Turquia supera Brasil no segundo set da VNL feminina por 25 a 23 em IstambulPor Carolina Costa
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Em um confronto eletrizante no Ginásio Sinan Erdem Dome, em Istambul, a Turquia venceu o segundo set contra o Brasil por 25 a 23 na Liga das Nações de Vôlei (VNL) Feminina 2025, neste domingo, 22 de junho. A partida, válida pela segunda semana da fase classificatória, mantém o jogo em andamento com sets empatados em 1 a 1, prometendo forte disputa entre as duas potências do vôlei mundial. A seleção brasileira, comandada por José Roberto Guimarães, enfrenta a equipe turca, liderada por Daniele Santarelli, em um duelo que reúne estrelas como Ana Cristina e Melissa Vargas. O jogo, transmitido ao vivo por SporTV2 e VBTV, ocorre às 13h30 (horário de Brasília) e atrai a atenção de torcedores pela rivalidade histórica e pelo alto nível técnico. A vitória no set reforça a força da Turquia, que joga em casa, enquanto o Brasil busca reverter o placar para manter sua posição entre os líderes da competição.
A partida começou com o Brasil dominando o primeiro set, fechando em 25 a 18 com uma atuação sólida no ataque e no bloqueio. Ana Cristina e Julia Bergmann foram peças-chave, enquanto a Turquia encontrou dificuldades para conter o ritmo brasileiro. No entanto, o segundo set trouxe uma reviravolta, com as turcas ajustando sua estratégia e explorando erros do Brasil. O equilíbrio marcou o set, com empates constantes e trocas de pontos intensas, culminando na vitória apertada da Turquia por 25 a 23.
- Destaques do segundo set:
- Ana Cristina liderou o Brasil com ataques precisos e bloqueios decisivos.
- Karakurt foi fundamental para a Turquia, fechando o set com um ataque potente.
- Erros de saque e toques na rede prejudicaram o Brasil em momentos cruciais.
O confronto reflete a rivalidade crescente entre as duas seleções, que já se enfrentaram em 21 ocasiões, com vantagem brasileira no histórico geral.
Rivalidade em quadra
O embate entre Brasil e Turquia na VNL 2025 não é apenas mais um jogo, mas um capítulo de uma rivalidade que ganhou força nos últimos anos. No último encontro, durante a disputa pelo bronze nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, o Brasil venceu por 3 a 1, com destaque para Gabi Guimarães e Thaisa. A Turquia, porém, chega motivada após o título da VNL em 2023 e busca consolidar sua posição como uma das favoritas. O segundo set mostrou a capacidade das turcas de reagir sob pressão, especialmente com o apoio da torcida local.
A seleção brasileira, que soma seis vitórias em sete jogos na competição, enfrenta um desafio tático. José Roberto Guimarães ajustou a formação com a volta de Gabi, que entrou brevemente no jogo contra a República Dominicana, mas ainda busca o entrosamento ideal. A Turquia, por sua vez, aposta na eficiência de jogadoras como Ebrar Karakurt e Melissa Vargas, que têm se destacado no ataque e no bloqueio.
Desempenho das estrelas
Ana Cristina, principal pontuadora do Brasil na VNL com 134 pontos, foi peça central no segundo set. Seus ataques e bloqueios mantiveram a seleção brasileira competitiva, especialmente em momentos de virada. Julia Bergmann também contribuiu com pontos importantes, mas erros de saque e falhas na defesa custaram caro. Do lado turco, Karakurt brilhou com ataques decisivos, enquanto Vargas, apesar de alguns erros, segue como uma das mais eficientes da competição, com 91 pontos acumulados.
O bloqueio brasileiro, liderado por Júlia Kudiess, segunda melhor bloqueadora da VNL, foi testado pela velocidade das centrais turcas, como Deniz e Kalac. A partida destaca a importância do equilíbrio entre ataque e defesa, com ambas as equipes explorando estratégias para neutralizar as adversárias.
Momentos decisivos do set
O segundo set foi marcado por uma disputa ponto a ponto, com empates em 10 a 10, 11 a 11 e 22 a 22. A Turquia começou atrás, mas igualou o placar com bloqueios de Baladin e Gunes. O Brasil respondeu com Ana Cristina e Diana, que viraram bolas importantes no meio da rede. No entanto, erros como o toque na rede de Tainara e o ataque para fora de Gabi deram espaço para a Turquia crescer.
- Pontos-chave do set:
- Karakurt marcou o ponto final com um ataque pelo fundo da quadra.
- Ana Cristina virou contra-ataques cruciais, mas não evitou a derrota.
- Bloqueios de Deniz e Kalac neutralizaram ataques brasileiros.
- Erros de saque de Macris e Diana foram explorados pela Turquia.
A parada técnica pedida por Santarelli no momento de empate em 22 a 22 foi decisiva para reorganizar a equipe turca, que fechou o set com um ataque de Karakurt.
Estratégias táticas em jogo
O Brasil entrou em quadra com uma formação alta, aproveitando jogadoras como Ana Cristina (1,92m) e Júlia Kudiess (1,90m) para reforçar o bloqueio. José Roberto Guimarães apostou em variações táticas, como a jogada “China” com Diana, mas enfrentou dificuldades contra a defesa turca. A Turquia, sob comando de Santarelli, explorou a velocidade de suas centrais e a potência de Karakurt e Vargas no ataque. A estratégia de saque agressivo das turcas forçou erros brasileiros, especialmente de Macris e Ana Cristina.
A partida também revelou a importância dos pedidos de tempo. Zé Roberto parou o jogo em momentos críticos, como no 13 a 12, para ajustar a defesa, enquanto Santarelli usou a pausa para manter o foco de suas jogadoras no final do set.
Cenário da competição
A VNL Feminina 2025 reúne 18 seleções e ocorre entre 4 de junho e 27 de julho, com a fase final em Ningbo, na China. O Brasil, vice-campeão em 2019, 2021 e 2022, busca seu primeiro título na competição. A Turquia, campeã em 2023, é uma das favoritas, ao lado de Itália e Estados Unidos. As sete melhores equipes, exceto a Polônia (sede), avançam para a fase eliminatória.
O Brasil chegou a Istambul com uma campanha sólida, vencendo Bélgica, Canadá e República Dominicana na segunda semana. A derrota para a Itália na primeira semana expôs fragilidades defensivas, que Zé Roberto tenta corrigir. A Turquia, jogando em casa, mantém a invencibilidade em Istambul e busca consolidar sua posição na tabela.
Próximos desafios
Após o confronto com a Turquia, o Brasil enfrentará a Bulgária no dia 10 de julho, em Chiba, no Japão, às 0h (horário de Brasília). A sequência inclui jogos contra França, Polônia e Japão, todos fundamentais para garantir a classificação. A Turquia, por sua vez, terá duelos contra equipes como Polônia e China, testando sua consistência.
A rivalidade entre as duas seleções promete novos capítulos, especialmente com a proximidade do Mundial de 2026. O jogo em andamento mantém a expectativa alta, com o Brasil precisando ajustar sua defesa e reduzir erros para reverter o placar.
Números que contam a história
A estatística do segundo set reflete o equilíbrio da partida. O Brasil marcou 23 pontos, com 14 de ataque, 3 de bloqueio e 6 de erros adversários. A Turquia somou 25 pontos, com 16 de ataque, 5 de bloqueio e 4 de erros brasileiros. Ana Cristina liderou o Brasil com 6 pontos no set, enquanto Karakurt fez 5 para a Turquia.
- Estatísticas do set:
- Ataques: Brasil (14), Turquia (16).
- Bloqueios: Brasil (3), Turquia (5).
- Erros de saque: Brasil (3), Turquia (2).
- Toques na rede: Brasil (1), Turquia (0).
Torcida e atmosfera
O Ginásio Sinan Erdem Dome, com capacidade para 15 mil pessoas, esteve lotado, com a torcida turca criando um ambiente vibrante. Os brasileiros, embora em menor número, marcaram presença com bandeiras e cânticos. A atmosfera intensa influenciou o jogo, especialmente nos momentos de empate, quando a pressão da torcida local impulsionou a Turquia.
Histórico recente
Desde 2012, Brasil e Turquia se enfrentaram 17 vezes, com 10 vitórias brasileiras. Na VNL de 2024, o Brasil venceu por 3 a 0 em Hong Kong, mas a Turquia levou a melhor em outros confrontos apertados. A disputa pelo bronze em Paris 2024, com vitória brasileira, reforça a competitividade entre as equipes.
O que está em jogo
A partida é crucial para as pretensões de ambas as seleções na VNL. Uma vitória pode consolidar a Turquia entre as líderes, enquanto o Brasil busca manter sua posição no topo da tabela. Com o jogo ainda em andamento, o terceiro set promete mais emoções, com ajustes táticos e a energia das estrelas em quadra definindo o rumo do confronto.







