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A atriz Suzy Rêgo, conhecida por papéis em novelas como A Viagem, enfrentou uma tentativa de golpe virtual na sexta-feira, 11 de julho de 2025, em São Paulo. Criminosos, fingindo ser da equipe jurídica que a representa, tentaram enganar a artista de 58 anos por meio de uma chamada de vídeo, alegando que ela precisava fornecer dados bancários para receber uma quantia significativa de um suposto processo judicial ganho. Desconfiada, Suzy evitou o prejuízo ao perceber inconsistências na abordagem e confirmou a fraude com seu advogado. A experiência levou a atriz a usar suas redes sociais para alertar sobre os riscos de fraudes bancárias, compartilhando dicas para proteger dados pessoais. Este não foi o primeiro incidente: em junho, golpistas já haviam usado o nome dela em mensagens falsas no WhatsApp. A situação reflete o aumento de golpes digitais no Brasil, que afetam desde celebridades até cidadãos comuns.

A tentativa de fraude contra Suzy Rêgo destaca a sofisticação crescente dos golpes virtuais, que exploram confiança e urgência para enganar vítimas. No caso da atriz, os criminosos usaram uma tática conhecida como falsa central, comum no Brasil, onde fraudadores se passam por representantes de instituições confiáveis, como bancos ou escritórios de advocacia.

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Táticas usadas pelos golpistas
A abordagem contra Suzy Rêgo foi planejada para parecer legítima. Durante a chamada de vídeo, apenas a atriz aparecia na tela, enquanto os golpistas permaneciam invisíveis, alegando que o advogado dela estava presente, mas sem mostrá-lo. A promessa de uma grande quantia em dinheiro, supostamente proveniente de uma vitória judicial, foi usada como isca para pressionar Suzy a acessar seu aplicativo bancário.

  • Falsa autoridade: Os criminosos se apresentaram como parte do escritório de advocacia da atriz, usando informações que pareciam confiáveis.
  • Urgência forjada: A pressão para agir rapidamente, com a justificativa de liberar o dinheiro, é uma tática comum para evitar que a vítima pense com clareza.
  • Chamada de vídeo manipulada: A ausência de vídeo dos golpistas foi um sinal de alerta, já que chamadas legítimas geralmente mostram os interlocutores.
  • Exploração do fim de semana: O golpe ocorreu na sexta-feira à tarde, quando o acesso a suporte jurídico ou bancário é limitado.

Suzy relatou que, por alguns segundos, chegou a acessar o aplicativo do banco, mas um pressentimento a fez interromper a ação. Ao ligar para seu advogado, ela confirmou que a história era falsa. O profissional ainda alertou que esse tipo de golpe é recorrente às sextas-feiras, quando as vítimas têm menos chances de buscar ajuda imediata.

Histórico de golpes contra a atriz
Não é a primeira vez que Suzy Rêgo enfrenta tentativas de fraude. Em junho de 2025, criminosos usaram o WhatsApp para se passar pela atriz, enviando mensagens a contatos próximos pedindo dinheiro. A ação foi descoberta após a artista receber alertas de amigos e familiares.
Na ocasião, Suzy publicou um aviso em suas redes sociais, esclarecendo que não enviava mensagens solicitando transferências financeiras. Ela reforçou a importância de desconfiar de números desconhecidos, mesmo que as mensagens pareçam pessoais.
Além disso, em dezembro de 2024, a conta de Instagram da atriz foi hackeada. Os criminosos publicaram uma imagem em preto e branco com a palavra “luto”, sugerindo que algo grave havia acontecido com ela, para atrair vítimas a uma falsa oportunidade de investimento. Apesar de recuperar a conta temporariamente, Suzy enfrentou uma segunda invasão, o que a levou a estudar medidas legais contra os responsáveis.

Cenário de fraudes no Brasil
O caso de Suzy Rêgo reflete um problema crescente no país. Segundo um relatório da BioCatch, 20% da população brasileira foi vítima de fraudes financeiras em 2024, e 40% já enfrentaram algum tipo de golpe ao longo da vida. A popularidade do Pix, sistema de pagamento instantâneo, contribuiu para o aumento de fraudes, com mais de 70% das perdas em 2022 ligadas a transações nesse formato.
Golpes como o enfrentado por Suzy, conhecidos como social engineering, exploram a manipulação psicológica para enganar as vítimas. Criminosos frequentemente se passam por representantes de bancos ou instituições confiáveis, usando informações públicas para tornar suas abordagens convincentes.

Dicas de proteção contra fraudes
Após o susto, Suzy Rêgo usou sua experiência para orientar o público sobre como evitar cair em golpes semelhantes. Seu advogado, Dr. Murilo, incentivou-a a compartilhar a história para alertar outras pessoas. Abaixo, algumas recomendações baseadas no caso e em orientações de especialistas em segurança digital:

  • Verifique a identidade: Sempre confirme a legitimidade de quem entra em contato, especialmente em chamadas de vídeo ou mensagens de números desconhecidos.
  • Desconfie de urgência: Golpistas criam pressão para que a vítima aja sem pensar. Na dúvida, pause e busque orientação.
  • Proteja seus dados: Nunca compartilhe senhas, códigos de verificação ou informações bancárias por telefone ou aplicativos.
  • Use canais oficiais: Entre em contato com bancos ou advogados por meio de números e canais conhecidos, não pelos fornecidos pelos supostos representantes.
  • Denuncie imediatamente: Caso suspeite de um golpe, informe as autoridades e a instituição financeira envolvida.
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Uma publicação compartilhada por Suzy Rêgo (@suzyrego)

Aumento de golpes sofisticados
O uso de chamadas de vídeo em tentativas de fraude, como no caso de Suzy, mostra como os criminosos estão adotando tecnologias avançadas. Essas abordagens combinam elementos de engenharia social com ferramentas digitais, como deepfakes ou manipulação de áudio, para enganar as vítimas.
No Brasil, a falsa central é uma das táticas mais comuns, com fraudadores operando em grandes call centers dedicados a esse tipo de crime. Segundo a BioCatch, 80% desses golpes ocorrem durante o horário comercial, aproveitando momentos em que as vítimas estão mais distraídas.

Reação de Suzy e impacto nas redes
A decisão de Suzy Rêgo de compartilhar sua experiência nas redes sociais gerou grande repercussão. Fãs e seguidores elogiaram sua atitude de alertar o público, enquanto outros compartilharam histórias semelhantes. A atriz, que está no ar na reprise de A Viagem na Globo, usou sua visibilidade para reforçar a importância de estar atento a abordagens suspeitas.
Em seu vídeo no Instagram, Suzy destacou a sensação de alívio ao evitar o golpe e incentivou os seguidores a sempre checar informações antes de agir. “Na dúvida, desligue e confirme por outros meios. Melhor perder um minuto do que tudo”, aconselhou.

Outras celebridades alvos de golpes
Suzy Rêgo não é a única vítima de fraudes virtuais no meio artístico. Em 2024 e 2025, nomes como Davi Brito, Fábio Porchat, Carla Diaz, Fernanda Bande, Romulo Estrela, Rafa Kalimann e Marina Ruy Barbosa também enfrentaram ataques semelhantes, com hackers invadindo contas de redes sociais ou usando seus nomes para aplicar golpes.
Esses casos mostram como celebridades, por sua visibilidade, são alvos frequentes de criminosos que exploram sua imagem para enganar fãs e contatos próximos. A repetição desses incidentes reforça a necessidade de maior conscientização sobre segurança digital.

Medidas legais em estudo
Após as sucessivas tentativas de golpe, Suzy Rêgo avalia medidas legais contra os responsáveis. No caso do hackeamento de seu Instagram, a atriz já acionou advogados para investigar as invasões e buscar punição aos criminosos. O processo é complexo, já que muitos desses crimes envolvem redes internacionais de fraudadores, dificultando a identificação dos responsáveis.
No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) tem sido usada para reforçar a segurança de informações pessoais, mas a aplicação em casos de crimes digitais ainda enfrenta desafios, como a falta de cooperação internacional em algumas investigações.

Prevenção reforçada após o susto
A experiência de Suzy Rêgo serviu como um alerta para ela própria e seus seguidores. A atriz passou a adotar medidas adicionais de segurança, como a autenticação em dois fatores em suas contas digitais e a verificação constante de mensagens e chamadas recebidas.
Ela também destacou a importância de manter contato próximo com profissionais de confiança, como advogados e gerentes bancários, para confirmar qualquer solicitação envolvendo dados sensíveis. Essas ações, segundo Suzy, foram fundamentais para evitar prejuízos maiores.

O papel das instituições financeiras
Bancos e instituições financeiras têm intensificado esforços para combater fraudes, mas o volume de golpes continua alto. O Banco Central do Brasil, por meio da Resolução 6 de 2023, passou a exigir que instituições financeiras coletem e compartilhem dados sobre transações fraudulentas, visando melhorar a identificação de criminosos.
Mesmo assim, a responsabilidade de proteção recai, em grande parte, sobre os próprios usuários, que precisam estar atentos a abordagens suspeitas e adotar práticas seguras no uso de aplicativos e serviços online.

A iniciativa de Suzy Rêgo de usar sua plataforma para alertar sobre fraudes reforça o papel de figuras públicas na conscientização. Ao compartilhar sua história, a atriz não apenas protegeu seus seguidores, mas também trouxe atenção para um problema que afeta milhões de brasileiros.
Casos como o dela servem como lembrete de que a segurança digital é uma responsabilidade compartilhada, exigindo vigilância constante e educação sobre os riscos do ambiente online.

Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.

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