A partir desta segunda-feira, 16 de junho de 2025, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam uma nova fase de pagamentos do abono salarial PIS-Pasep, referente ao ano-base 2023. Trabalhadores nascidos em julho e agosto, tanto da iniciativa privada quanto servidores públicos, terão acesso ao benefício, que pode chegar a R$ 1.518, equivalente a um salário mínimo. Os valores estarão disponíveis para saque até 29 de dezembro de 2025, conforme o calendário unificado. O programa, que beneficia cerca de 25,8 milhões de trabalhadores, movimentará R$ 30,7 bilhões neste ano, segundo o Ministério do Trabalho. A consulta para verificar a elegibilidade e os valores pode ser feita pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou nos apps Caixa Trabalhador e Caixa Tem.
O abono salarial é um direito garantido anualmente a trabalhadores que cumprem critérios específicos, como ter trabalhado pelo menos 30 dias no ano-base e recebido até dois salários mínimos mensais. Este ano, o calendário de pagamentos foi ajustado para unificar as datas de depósito, independentemente do setor de atuação do beneficiário. A iniciativa visa facilitar o acesso ao benefício e agilizar a distribuição dos recursos.
Para esclarecer quem pode receber, os principais requisitos incluem:
- Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
- Ter os dados corretamente informados pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
- Não estar enquadrado em categorias como empregados domésticos ou trabalhadores rurais contratados por pessoa física.
A liberação dos pagamentos ocorre em etapas, com datas definidas pelo mês de nascimento, e já beneficiou trabalhadores nascidos entre março e junho em fases anteriores.
Como funciona o pagamento do abono
O valor do abono salarial varia de acordo com o tempo trabalhado no ano-base 2023. Quem exerceu atividade remunerada durante os 12 meses recebe o valor máximo, equivalente a um salário mínimo (R$ 1.518). Para períodos menores, o cálculo é proporcional, partindo de R$ 126,50 para quem trabalhou apenas 30 dias. Essa estrutura busca atender diferentes realidades laborais, garantindo equidade na distribuição do benefício.
Os trabalhadores da iniciativa privada, vinculados ao PIS, recebem pela Caixa Econômica Federal. Aqueles com conta corrente ou poupança no banco têm o valor depositado automaticamente. Outras opções incluem saques em terminais de autoatendimento, lotéricas ou agências, mediante apresentação de documento de identificação ou cartão social. Já os servidores públicos, ligados ao Pasep, recebem pelo Banco do Brasil, com prioridade para crédito em conta, PIX ou transferência via TED.
A unificação do calendário, implementada desde 2024, trouxe mais organização ao processo. Antes, os pagamentos do PIS e Pasep seguiam cronogramas distintos, o que gerava confusão entre os beneficiários. Agora, todos recebem com base no mês de nascimento, simplificando o acesso ao benefício.
Quem pode receber o benefício
Para ter direito ao abono, o trabalhador precisa atender a requisitos rigorosos. Além do tempo mínimo de trabalho e do limite de renda, é essencial que o empregador tenha fornecido os dados corretamente ao governo. Erros na Rais ou no eSocial podem impedir o recebimento, o que reforça a importância de consultar a situação no aplicativo Carteira de Trabalho Digital.
Algumas categorias, no entanto, ficam de fora do programa:
- Empregados domésticos.
- Trabalhadores rurais contratados por pessoa física.
- Profissionais urbanos empregados por pessoa física.
- Trabalhadores vinculados a pessoas físicas equiparadas a jurídicas.
Essas exclusões existem porque o programa é financiado por contribuições de empresas e órgãos públicos que integram o PIS ou o Pasep. Assim, trabalhadores fora desses contextos não se enquadram nas regras do benefício.
O Ministério do Trabalho estima que cerca de 25,8 milhões de pessoas sejam contempladas em 2025. O montante de R$ 30,7 bilhões reflete o impacto econômico do programa, especialmente para trabalhadores de baixa renda, que utilizam o abono para despesas essenciais ou investimentos pessoais.
Passo a passo para consultar o abono
A consulta ao abono salarial é simples e pode ser feita digitalmente, garantindo praticidade. No aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o trabalhador acessa a seção “Benefícios” e verifica se está habilitado. O processo exige login com CPF e senha do portal gov.br.
Para trabalhadores do setor privado, os aplicativos Caixa Trabalhador e Caixa Tem também oferecem informações detalhadas, incluindo a data de pagamento e o valor a receber. É importante manter os aplicativos atualizados para evitar problemas de acesso.
Além disso, a consulta pode esclarecer pendências, como benefícios de anos anteriores que ainda estejam disponíveis. O prazo para saque, no entanto, é limitado a 29 de dezembro de 2025, e valores não retirados retornam ao fundo do programa.
Calendário de pagamentos e prazos
O calendário de 2025 foi estruturado para atender todos os beneficiários de forma escalonada:
- Março e abril: pagamentos liberados em abril.
- Maio e junho: pagos em maio.
- Julho e agosto: liberados a partir de 16 de junho.
- Demais meses: seguirão nas próximas fases, até o encerramento em dezembro.
Essa organização evita sobrecarga nos sistemas bancários e facilita o atendimento nas agências. O prazo final para saques, 29 de dezembro, é rígido, e o governo alerta que não haverá prorrogações.
Trabalhadores que perderam o prazo de anos anteriores ainda podem consultar a disponibilidade de valores retidos. O Ministério do Trabalho disponibiliza canais como o telefone 158 e o e-mail trabalho.uf@economia.gov.br (substituindo “uf” pela sigla do estado) para esclarecer dúvidas.
Impacto econômico do programa
O abono salarial desempenha um papel relevante na economia brasileira, especialmente em um contexto de recuperação pós-pandemia. Com R$ 30,7 bilhões injetados, o programa estimula o consumo em setores como varejo e serviços, beneficiando indiretamente pequenos negócios.
Os valores, embora variáveis, representam um alívio financeiro para milhões de famílias. Para trabalhadores que recebem o mínimo, o abono pode equivaler a uma renda extra significativa, usada para quitar dívidas, comprar bens duráveis ou investir em educação.
A gestão do programa, compartilhada entre Caixa, Banco do Brasil e Ministério do Trabalho, exige coordenação para evitar fraudes e garantir que os recursos cheguem aos beneficiários corretos. A digitalização dos processos, como a consulta via aplicativos, reduziu filas em agências e modernizou o acesso ao benefício.
Canais de atendimento e suporte
Para quem ainda tem dúvidas, o governo disponibiliza múltiplos canais de suporte. Além do telefone 158, as Superintendências Regionais do Trabalho oferecem atendimento presencial. O e-mail trabalho.uf@economia.gov.br é outra opção, com respostas personalizadas por estado.
Os aplicativos Caixa Tem e Carteira de Trabalho Digital também contam com seções de perguntas frequentes, que abordam desde problemas de cadastro até questões sobre prazos. A recomendação é buscar informações o quanto antes para evitar contratempos, especialmente com a proximidade do fim do calendário.

