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Com a proximidade de 2025, proprietários de veículos no Brasil já se preparam para o pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), mas muitos podem estar isentos, dependendo do ano de fabricação do carro e das regras específicas de cada estado. A isenção, que varia de 10 a 30 anos de fabricação, beneficia milhões de motoristas, especialmente aqueles com veículos mais antigos. Além disso, uma proposta de emenda constitucional (PEC 72/2023) aprovada pelo Senado busca uniformizar a isenção para carros com mais de 20 anos em todo o país, embora ainda dependa de aprovação na Câmara dos Deputados. As regras estaduais, no entanto, continuam em vigor, criando um cenário diversificado. Este artigo detalha quais carros estão isentos em cada estado, as condições para o benefício e as possíveis mudanças na legislação.

A diversidade de critérios para isenção reflete a autonomia dos estados na gestão do IPVA, um tributo que arrecada bilhões anualmente, divididos entre governos estaduais e municípios. Enquanto alguns estados oferecem isenção a partir de 10 anos, outros exigem até 30 anos, e há casos, como Pernambuco, onde a isenção por idade não existe.

  • Principais beneficiados: Veículos antigos, pessoas com deficiência (PCD), táxis, transporte escolar e carros elétricos ou híbridos (em alguns estados).
  • Mudança em vista: A PEC 72/2023 pode padronizar a isenção para 20 anos, impactando estados com regras mais restritivas.
  • Consulta necessária: Proprietários devem verificar as regras no site da Secretaria da Fazenda de seu estado.

As diferenças regionais e as possíveis alterações na lei tornam essencial que motoristas conheçam as especificidades de sua localidade.

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Joa Souza / Shutterstock.com

Critérios estaduais para isenção por idade
A isenção de IPVA por tempo de fabricação é o principal critério para veículos antigos no Brasil. Em estados como Amapá, Rio Grande do Norte e Roraima, carros fabricados até 2015, ou seja, com 10 anos ou mais, já estão livres do imposto. Essa regra beneficia proprietários de modelos populares lançados na década passada, como o Chevrolet Onix e o Fiat Palio. Em contrapartida, Santa Catarina e Tocantins exigem 30 anos de fabricação, ou seja, veículos produzidos até 1995, o que restringe o benefício a carros clássicos ou de coleção.

No meio do espectro, estados como Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe concedem isenção para veículos com 15 anos ou mais. Assim, em 2025, carros fabricados até 2010 não pagam o imposto nessas localidades. Já Acre, Alagoas, Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo adotam o limite de 20 anos, isentando modelos de até 2005. Minas Gerais, por sua vez, só isenta veículos com placa preta, reconhecidos como de valor histórico, independentemente do ano.

Exceções e particularidades regionais
Nem todos os estados seguem a lógica de isenção por idade de forma direta. Pernambuco, por exemplo, não oferece isenção automática com base no tempo de fabricação, mas concede redução significativa para carros com 20 anos ou mais, com valores fixos de R$ 120 para automóveis e R$ 72 para motos. Essa abordagem busca equilibrar a arrecadação com o alívio financeiro para proprietários de veículos antigos.

Em Alagoas, a regra é ainda mais específica: apenas carros fabricados até 31 de dezembro de 2000 estão isentos, criando um corte fixo que não acompanha a progressão anual. No Mato Grosso, a isenção começa aos 18 anos, beneficiando veículos de até 2007 em 2025. Essas variações exigem atenção dos motoristas, que devem consultar o calendário e as condições no portal da Secretaria da Fazenda ou do Detran de seu estado.

Proposta de uniformização nacional
A PEC 72/2023, aprovada pelo Senado em março de 2024, propõe uma mudança significativa ao estabelecer a isenção de IPVA para veículos terrestres de passageiros, caminhonetes e mistos com 20 anos ou mais em todo o Brasil. A iniciativa, de autoria do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG), aguarda votação na Câmara dos Deputados e, se aprovada, será promulgada sem necessidade de sanção presidencial.

A proposta não afeta micro-ônibus, ônibus, reboques ou semirreboques e tem como foco principal estados onde a isenção ainda não existe ou é mais restritiva, como Minas Gerais, Pernambuco, Tocantins, Alagoas e Santa Catarina. Nos estados com regras mais flexíveis, como os que isentam a partir de 10 ou 15 anos, a legislação local permanecerá inalterada.

  • Objetivo da PEC: Garantir justiça social, reduzindo custos para proprietários de baixa renda com carros antigos.
  • Impacto estimado: Cerca de 6,7 milhões de veículos podem ser beneficiados, especialmente em regiões com regras mais rígidas.
  • Próximos passos: A PEC precisa de aprovação em dois turnos na Câmara, com análise em comissão especial.

Outras categorias de isenção
Além da idade do veículo, outras condições garantem a isenção do IPVA em 2025, variando conforme o estado. Pessoas com deficiência (PCD) são um grupo amplamente beneficiado, desde que o veículo esteja registrado em seu nome ou de um responsável legal. Em São Paulo, por exemplo, a isenção abrange deficiências físicas, sensoriais, intelectuais ou mentais graves, incluindo transtorno do espectro autista (TEA). O processo exige laudo médico e solicitação junto à Secretaria da Fazenda.

Outras categorias incluem:

  • Veículos oficiais: Carros de órgãos públicos, embaixadas, consulados e entidades sem fins lucrativos.
  • Transporte profissional: Táxis, moto-táxis, ônibus e veículos de transporte escolar, como em São Paulo, onde a isenção para transporte escolar foi instituída em 2023.
  • Máquinas agrícolas: Tratores e equipamentos similares estão isentos em praticamente todos os estados.
  • Veículos de baixa cilindrada: Motos com menos de 50 cilindradas, comuns em áreas rurais.

Incentivos para veículos sustentáveis
Alguns estados oferecem benefícios fiscais para veículos menos poluentes, como híbridos, elétricos ou movidos a gás natural veicular (GNV). Em São Paulo, uma lei aprovada em dezembro de 2024 isenta carros híbridos e movidos a hidrogênio do IPVA por dois anos, até 2026, com alíquotas progressivas a partir de 2027. No Rio de Janeiro, carros elétricos pagam apenas 0,5% do valor venal, enquanto híbridos e GNV têm alíquota de 1,5%.

Esses incentivos visam estimular a adoção de tecnologias sustentáveis, mas as regras variam. Em outros estados, como Minas Gerais, não há isenção automática para veículos elétricos ou híbridos, mas carros recuperados de roubo ou adquiridos em leilões públicos podem ser isentos.

Modelos populares isentos em 2025
Em estados com isenção a partir de 20 anos, como São Paulo, vários modelos populares de 2005 estarão livres do IPVA em 2025. Entre eles, destacam-se:

  • Fiat Palio: Um dos carros mais vendidos do início dos anos 2000, com motor flex e design renovado.
  • Ford Fiesta: Primeira geração com sistema flex, conhecido por economia e espaço interno.
  • Honda Fit: Reconhecido pelo espaço e eficiência, com motor 1.4 e câmbio CVT.
  • Citroën C3: Hatch premium com opções de motor 1.4 e 1.6.
  • Mitsubishi L200: Picape robusta, fabricada em Goiás, usada para trabalho.

Esses veículos, embora antigos, ainda circulam em grande número, especialmente em cidades menores, onde a manutenção acessível os mantém atrativos.

Como solicitar a isenção
Proprietários que se enquadram nas condições de isenção, como PCD ou profissionais do transporte, devem seguir procedimentos específicos. O processo geralmente envolve:

  • Acesso ao site da Secretaria da Fazenda ou Detran do estado.
  • Apresentação de documentos, como laudo médico (para PCD), comprovante de atividade profissional (para taxistas) ou nota fiscal (para veículos híbridos).
  • Solicitação antes do vencimento da primeira parcela do IPVA, geralmente em janeiro.

Para isenção por idade, o benefício é automático na maioria dos estados, mas é recomendável consultar o sistema da Secretaria da Fazenda com a placa e o Renavam do veículo.

Planejamento financeiro para motoristas
A isenção de IPVA pode representar uma economia significativa, especialmente para famílias de baixa renda ou proprietários de veículos antigos com alto custo de manutenção. Em estados como São Paulo, onde a alíquota é de 4% sobre o valor venal, um carro avaliado em R$ 45 mil geraria um imposto de R$ 1.800. A isenção elimina essa despesa, mas exige que o veículo esteja regularizado, com licenciamento em dia.

Motoristas devem estar atentos aos prazos de pagamento do IPVA, que variam conforme o final da placa. Em caso de atraso, multas e juros são aplicados, e o veículo pode ser bloqueado ou apreendido. Para quem não tem direito à isenção, muitos estados oferecem descontos para pagamento à vista, como 3% no Rio de Janeiro, ou parcelamento em até três ou mais vezes.

Curiosidades sobre o IPVA no Brasil
O IPVA é um dos principais tributos estaduais, com arrecadação dividida igualmente entre estado e município. Algumas particularidades chamam atenção:

  • Origem do imposto: Criado em 1986, substituiu a Taxa Rodoviária Única (TRU), com objetivo de financiar infraestrutura.
  • Uso dos recursos: Não há obrigatoriedade de investir em estradas; os valores podem ser aplicados em saúde, educação ou segurança.
  • Variação de alíquotas: Os percentuais vão de 2% a 4%, dependendo do estado e tipo de veículo.
  • Isenção histórica: Veículos com placa preta, comuns em Minas Gerais, são valorizados como patrimônio cultural.

Perspectiva para o futuro
Enquanto a PEC 72/2023 não é aprovada, as regras estaduais continuarão a definir quem paga ou não o IPVA. A proposta de uniformização enfrenta debates na Câmara, com argumentos a favor da justiça social e críticas sobre a possível queda na arrecadação. Estados com isenções mais generosas, como Amapá e Roraima, servem como referência para o impacto de regras menos restritivas.

Proprietários de veículos devem se planejar com antecedência, verificando se seus carros se enquadram nas condições de isenção e acompanhando possíveis mudanças na legislação. A consulta regular aos portais oficiais é a melhor forma de evitar surpresas e garantir a regularidade do veículo.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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