Guarani busca anulação de jogo contra Anápolis por erro arbitral com 12 jogadoresPor Beatriz
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O Guarani protocolou, na última quarta-feira, 23 de julho de 2025, um pedido no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para anular a partida contra o Anápolis, disputada na segunda-feira, 21 de julho, pela 13ª rodada da Série C do Campeonato Brasileiro. O jogo, realizado no Estádio Jonas Duarte, em Anápolis (GO), terminou com vitória dos goianos por 2 a 0, mas foi marcado por polêmicas de arbitragem. O clube campineiro alega erro de direito da equipe liderada pelo árbitro Marcello Ruda Neves, do Distrito Federal, devido à presença de 12 jogadores do Anápolis em campo durante um momento crucial do segundo tempo. O pedido, que inclui imagens e vídeos como provas, busca a suspensão do resultado até o julgamento, para evitar impactos na tabela da competição. A ação tem como base o artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê anulação em casos de erro relevante. A expectativa é que o STJD analise o requerimento nos próximos dias.
A denúncia do Guarani aponta que, aos 25 minutos do segundo tempo, o Anápolis ficou com 11 jogadores de linha mais o goleiro durante uma cobrança de escanteio a favor do Bugre. O atacante João Celeri, que deveria ter saído, permaneceu em campo mesmo após a entrada de seu substituto, Igor Cássio, e participou da marcação em uma jogada de ataque do Guarani.
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- Principais pontos da denúncia:
- Presença de 12 jogadores do Anápolis durante escanteio.
- Participação de João Celeri em lance defensivo após substituição.
- Pedido de suspensão do resultado até decisão do STJD.
O caso ganhou repercussão imediata, com o Guarani mobilizando seu departamento jurídico para garantir celeridade no processo. A ação foi protocolada com urgência, considerando a proximidade do fim da primeira fase da Série C.
Detalhes do lance polêmico
A jogada que motivou o pedido de anulação ocorreu em um momento de pressão do Guarani, que buscava reverter o placar de 2 a 0. Durante a cobrança de escanteio, imagens anexadas pelo clube mostram claramente 11 jogadores de linha do Anápolis na área, além do goleiro. João Celeri, que deveria ter deixado o campo, participou ativamente da marcação, o que, segundo o Guarani, configurou um erro de direito capaz de influenciar o resultado. Após a bola sair pela linha de fundo, os jogadores bugrinos alertaram o quarto árbitro, Osimar Moreira da Silva Junior, que comunicou o árbitro principal. Celeri, já no banco, recebeu cartão amarelo aos 28 minutos, com a justificativa de ter retornado ao campo sem autorização.
A súmula da partida, assinada por Marcello Ruda Neves, não esclarece se Celeri saiu e voltou ao gramado ou se permaneceu durante a substituição. A transmissão oficial, segundo o Guarani, também não registra o momento exato da saída do jogador, reforçando a tese de falha arbitral. O advogado João Chiminazzo, responsável pela ação, destacou que o erro comprometeu a lisura do jogo. “Houve uma infração clara das regras, com impacto potencial no desenrolar da partida. O artigo 259 do CBJD é preciso ao prever anulação nesses casos”, afirmou em entrevista à Rádio Bandeirantes.
- Fatos do lance:
- Escanteio a favor do Guarani aos 25 minutos do segundo tempo.
- João Celeri permaneceu em campo após entrada de Igor Cássio.
- Cartão amarelo aplicado após reclamação dos jogadores do Guarani.
- Súmula não detalha saída ou retorno de Celeri ao gramado.
Outras controvérsias da arbitragem
Além do caso dos 12 jogadores, o Guarani incluiu na ação outras falhas da arbitragem que, segundo o clube, configuram erros de direito. Um dos lances envolveu uma entrada dura do volante André, do Anápolis, no atacante Bruno Santos, logo no primeiro minuto de jogo. A falta, considerada grave pela comissão técnica bugrina, não resultou em expulsão, apenas em cartão amarelo. André, que permaneceu em campo, marcou o segundo gol do Anápolis em um chute de longa distância, ampliando a vantagem dos goianos.
Outro momento questionado ocorreu aos 13 minutos do primeiro tempo, em uma cobrança de pênalti contra o Guarani. Após o goleiro Andrey defender a batida de Kaíque Maciel, o zagueiro Kadu, do Anápolis, aproveitou o rebote e marcou o primeiro gol. Imagens mostram que Kadu invadiu a área antes da cobrança, o que violaria as regras da FIFA. O Guarani argumenta que o gol deveria ter sido anulado, já que o jogador se beneficiou diretamente da infração.
- Lances adicionais citados:
- Entrada de André em Bruno Santos, punida apenas com amarelo.
- Invasão de Kadu na área antes do pênalti, resultando no gol.
- Expulsão do técnico Marcelo Fernandes após protestos.
O técnico bugrino, Marcelo Fernandes, foi expulso após o primeiro gol, acusado de ofensas e de empurrar o quarto árbitro, conforme registrado na súmula. A revolta do Guarani reflete a sequência de decisões que, na visão do clube, comprometeram o desempenho em campo.
Impacto na tabela da Série C
A derrota por 2 a 0 deixou o Guarani com 16 pontos, na nona posição, dois pontos atrás do Brusque, que ocupa a oitava colocação e fecha o G-8 da Série C. A anulação do jogo, caso confirmada pelo STJD, poderia dar ao Bugre a chance de recuperar pontos cruciais na luta pela classificação à próxima fase. Por outro lado, o Anápolis, com a vitória, saiu da lanterna e agora ocupa a 16ª posição, com 13 pontos, mesma pontuação do Confiança, mas com uma vitória a menos.
O pedido de anulação ganhou apoio entre torcedores do Guarani, que se manifestaram nas redes sociais cobrando justiça desportiva. A hashtag #AnulaOJogo circulou amplamente, com vídeos e imagens do lance sendo compartilhados. A pressão popular, no entanto, não garante a decisão do STJD, que dependerá da análise técnica do material apresentado.
Processo no STJD e próximos passos
O pedido do Guarani foi protocolado com um requerimento liminar para suspender a homologação do resultado até o julgamento. O STJD confirmou que o processo será encaminhado ao presidente Luís Otávio Veríssimo Teixeira ainda nesta quinta-feira, 24 de julho. O prazo para decisão inicial sobre a liminar é curto, considerando a necessidade de evitar interferências na tabela da Série C, que está na reta final da primeira fase.
João Chiminazzo, advogado do Guarani, reforçou a confiança na anulação. “Estamos embasados em imagens claras e no CBJD. A presença de um jogador a mais em campo é um erro grave, e a participação dele na jogada reforça a relevância para o resultado”, disse à ESPN Brasil. O Anápolis, por sua vez, ainda não se pronunciou oficialmente, mas deve apresentar defesa nos próximos dias, caso o STJD aceite o processo.
- Etapas do processo:
- Análise da liminar pelo presidente do STJD.
- Possível julgamento em plenário nos próximos dias.
- Decisão sobre suspensão ou anulação do resultado.
- Prazo para defesa do Anápolis, se necessário.
Histórico de casos semelhantes
Casos de anulação de partidas por erros de arbitragem não são comuns no futebol brasileiro, mas existem precedentes. Em 2016, um jogo da Série C entre Aparecidense e Tupi foi anulado após a constatação de interferência externa na decisão do árbitro. O Guarani cita esse caso como referência, argumentando que o erro de direito no jogo contra o Anápolis é igualmente grave.
A presença de um jogador a mais em campo, embora rara, já gerou controvérsias em outras competições. Em 2019, um jogo do Campeonato Carioca entre Vasco e Flamengo foi questionado por situação semelhante, mas o pedido de anulação não prosperou. O Guarani aposta na clareza das imagens e na participação ativa de João Celeri na jogada para fortalecer sua argumentação.
- Precedentes notáveis:
- Aparecidense x Tupi (2016): anulação por interferência externa.
- Vasco x Flamengo (2019): pedido negado por falta de provas conclusivas.
- Casos internacionais com anulação por erro de contagem de jogadores.
Reações e expectativas
A torcida do Guarani se mobilizou nas redes sociais, compartilhando o vídeo do lance e cobrando uma decisão favorável do STJD. A diretoria do clube, por sua vez, mantém a postura de confiança no departamento jurídico e evita comentários públicos que possam comprometer o processo. O presidente do clube, Ricardo Moisés, declarou em nota que “o Guarani busca apenas a aplicação correta das regras do futebol”.
Enquanto isso, a Série C segue com rodadas decisivas, e o desfecho do caso pode alterar a dinâmica da competição. O Anápolis, que luta contra o rebaixamento, pode enfrentar pressão adicional caso o STJD acate o pedido do Guarani. A expectativa é que o tribunal analise a liminar até o início da próxima semana, definindo os próximos passos do processo.















