O programa Crédito do Trabalhador, iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), alcançou em maio de 2025 uma taxa de juros média de 3,43% ao mês para o consignado CLT, voltado a trabalhadores do setor privado com carteira assinada. Lançado no final de março, o projeto busca baratear o crédito e já movimentou R$ 13,9 bilhões, beneficiando 2,4 milhões de pessoas. Na última quinta-feira, 5 de junho, a taxa registrada foi de 3,63%, ainda abaixo dos 3,68% do início do mês. A novidade agora é a possibilidade de migrar empréstimos antigos de outras modalidades para o consignado CLT, processo liberado desde 6 de junho. A medida acontece por meio de plataformas de instituições financeiras, com o governo incentivando a concorrência para reduzir ainda mais os juros. O objetivo é oferecer condições melhores que as de linhas como o CDC, garantindo segurança com o desconto direto em folha.
A estratégia do governo foca em ampliar o acesso ao crédito para quem antes recorria a opções mais caras. Dados do MTE apontam que há R$ 40 bilhões em consignados de outras modalidades que podem ser migrados.
- O programa já registra uma média de R$ 5.532,62 por contrato.
- As parcelas médias ficam em R$ 317,56, com prazo de 17 meses.
- A migração pode envolver até nove empréstimos diferentes por trabalhador.
O ministro Luiz Marinho destaca a importância de comparar ofertas para garantir as melhores taxas. A seguir, o processo de adesão e os detalhes da nova fase do programa ganham destaque.
Nova fase da migração de empréstimos
Desde 6 de junho, trabalhadores podem migrar empréstimos antigos para o consignado CLT, mesmo entre bancos diferentes. O procedimento exige que o interessado acesse os canais de atendimento da instituição financeira atual e solicite um orçamento. Se a oferta do consignado CLT for mais vantajosa, o banco original tem a chance de cobrir a proposta. Caso contrário, a portabilidade deve ser liberada sem complicações.
O MTE planeja, em breve, permitir essa migração diretamente pela Carteira de Trabalho Digital. Por enquanto, o processo depende das plataformas das empresas, como aplicativos, caixas eletrônicos e agências. A expectativa é que a concorrência entre bancos e fintechs resulte em taxas ainda mais competitivas.
Como contratar o consignado CLT do zero
Trabalhadores sem empréstimos ativos também têm acesso ao programa. Inicialmente, a contratação era feita exclusivamente pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, disponível para Android e iOS. Desde 25 de abril, porém, instituições financeiras passaram a oferecer o crédito em seus próprios canais.
O processo começa com a solicitação, que pode gerar propostas de diferentes empresas. Se as ofertas forem insuficientes, o trabalhador pode buscar diretamente bancos e fintechs, comparando taxas para encontrar a melhor opção. O MTE reforça a importância de pesquisar, já que as condições variam entre as instituições.
Mecanismo do desconto em folha
O consignado CLT funciona com o desconto automático das parcelas diretamente da folha de pagamento. Essa modalidade oferece segurança às instituições financeiras, o que permite juros mais baixos.
- A garantia inicial é a multa rescisória em caso de demissão.
- O desconto em folha reduz o risco de inadimplência.
- Futuramente, o FGTS poderá ser usado como caução.
- A média de 3,43% ao mês é inferior a outras linhas de crédito.
Essa estrutura beneficia trabalhadores que buscam opções mais acessíveis em comparação a empréstimos pessoais tradicionais.
Papel da concorrência no programa
A portabilidade é uma das apostas do governo para estimular a redução de juros. Bancos e fintechs competem para atrair clientes, o que pode levar a ofertas mais vantajosas. O ministro Luiz Marinho explica que instituições que não apresentarem taxas competitivas correm o risco de perder contratos para concorrentes.
O MTE monitora diariamente as taxas praticadas e promete notificar empresas que aplicarem juros considerados abusivos. Em casos extremos, essas instituições podem ser excluídas do programa. A orientação é clara: trabalhadores devem pesquisar e evitar aceitar a primeira proposta recebida.
Volume de crédito já liberado
Até 5 de junho, o programa Crédito do Trabalhador atingiu R$ 13,9 bilhões em empréstimos. Cerca de 2,4 milhões de trabalhadores já foram beneficiados, com contratos que têm, em média, 17 meses de duração. O valor médio por operação é de R$ 5.532,62, e as parcelas ficam em torno de R$ 317,56.
Esses números refletem a adesão expressiva ao consignado CLT desde o lançamento. A iniciativa busca atender especialmente aqueles que, sem acesso a crédito formal, recorriam a alternativas mais caras e arriscadas.
Garantias e o papel do FGTS
Atualmente, a multa rescisória serve como garantia para os empréstimos. No entanto, o uso do saldo do FGTS como caução ainda não está disponível. O MTE informa que a operacionalização dessa medida depende de definições da Caixa Econômica Federal.
O conselho curador do FGTS deve discutir o tema em uma reunião marcada para o final de julho. A inclusão do fundo como garantia pode ampliar ainda mais a segurança das operações, potencialmente reduzindo os juros oferecidos.
Benefícios para trabalhadores do setor privado
O programa Crédito do Trabalhador é exclusivo para funcionários com carteira assinada no setor privado. A modalidade foi desenhada para oferecer crédito acessível, com taxas mais baixas que as de linhas tradicionais. O desconto em folha garante praticidade e reduz o risco para os bancos, o que se reflete em condições melhores.
Desde o lançamento, a iniciativa tem atraído atenção de trabalhadores que buscam reorganizar dívidas ou obter recursos para necessidades diversas. A possibilidade de migrar empréstimos antigos amplia o alcance do programa.
Próximos passos do Crédito do Trabalhador
O MTE segue acompanhando a implementação do programa, com foco na redução contínua de juros. A portabilidade pela Carteira de Trabalho Digital é uma das próximas etapas aguardadas. Além disso, a inclusão do FGTS como garantia depende de ajustes operacionais.
A reunião do conselho curador do FGTS, prevista para julho, será decisiva para definir como o fundo será integrado. Enquanto isso, o governo incentiva os trabalhadores a aproveitarem as condições atuais, sempre comparando ofertas para garantir o melhor custo-benefício.
Orientações para os interessados
Para quem deseja aderir ao consignado CLT, o processo exige atenção.
- Pesquise taxas em diferentes bancos e fintechs.
- Solicite orçamentos pelos canais das instituições financeiras.
- Compare propostas antes de aceitar qualquer oferta.
- Use o aplicativo da Carteira de Trabalho Digital, se preferir.
- Fique atento a possíveis notificações do MTE sobre juros abusivos.
O programa segue em expansão, com o governo monitorando os resultados para ajustar a iniciativa e atender cada vez mais trabalhadores.
