Brasil vence França por 3 a 2 e mantém sequência invicta na VNL feminina

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Brasil Vôlei Foto: Brasil Vôlei - Foto: Volleyball World

Em Chiba, no Japão, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou uma vitória suada contra a França por 3 a 2 na manhã de 10 de julho de 2025, pela Liga das Nações de Vôlei (VNL). O confronto, marcado por erros e momentos de desconcentração, exigiu superação do time comandado por José Roberto Guimarães para garantir a sexta vitória consecutiva e a nona em dez jogos. Apesar do triunfo, os 25 pontos somados não foram suficientes para ultrapassar a líder Itália, que mantém a mesma pontuação com um jogo a menos. A partida evidenciou a resiliência brasileira, com destaque para Julia Kudiess, maior pontuadora com 17 pontos.

O jogo começou com um Brasil irreconhecível, permitindo que as francesas abrissem 10 a 3 no primeiro set. A recuperação veio tarde, e a França fechou em 25 a 23, liderada por Héléna Cazaute e Iman Ndiaye. A tensão inicial foi agravada pela saída de Ana Cristina, que deixou a quadra com dores no joelho, mas o susto serviu como alerta para a seleção.

  • Destaques do confronto:
    • Julia Kudiess brilhou com 17 pontos, sendo a maior pontuadora.
    • Diana e Gabi contribuíram com 14 e 13 pontos, respectivamente.
    • A França surpreendeu com um jogo agressivo, liderado por Cazaute e Ndiaye.

No segundo set, o Brasil reagiu, mas não sem dificuldades. A virada no placar, alcançada apenas em 12 a 11, trouxe alívio, e Diana fechou o set em 25 a 21, empatando a partida.

Reação brasileira após início instável
O terceiro set expôs novamente as fragilidades do Brasil. A troca de pontos até o 15 a 15 foi interrompida por uma sequência avassaladora da França, que abriu 23 a 15 e venceu por 25 a 17. A desconcentração brasileira contrastava com a consistência das adversárias, que exploravam erros não forçados. Apesar do revés, o técnico José Roberto Guimarães manteve a calma, ajustando a estratégia para o quarto set.

A recuperação no quarto set foi gradual. Após um início complicado, com a França liderando por 3 a 0, o Brasil encontrou o equilíbrio e empatou em 8 a 8. A vantagem construída até o 19 a 14 trouxe esperança, mas novos erros permitiram que as francesas encostassem em 20 a 19. Ainda assim, a seleção segurou a pressão e fechou em 25 a 21, forçando o tie-break.

Tie-break define vitória brasileira
O set decisivo foi dominado pelo Brasil desde o início. Com uma vantagem confortável de 6 a 1, a seleção controlou o ritmo e confirmou a vitória por 15 a 11. A atuação coletiva, aliada à liderança de Julia Kudiess, foi essencial para superar as oscilações. O resultado reforçou a confiança do time, que já está classificado para a fase final da VNL.

Desempenho das jogadoras em Chiba
Julia Kudiess se destacou como a principal pontuadora, com 17 acertos, mostrando consistência em ataques e bloqueios. Diana, com 14 pontos, foi crucial nos momentos decisivos, enquanto Gabi, com 13, trouxe equilíbrio ao time. Do lado francês, Héléna Cazaute e Iman Ndiaye lideraram com sete e seis pontos no primeiro set, mas não conseguiram manter o mesmo ritmo no tie-break.

  • Números que marcaram o jogo:
    • Brasil cometeu mais erros não forçados que a França no primeiro set.
    • A seleção brasileira liderou em bloqueios, com destaque para Kudiess.
    • O tie-break teve 15 pontos brasileiros contra 11 franceses.

Próximos desafios na VNL
O Brasil volta à quadra em 11 de julho, às 7h20 (horário de Brasília), para enfrentar a Polônia, uma das equipes mais fortes da competição. No domingo, 13 de julho, às 6h45, a seleção encerra a fase preliminar contra o Japão, anfitrião e adversário tradicional. Ambos os jogos são cruciais para consolidar a posição brasileira antes da fase final.

Histórico recente na Liga das Nações
A campanha brasileira na VNL 2025 tem sido marcada por consistência. Com nove vitórias em dez jogos, o time de José Roberto Guimarães demonstra força, apesar de momentos de instabilidade, como no confronto contra a França. A liderança compartilhada com a Itália reforça a competitividade da competição, que reúne as melhores seleções do mundo.

A força do vôlei feminino brasileiro
O Brasil é referência mundial no vôlei feminino, com um histórico de conquistas em competições como Jogos Olímpicos, Mundial e Liga das Nações. A atual geração, mesclando jovens talentos como Julia Kudiess e jogadoras experientes como Gabi, mantém a tradição de garra e técnica. O jogo contra a França evidenciou a capacidade do time de se reinventar sob pressão, mesmo diante de adversidades como lesões e erros táticos.

Importância da vitória para o Brasil
O triunfo sobre a França, embora apertado, reforça a confiança da equipe para os próximos desafios. A classificação antecipada para a fase final permite ao técnico José Roberto Guimarães testar estratégias e ajustar o elenco. A ausência temporária de Ana Cristina, que será avaliada após a lesão, pode abrir espaço para outras atletas mostrarem seu potencial.

Cenário competitivo da VNL 2025
A Liga das Nações de 2025 está mais equilibrada do que nunca. Além do Brasil e da Itália, equipes como Polônia, Estados Unidos e Turquia despontam como favoritas. A França, apesar da derrota, mostrou evolução, desafiando seleções tradicionais com um jogo agressivo e bem estruturado. O Brasil precisará manter a regularidade para chegar ao pódio.

Preparação para os jogos finais
Os confrontos contra Polônia e Japão serão testes decisivos. A Polônia, com um ataque poderoso, exigirá maior consistência defensiva do Brasil. Já o Japão, apoiado por sua torcida, aposta na velocidade e na defesa para surpreender. José Roberto Guimarães deve priorizar a redução de erros não forçados e a recuperação de Ana Cristina para fortalecer o elenco.

  • Fatores a observar nos próximos jogos:
    • Desempenho defensivo contra o ataque polonês.
    • Adaptação do Brasil à velocidade japonesa.
    • Possível retorno de Ana Cristina ao time titular.

Legado da VNL para o vôlei brasileiro
A Liga das Nações serve como preparação para competições maiores, como o Mundial e os Jogos Olímpicos. Para o Brasil, a competição é uma oportunidade de consolidar a nova geração e manter a hegemonia no cenário internacional. A vitória contra a França, mesmo com dificuldades, reforça a mentalidade vencedora da equipe, que busca o título em 2025.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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