Brasil x Ucrânia: seleção brasileira reage com força e garante 3º set na Liga das Nações de VôleiPor Luís Henrique Costa
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O Brasil conquistou o terceiro set contra a Ucrânia por 25 a 22, em um confronto eletrizante pela Liga das Nações Masculina de Vôlei, realizado no Maracanãzinho, Rio de Janeiro, neste sábado, 14 de junho de 2025. A seleção brasileira, comandada pelo técnico Bernardinho, reagiu após perder os dois primeiros sets (25 a 19 e 25 a 14) e agora busca a virada no quarto set. Com destaque para o central Judson, que fechou o set com pontos decisivos, o time verde e amarelo levantou a torcida e ganhou fôlego na partida. O jogo, válido pela primeira fase da competição, reflete a busca do Brasil pelo bicampeonato da VNL, enquanto a Ucrânia, estreante no torneio, mostra força com jogadores como Kovalov e Tupchii.
A partida começou com domínio ucraniano, que aproveitou erros brasileiros no saque e na recepção para construir vantagens expressivas. No entanto, a seleção brasileira encontrou ritmo no terceiro set, com atuações destacadas de Alan, Lukas Bergmann e Cachopa, que incendiou o ginásio com um ace. A torcida, presente em grande número, foi um fator crucial para a reação do Brasil, que agora tenta equilibrar o jogo no quarto set.
- Principais momentos do 3º set:
- Judson marcou pontos de ataque e saque, sendo decisivo no fechamento.
- Alan contribuiu com ataques potentes, levantando o público.
- Cachopa surpreendeu com um ace, consolidando a vantagem brasileira.
- Erros ucranianos, como saques fora, ajudaram o Brasil a pontuar.
A intensidade do confronto demonstra a competitividade da Liga das Nações, com ambos os times lutando por posições na tabela.
Reação brasileira no terceiro set
O terceiro set marcou a virada de postura da seleção brasileira, que vinha enfrentando dificuldades nos fundamentos básicos. Após um início equilibrado, com trocas de pontos até o 9 a 9, o Brasil encontrou consistência no ataque e no bloqueio. Honorato explorou o bloqueio duplo ucraniano, enquanto Flávio garantiu pontos importantes na bola de cheque. O técnico Bernardinho, que havia mostrado preocupação nos sets anteriores, ajustou a equipe, promovendo maior agressividade no saque.
A Ucrânia, por sua vez, manteve a pressão com Kovalov, que marcou seguidos pontos de ataque. No entanto, erros no saque, como os de Tupchii e Todua, deram ao Brasil a chance de abrir vantagem. O momento decisivo veio com Judson, que, além de ataques precisos, fechou o set com um ponto de saque, levando o Maracanãzinho ao delírio.
Destaques individuais
Judson foi o grande nome do terceiro set, com atuações consistentes no ataque e no saque. O central, escalado por Bernardinho desde o início, mostrou porque é peça-chave na renovação da seleção. Alan, que entrou no decorrer do jogo, também se destacou, com ataques potentes que desafiaram a defesa ucraniana. Lukas Bergmann, outro jovem talento, trouxe equilíbrio ao time com pontos de ataque em momentos cruciais.
Pelo lado da Ucrânia, Kovalov se sobressaiu com sua potência no ataque, marcando pontos mesmo diante do bloqueio brasileiro. Tupchii, principal destaque do time europeu, teve momentos de brilho, mas cometeu erros que custaram caro no terceiro set. Synytsia, levantador ucraniano, também foi fundamental ao distribuir bem as jogadas.
- Jogadores em foco no 3º set:
- Judson (Brasil): pontos de ataque e saque decisivos.
- Alan (Brasil): ataques potentes e presença ofensiva.
- Kovalov (Ucrânia): liderança nos ataques ucranianos.
- Cachopa (Brasil): ace e levantadas precisas.
Estratégias táticas em jogo
O Brasil, que vinha sofrendo com instabilidade na recepção e bloqueio, ajustou sua estratégia no terceiro set. Bernardinho orientou a equipe a variar os saques, buscando desestabilizar a recepção ucraniana. Cachopa, com um ace memorável, exemplificou essa tática, enquanto Flávio e Honorato reforçaram o bloqueio, parando ataques importantes da Ucrânia. A entrada de Alan trouxe mais potência ao ataque brasileiro, que explorou as extremidades da quadra adversária.
A Ucrânia, sob o comando de Raul Lozano, apostou na força de seus ponteiros, especialmente Kovalov e Yanchuk. O time europeu, que havia dominado os dois primeiros sets com saques agressivos e ataques bem distribuídos, enfrentou dificuldades com erros não forçados no terceiro set. Lozano pediu tempos técnicos em momentos-chave, mas não conseguiu conter a reação brasileira.
Contexto da partida
O confronto faz parte da primeira semana da Liga das Nações Masculina, sediada no Rio de Janeiro. O Brasil, que busca o bicampeonato após o título de 2021, entrou em quadra com uma vitória sobre o Irã e uma derrota no tiebreak para Cuba. Já a Ucrânia, em sua primeira participação na VNL, surpreendeu ao vencer Estados Unidos e Cuba, mostrando preparo físico e técnico apesar do desgaste de jogos anteriores.
O Maracanãzinho, palco tradicional do vôlei brasileiro, recebeu um público vibrante, que transformou o ginásio em um caldeirão. A energia da torcida foi especialmente importante no terceiro set, quando o Brasil precisava de apoio para reverter o placar adverso. A partida também marca a renovação da seleção brasileira, com jovens jogadores como Lukas Bergmann e Alan ganhando espaço sob o comando de Bernardinho.
Desafios ucranianos na competição
A Ucrânia, estreante na Liga das Nações, trouxe ao Maracanãzinho um time resiliente, treinado na Polônia devido ao conflito em seu país. Jogadores como Tupchii, que ainda não conheceu a filha recém-nascida, demonstram dedicação em meio a adversidades. O saque, principal arma do time, foi destaque nos dois primeiros sets, com Semeniuk e Kovalov desafiando a recepção brasileira.
No entanto, o cansaço acumulado pode ter influenciado o desempenho no terceiro set. Após uma vitória desgastante contra Cuba no tiebreak, os ucranianos enfrentaram um Brasil mais agressivo, que soube explorar os erros adversários. A equipe de Lozano agora busca retomar o controle no quarto set para garantir a terceira vitória na competição.
Momentos decisivos do jogo
O terceiro set foi marcado por rallies intensos e trocas de pontos que mantiveram o público na ponta da cadeira. Um dos momentos mais vibrantes ocorreu quando Cachopa marcou um ace, seguido de uma encarada que incendiou o ginásio. Outro lance crucial foi o bloqueio de Flávio e Honorato, que parou um ataque ucraniano e consolidou a liderança brasileira.
A Ucrânia respondeu com jogadas de Kovalov e Synytsia, mas falhou em momentos decisivos, como o ataque de Kovalov que foi para fora após um desafio pedido por Lozano. O Brasil, por sua vez, soube manter a calma, com Judson e Alan garantindo os pontos finais que selaram a vitória no set.
- Lances marcantes do 3º set:
- Ace de Cachopa, que levantou o Maracanãzinho.
- Bloqueio duplo de Flávio e Honorato.
- Erro de saque de Tupchii, que deu vantagem ao Brasil.
- Ponto final de Judson, fechando o set.
O que esperar do quarto set
Com o placar em 2 a 1 para a Ucrânia, o quarto set promete ser decisivo. O Brasil, galvanizado pela vitória no terceiro set, deve manter a agressividade no saque e no ataque, com Alan e Judson como peças centrais. Bernardinho provavelmente reforçará a estratégia de variar os saques para dificultar a recepção ucraniana, enquanto o bloqueio será essencial para conter Kovalov e Tupchii.
A Ucrânia, por sua vez, precisa recuperar a consistência dos dois primeiros sets, quando dominou com saques potentes e ataques bem distribuídos. Lozano deve ajustar a equipe para reduzir erros não forçados, especialmente no saque, que custaram pontos importantes no terceiro set. A experiência de Synytsia na distribuição das jogadas será crucial para manter o time competitivo.
Histórico da Liga das Nações
A Liga das Nações, criada em 2018, substituiu a antiga Liga Mundial e é uma das competições mais prestigiadas do vôlei internacional. O Brasil, com um título em 2021, busca se consolidar entre os maiores vencedores, como Rússia e França, que têm dois títulos cada. A edição de 2025 marca a estreia da Ucrânia, que já surpreendeu com vitórias expressivas na primeira semana.
O torneio, disputado em fases classificatórias e finais, reúne as melhores seleções do mundo, com jogos intensos que testam a preparação física e técnica dos atletas. Para o Brasil, a competição é uma oportunidade de desenvolver jovens talentos, como Lukas Bergmann e Alan, enquanto a Ucrânia aproveita a vitrine para mostrar sua força em meio a desafios extracampo.
Escalação e preparação
O Brasil entrou em quadra com Cachopa, Darlan, Judson, Honorato, Flávio, Lukas Bergmann e o líbero Maique. A inclusão de Alan entre os relacionados trouxe uma nova dinâmica ao time, que aposta na juventude para renovar a seleção rumo às próximas Olimpíadas. Bernardinho, conhecido por sua exigência, destacou a necessidade de consistência e volume de jogo, especialmente após a derrota para Cuba.
A Ucrânia, escalada com Todua, Tupchii, Yanchuk, Semeniuk, Synytsia, Kovalov e o líbero Boiko, mostrou organização tática e potência no ataque. Treinada na Polônia devido à guerra em seu país, a equipe demonstrou resiliência, mas enfrenta o desafio do desgaste físico após jogos intensos na primeira semana da VNL.
- Escalações iniciais:
- Brasil: Cachopa, Darlan, Judson, Honorato, Flávio, Lukas Bergmann, Maique (líbero).
- Ucrânia: Todua, Tupchii, Yanchuk, Semeniuk, Synytsia, Kovalov, Boiko (líbero).
A força da torcida
O Maracanãzinho, conhecido como o “templo do vôlei brasileiro”, foi palco de uma atmosfera vibrante durante a partida. A torcida, que lotou as arquibancadas, desempenhou um papel fundamental na reação brasileira no terceiro set. Gritos de apoio ecoaram a cada ponto, especialmente após o ace de Cachopa e os ataques de Alan, que levantaram o público.
A energia do ginásio reflete a paixão do Rio de Janeiro pelo vôlei, com o Maracanãzinho sediando jogos memoráveis da seleção brasileira. Para os jogadores, o apoio da torcida é um diferencial, especialmente em momentos de pressão, como o confronto apertado contra a Ucrânia.







