A Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil iniciam, em 15 de julho de 2025, a liberação do abono salarial PIS/Pasep para trabalhadores nascidos em setembro e outubro, referentes ao ano-base 2023. O benefício, que pode chegar a R$ 1.518, será pago a mais de 4,3 milhões de trabalhadores, injetando R$ 5,1 bilhões na economia. Os valores variam conforme o tempo de trabalho formal no ano-base, e os saques estarão disponíveis até 29 de dezembro de 2025. A consulta ao direito pode ser feita pelo aplicativo Caixa Tem, Carteira de Trabalho Digital ou portal Gov.br. O programa, essencial para milhões de famílias, exige que empregadores tenham atualizado os dados no eSocial.
O abono salarial é um benefício anual garantido a trabalhadores da iniciativa privada (PIS) e servidores públicos (Pasep) que cumprem critérios específicos. Para 2025, o governo unificou o calendário de pagamentos, organizando as liberações pelo mês de nascimento, uma mudança que facilita o acesso.
- Quem tem direito ao benefício: Estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos.
- Condições de trabalho: Ter exercido atividade formal por no mínimo 30 dias em 2023.
- Limite de renda: Receber até dois salários mínimos mensais, em média.
- Atualização de dados: Empregadores devem ter informado os dados corretamente no eSocial ou RAIS.
Este lote reforça o impacto econômico do programa, que ao longo de 2025 deve distribuir R$ 30,7 bilhões a cerca de 25,8 milhões de trabalhadores.
Regras para receber o abono
Para ter direito ao PIS/Pasep, o trabalhador precisa cumprir requisitos claros estabelecidos pela Lei 7.998/1990. O cadastro no programa deve ter sido feito há pelo menos cinco anos, contando desde o primeiro vínculo formal. Além disso, é necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base de 2023. A remuneração média mensal não pode ultrapassar dois salários mínimos, equivalente a R$ 2.640 em 2023.
Outro ponto crucial é a regularidade dos dados enviados pelo empregador. As informações devem estar corretamente registradas na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) ou no eSocial até os prazos de 15 de maio ou 19 de agosto de 2024, respectivamente. Caso haja falhas, o trabalhador pode não receber o benefício no prazo previsto.
- Cadastro antigo: Inscrição no PIS/Pasep antes de 2018 garante elegibilidade.
- Atividade formal: Contratos com pessoas jurídicas ou órgãos públicos são válidos.
- Dados no eSocial: Empregadores devem enviar informações sem erros.
- Exceções: Idosos e portadores de doenças graves podem ter regras diferenciadas.
O Ministério do Trabalho destacou que falhas no envio de dados por prefeituras no ano passado afetaram milhares de servidores públicos, mas um prazo excepcional até 20 de junho de 2025 foi aberto para regularizações, garantindo pagamentos em outubro para esses casos.
Como o pagamento é realizado
Os pagamentos do PIS são gerenciados pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep é responsabilidade do Banco do Brasil. Para trabalhadores do setor privado, o valor é depositado diretamente em contas correntes ou poupanças da Caixa. Quem não possui conta no banco tem uma poupança social digital aberta automaticamente no aplicativo Caixa Tem, sem custos.
No caso do Pasep, servidores públicos com conta no Banco do Brasil recebem o crédito automaticamente. Para os não correntistas, o saque pode ser feito por transferência via PIX, TED ou presencialmente nas agências. O processo é simplificado para evitar transtornos, com opções digitais para maior comodidade.
- Caixa Tem: Permite transferências, pagamentos e saques sem cartão.
- Banco do Brasil: Oferece crédito em conta ou saques presenciais.
- Prazo de saque: Valores disponíveis até 29 de dezembro de 2025.
- Canais de suporte: Central 158 e Superintendências Regionais do Trabalho.
A Dataprev, responsável pelo processamento dos dados, atualizou o sistema em 2025 para agilizar a identificação dos beneficiários, utilizando o CPF como base para cruzamento de informações.
Valor do benefício e cálculo
O valor do abono salarial é proporcional ao número de meses trabalhados em 2023, com base no salário mínimo vigente em 2025, fixado em R$ 1.518. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do salário mínimo, ou seja, R$ 126,50 por mês. Quem trabalhou o ano inteiro recebe o valor máximo.
Por exemplo, um trabalhador que atuou por seis meses receberá R$ 759, enquanto quem trabalhou apenas um mês terá direito a R$ 126,50. O cálculo considera meses completos, com períodos iguais ou superiores a 15 dias contando como um mês inteiro.
- 1 mês trabalhado: R$ 126,50.
- 6 meses trabalhados: R$ 759.
- 12 meses trabalhados: R$ 1.518.
- Critério de arredondamento: Períodos de 15 dias ou mais valem como mês completo.
O valor máximo de R$ 1.518 foi ajustado com base na inflação de 4,84%, conforme dados do IBGE divulgados em dezembro de 2024. Esse reajuste garante que o benefício acompanhe o custo de vida, beneficiando trabalhadores de baixa renda.
Calendário de pagamentos 2025
Os pagamentos do PIS/Pasep 2025 seguem um calendário unificado, organizado pelo mês de nascimento do trabalhador. Essa mudança, implementada desde 2024, substituiu o modelo anterior, que usava o número de inscrição para o Pasep. As datas foram definidas pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (CODEFAT) na Resolução nº 1.011, de 18 de dezembro de 2024.
- Janeiro: 17 de fevereiro.
- Fevereiro: 17 de março.
- Março e abril: 15 de abril.
- Maio e junho: 15 de maio.
- Julho e agosto: 16 de junho.
- Setembro e outubro: 15 de julho.
- Novembro e dezembro: 15 de agosto.
Os saques podem ser realizados até 29 de dezembro de 2025, e trabalhadores que perderem o prazo podem solicitar o valor ao Ministério do Trabalho pelo telefone 158.
Como consultar o benefício
A consulta ao abono salarial está disponível desde 5 de fevereiro de 2025 por meio de plataformas digitais. O aplicativo Carteira de Trabalho Digital é a principal ferramenta, exibindo o valor, a data de pagamento e o banco responsável após login com CPF e senha do Gov.br. Outras opções incluem o portal Gov.br, o aplicativo Caixa Tem e a Central Alô Trabalho (158), que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Para trabalhadores do setor privado, o app Caixa Trabalhador também oferece informações detalhadas. Caso o benefício não apareça, é recomendável verificar com o empregador se os dados foram enviados corretamente ao eSocial ou RAIS.
- Carteira de Trabalho Digital: Mostra status e valores do benefício.
- Caixa Tem: Consulta e movimentação para trabalhadores do PIS.
- Portal Gov.br: Acesso unificado a serviços públicos.
- Central 158: Atendimento gratuito para dúvidas.
A consulta é simples e rápida, garantindo que o trabalhador saiba exatamente quando e quanto receberá.
Regularização de dados no eSocial
A correta atualização de dados no eSocial é essencial para o recebimento do abono. O Ministério do Trabalho identificou que falhas no envio de informações por empregadores, especialmente prefeituras, prejudicaram servidores públicos em anos anteriores. Para corrigir isso, um prazo excepcional até 20 de junho de 2025 foi estabelecido, permitindo que os dados sejam regularizados para pagamentos em outubro.
Trabalhadores que não encontrarem seu nome nas consultas devem contatar o setor de recursos humanos da empresa ou a administração pública responsável. A regularização é fundamental para evitar atrasos ou perda do benefício.
- Prazo de regularização: Até 20 de junho de 2025.
- Impacto da falha: Pode adiar o pagamento para outubro.
- Ação recomendada: Verificar com o empregador a situação dos dados.
Benefícios econômicos do programa
O abono salarial vai além de um reforço financeiro individual. Com a liberação de R$ 30,7 bilhões ao longo de 2025, o programa estimula o consumo em setores como comércio e serviços, beneficiando a economia local. Famílias utilizam o recurso para quitar dívidas, comprar bens essenciais ou investir em melhorias domésticas, gerando um efeito multiplicador.
O lote de julho, com R$ 5,1 bilhões para 4,3 milhões de trabalhadores, é um exemplo do impacto imediato do programa. Pequenos comércios e prestadores de serviços tendem a sentir o aumento na demanda, especialmente em regiões onde o benefício atinge um grande número de pessoas.
- Injeção econômica: R$ 30,7 bilhões para 25,8 milhões de trabalhadores.
- Efeito no consumo: Aumento nas vendas de bens e serviços.
- Distribuição escalonada: Reduz pressão em agências bancárias.
O programa também reforça a importância de políticas públicas voltadas para trabalhadores de baixa renda, garantindo um alívio financeiro anual.

