Itália supera Brasil em 3 sets e assume liderança da Liga das Nações no MaracanãzinhoPor Luís Henrique Costa
Atualizado 7 min de leitura
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No último domingo, 8 de junho de 2025, a seleção italiana de vôlei feminino venceu o Brasil por 3 sets a 0 na Liga das Nações, no Maracanãzinho, Rio de Janeiro. Com parciais de 25 a 22, 25 a 18 e 29 a 27, a partida, válida pela primeira fase, foi marcada pela intensidade e equilíbrio, especialmente no terceiro set. Liderada por Paola Egonu e Ekaterina Antropova, a Itália assumiu a liderança da competição, enquanto o Brasil, comandado por Zé Roberto, sofreu sua primeira derrota na temporada. O jogo, transmitido ao vivo pela TV Globo e sportv 2, atraiu milhares de torcedores, que vibraram com rallys emocionantes. A derrota não altera a classificação do Brasil, que segue para as próximas etapas na Turquia e no Japão.
O confronto começou com trocas de pontos, mas a Itália logo se destacou com ataques precisos de Egonu e bloqueios de Fahr. Apesar dos esforços de Ana Cristina e Julia Kudiess, o Brasil enfrentou dificuldades na recepção. A torcida tentou empurrar a seleção brasileira, mas erros de saque e falhas defensivas marcaram o primeiro set.
- Destaques do primeiro set:
- Ana Cristina marcou o primeiro ponto brasileiro com uma largadinha.
- Egonu explorou brechas no bloqueio do Brasil.
- Antropova fechou o set com um ataque na entrada de rede.
No segundo set, o Brasil voltou mais agressivo, com Jheovana brilhando no ataque e no bloqueio. Um ace da oposta levantou a torcida, mas a Itália respondeu com Antropova, que acumulou dois aces consecutivos. A entrada de Kika trouxe novo fôlego às brasileiras, que encostaram no placar. No entanto, erros de ataque, como uma bola fora de Jheovana, permitiram que a Itália mantivesse a vantagem.
Estratégias e ajustes táticos
Zé Roberto apostou na escalação titular com Macris, Julia Bergmann, Julia Kudiess, Tainara, Lorena, Ana Cristina e a líbero Lais. A equipe buscou explorar jogadas de meio, como a “China” com Lorena, mas o bloqueio italiano, liderado por Danesi, neutralizou várias tentativas. A Itália, sob o comando de Julio Velasco, manteve a consistência com saques agressivos e ataques variados. Egonu, recuperada de um mal-estar, foi peça-chave, variando entre largadinhas e pancadas na entrada de rede. O técnico italiano pediu tempos estratégicos para frear as reações brasileiras, especialmente no segundo set, quando o Brasil empatou em 11 a 11.
O terceiro set foi o mais disputado, com o Maracanãzinho pulsando a cada ponto. O Brasil reagiu com bloqueios de Ana Cristina e Lorena, chegando a empatar em 22 a 22. A torcida entoou “eu acredito”, mas a Itália se beneficiou de um desafio bem-sucedido, que detectou toque na rede de Lorena. Após trocas de pontos até 27 a 27, Ana Cristina errou um saque, e um ace italiano selou a vitória.
Números que contam a história
A Itália dominou em pontos de ataque (45 contra 38 do Brasil) e bloqueios (12 a 8). Egonu liderou com 18 pontos, seguida por Antropova com 14. Pelo Brasil, Ana Cristina marcou 12 pontos, com destaque para três bloqueios. Julia Bergmann e Lorena contribuíram com 10 e 8 pontos, respectivamente. Erros de saque foram um diferencial negativo para o Brasil, que cometeu 7 contra 4 das italianas.
Histórico de um clássico
Brasil e Itália protagonizam um dos maiores clássicos do vôlei mundial. Nos últimos 10 anos, foram 15 confrontos, com 11 vitórias brasileiras, incluindo os últimos quatro duelos. A partida de domingo quebrou essa sequência, reforçando a força da Itália, atual campeã olímpica. O retrospecto, no entanto, mantém o Brasil como favorito em encontros futuros, especialmente com o apoio da torcida.
Destaques individuais no confronto
- Paola Egonu (Itália): A oposta foi decisiva com largadinhas e ataques potentes, além de três bloqueios.
- Ana Cristina (Brasil): A ponta se destacou com ataques na pipe e bloqueios contra Egonu e Antropova.
- Ekaterina Antropova (Itália): A jovem oposta fechou sets com ataques precisos e liderou em aces.
- Jheovana (Brasil): A oposta trouxe energia com bloqueios e aces, sendo elogiada por Zé Roberto.
O papel da torcida
O Maracanãzinho, com capacidade para cerca de 11 mil pessoas, esteve lotado, criando uma atmosfera eletrizante. Os gritos de “Brasil” ecoaram em momentos cruciais, como no empate do terceiro set. A torcida também aplaudiu as italianas, especialmente Egonu, que compartilhou nas redes sociais sua admiração pelo Rio, onde visitou o Cristo Redentor. A interação das atletas com a cidade reforçou o carinho dos torcedores, que lotaram o ginásio durante toda a semana.
Próximos passos na competição
Com o fim da etapa no Rio, o Brasil segue para a Turquia, onde enfrentará adversárias como Polônia e Sérvia. A Itália, agora líder com 12 pontos, também avança para a próxima fase, mantendo o favoritismo. A Liga das Nações culminará na fase final, entre 23 e 27 de julho, na Polônia. O Brasil, com 8 pontos, precisa de vitórias para ultrapassar Japão e Turquia no ranking.
Momentos marcantes do jogo
O terceiro set foi o ápice da partida, com rallys longos e defesas espetaculares. Um bloqueio de Ana Cristina contra Egonu levantou a torcida, enquanto um ace de Lorena trouxe esperança de virada. A Itália, porém, mostrou frieza nos momentos decisivos, com Antropova explorando a rede e Egonu salvando match points. O desafio que detectou toque na rede de Lorena foi um turning point, garantindo à Itália a chance de fechar o jogo.
Curiosidades da etapa no Rio
- A Itália venceu todas as suas partidas no Maracanãzinho, incluindo duelos contra EUA, Alemanha e Coreia do Sul.
- O Brasil teve 100% de aproveitamento até o jogo contra a Itália, com vitórias sobre República Tcheca, EUA e Alemanha.
- Egonu, que desfalcou a Itália na sexta-feira por mal-estar, voltou com força total contra o Brasil.
- O Maracanãzinho recebeu mais de 30 mil torcedores ao longo da semana, um recorde na VNL 2025.
Preparação e expectativas
Antes do jogo, Zé Roberto repetiu a escalação titular, apostando na química entre Macris e as atacantes. A entrada de Kika no segundo set trouxe maior velocidade ao ataque brasileiro, mas não foi suficiente para superar a defesa italiana. Julio Velasco, por sua vez, destacou a importância de Egonu e Antropova, que treinaram jogadas específicas para enfrentar o bloqueio brasileiro. A preparação das equipes reflete o alto nível da competição, que serve como termômetro para os Jogos Olímpicos de 2028.
Dados da competição
A Liga das Nações Feminina de Vôlei reúne 16 equipes, com as oito melhores avançando para a fase final. A Itália lidera com 12 pontos, seguida por Japão (10 pontos) e Turquia (9 pontos). O Brasil, com 8 pontos, está em quarto, mas pode subir com bons resultados nas próximas etapas. A competição distribui pontos por vitória (3 pontos por 3 a 0 ou 3 a 1; 2 pontos por 3 a 2) e é crucial para definir o ranking mundial.







