco para Dzumhur. Apesar de um atendimento médico na coxa direita, ele conseguiu um break crucial e manteve a consistência no serviço, vencendo por 6-4 após 43 minutos. Alcaraz, que cometeu 13 erros não forçados no segundo set, enfrentou dificuldades para fechar pontos longos, permitindo ao bósnio crescer na partida.

Atmosfera em Paris

A quadra Philippe-Chatrier, principal palco de Roland Garros, esteve lotada para o confronto. A organização do torneio reportou um aumento de 8% nas vendas de ingressos em 2025, com Alcaraz sendo uma das maiores atrações. Torcedores espanhóis e bósnios adicionaram energia ao ambiente, com cânticos e aplausos em momentos decisivos. A temperatura de 28°C, combinada com a umidade do saibro, testou a resistência física de ambos os atletas.

Dzumhur, mesmo como azarão, conquistou o apoio de parte da torcida francesa, que reconheceu sua garra após a lesão. Alcaraz, conhecido pelo carisma, respondeu com jogadas brilhantes, como um forehand inside-in que levantou o público no terceiro set.

  • Capacidade da quadra: Philippe-Chatrier comporta 15 mil espectadores.
  • Transmissão global: O jogo foi exibido ao vivo por ESPN 2 e Disney+ em diversos países.
  • Clima desafiador: A temperatura de 28°C aumentou o desgaste físico dos jogadores.

Caminhada até a terceira rodada

Dzumhur chegou à terceira rodada com duas vitórias expressivas. Contra Tirante, venceu por 3-6, 6-4, 6-3 e 7-5, em um jogo de mais de três horas. Na segunda rodada, superou Mpetshi Perricard por 7-6(4), 6-3, 4-6 e 6-4, mesmo após uma queda que lesionou seu joelho. Alcaraz, por outro lado, abriu sua campanha com um triunfo tranquilo sobre Giulio Zeppieri (6-2, 6-4, 6-3) e enfrentou resistência de Marozsan, vencendo por 6-1, 4-6, 6-1 e 6-2.

A diferença de ritmo é notável. Dzumhur passou mais de seis horas em quadra nas duas rodadas iniciais, enquanto Alcaraz jogou por cerca de quatro horas. O desgaste físico do bósnio, agravado pela lesão, pode influenciar o quarto set.

Números da partida

As estatísticas do confronto revelam o equilíbrio no terceiro set. Alcaraz liderou em pontos ganhos (101 contra 84) e teve mais aces (2 contra 0), mas Dzumhur foi eficiente em pontos de segundo serviço, vencendo 22 contra 17 do espanhol. O bósnio também cometeu menos erros forçados no terceiro set, aproveitando as chances de break.

  • Primeiro serviço: Alcaraz venceu 46 de 67 pontos; Dzumhur, 28 de 51.
  • Breakpoints: Alcaraz converteu 4 de 14; Dzumhur, 1 de 8.
  • Pontos longos: Dzumhur venceu 60% dos rallies com mais de cinco trocas no terceiro set.

Trajetória de Dzumhur em 2025

O ano de 2025 tem sido de retomada para Dzumhur. Em janeiro, ele venceu o Challenger de Canberra, derrotando Hady Habib na final. Em março, alcançou as oitavas de final do BNP Paribas Open, superando Roberto Bautista Agut. Apesar de derrotas precoces em Hamburgo e Bordeaux, sua campanha em Paris marca seu melhor desempenho em Grand Slams desde 2018, quando também chegou à terceira rodada de Roland Garros.

Dzumhur é conhecido por sua versatilidade. Ele combina velocidade, defesa sólida e variações táticas, o que o torna um adversário imprevisível, especialmente em jogos longos. Sua experiência em torneios ATP 250, com títulos em São Petersburgo, Moscou e Antalya, reforça sua capacidade de competir em alto nível.

Ascensão de Alcaraz

Carlos Alcaraz, aos 22 anos, vive um momento de consolidação. Após um início de 2025 irregular, ele encontrou sua melhor forma no saibro, vencendo os Masters 1000 de Monte Carlo e Roma, além do ATP 500 de Rotterdam. Em Paris, seu objetivo é defender o título de 2024, quando derrotou Alexander Zverev na final. Sua vitória sobre Jannik Sinner na final de Roma, em maio, solidificou sua posição como número 2 do ranking ATP.

O espanhol é reconhecido por sua agressividade e cobertura de quadra. Ele lidera o circuito em winners no saibro em 2025, com média de 25 por partida, e tem uma taxa de conversão de breakpoints de 44%.

Expectativa para o quarto set

O quarto set começou com ambos os tenistas buscando manter o ritmo. Dzumhur, mesmo com o atendimento médico, mostrou sinais de recuperação, enquanto Alcaraz intensificou seus golpes para evitar surpresas. A torcida permanece dividida, com aplausos para as jogadas defensivas do bósnio e os ataques do espanhol. A partida, que já ultrapassa duas horas, segue como um dos destaques do sexto dia de Roland Garros.

A resistência física será crucial. Dzumhur, com mais tempo em quadra nas rodadas anteriores, enfrenta o desafio de manter a energia contra um Alcaraz que não mostra sinais de fadiga. O saibro, que favorece rallies longos, pode beneficiar o bósnio se ele conseguir prolongar os pontos.

Curiosidades do confronto

O duelo entre Dzumhur e Alcaraz traz elementos únicos para Roland Garros 2025. Além do contraste de estilos, a partida destaca a história de superação de ambos os atletas, que enfrentaram desafios distintos em suas carreiras.

  • Origem de Dzumhur: Nascido durante a guerra na Bósnia, ele começou a treinar em um abrigo para refugiados.
  • Apelido de Alcaraz: Conhecido como “Carlitos”, o espanhol é uma das maiores estrelas do esporte.
  • Recorde em Paris: Esta é a quinta vez que Alcaraz chega à terceira rodada de Roland Garros.
  • Atuação de Dzumhur: O bósnio já venceu 19 aces no circuito ATP em 2025.
  • Prêmio em dinheiro: Roland Garros 2025 distribui 23,115 milhões de euros, com 2,4 milhões para o campeão.

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