Filho preso por suspeita de matar mãe professora em Belo Horizonte choca comunidade
Matteos França Campos, de 32 anos, foi preso nesta sexta-feira (25) em Belo Horizonte, suspeito de assassinar sua mãe, a professora Soraya Tatiana Bomfim, de 56 anos, encontrada morta em Vespasiano, na região metropolitana, após dois dias desaparecida. A Polícia Civil informou que o suspeito confessou o crime, mas as motivações ainda estão sob investigação. O caso chocou amigos, alunos e a comunidade escolar do Colégio Santa Marcelina, onde Soraya lecionava história. O corpo da vítima, descoberto sob um viaduto, apresentava sinais de violência sexual, e perícias estão em andamento para determinar a causa da morte. A prisão foi confirmada após análise de câmeras de segurança que flagraram o carro da professora na Linha Verde.
Soraya era conhecida por sua dedicação à educação e por sua personalidade reservada e carismática. A notícia de sua morte violenta e a prisão de seu filho geraram comoção nas redes sociais e entre colegas. A Polícia Civil segue investigando para esclarecer os detalhes do crime, enquanto a comunidade escolar presta homenagens à docente.
- Principais fatos do caso:
- Soraya foi vista pela última vez na quinta-feira (17) pelo filho.
- O corpo foi encontrado no domingo (20) em Vespasiano, coberto por um lençol.
- Matteos confessou o crime, segundo a Polícia Civil.
Detalhes da investigação policial
A Polícia Civil de Minas Gerais agiu rapidamente para identificar o suspeito. A prisão de Matteos França Campos ocorreu na tarde de sexta-feira (25), após pistas obtidas por meio de câmeras de segurança. Imagens captadas na Linha Verde, importante via da região metropolitana, mostraram o carro de Soraya, o que levantou suspeitas sobre o envolvimento do filho. A delegada Ana Paula Rodrigues de Oliveira, em coletiva de imprensa, confirmou a confissão do suspeito, mas destacou que as circunstâncias do crime ainda estão sendo apuradas.
As investigações apontam que Soraya foi vista pela última vez em sua casa, no bairro Santa Amélia, em Belo Horizonte. Seu filho, Matteos, relatou à polícia que saiu para viajar na quinta-feira (17) e, ao retornar, não encontrou a mãe. A ausência de respostas às mensagens levou o suspeito a acionar uma tia, que verificou o apartamento e constatou que ele estava arrumado, sem sinais de arrombamento.
- Pistas cruciais na investigação:
- Imagens de câmeras da Linha Verde flagraram o carro da vítima.
- O celular, óculos e chaves de Soraya não foram encontrados no apartamento.
- Perícias estão sendo realizadas para determinar a causa da morte.
- O corpo apresentava sinais de violência sexual, segundo a Polícia Militar.
A Polícia Civil aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime. Até o momento, não há informações sobre a motivação, e a defesa de Matteos não se manifestou.
Perfil de Soraya Tatiana Bomfim
Soraya Tatiana Bomfim era uma profissional admirada no meio educacional. Formada em história pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) em 1990, ela atuou como professora, coordenadora e supervisora pedagógica em colégios particulares de Belo Horizonte. Desde 2017, lecionava no Colégio Santa Marcelina, onde era conhecida por sua dedicação e carinho com os alunos.
Amigos e colegas descreveram Soraya como uma pessoa reservada, mas extremamente carismática. Sueli Vasconcelos, amiga próxima há sete anos, destacou o senso de humor e o amor de Soraya pela profissão. “Ela era engraçada, animada e amava lecionar. Sua paixão pela história a tornava uma professora excepcional”, afirmou Sueli em entrevista. A docente também era ativa nas redes sociais, onde compartilhava momentos com amigos e reflexões sobre sua carreira.
- Características marcantes de Soraya:
- Formada em história pela PUC-MG, com vasta experiência educacional.
- Trabalhou no Colégio Santa Marcelina desde 2017.
- Conhecida por sua personalidade reservada e carismática.
- Amava estar com amigos, mesmo sem consumir bebidas alcoólicas.
Repercussão na comunidade escolar
A morte de Soraya e a prisão de seu filho chocaram a comunidade do Colégio Santa Marcelina. A instituição emitiu uma nota de pesar, destacando o legado da professora e sua importância para alunos e colegas. “Soraya deixará saudades, mas sua dedicação à educação permanecerá em nossos corações”, diz o comunicado. O Colégio Santa Dorotéia, onde ela lecionou entre 2011 e 2016, também publicou uma homenagem, reforçando seu impacto no ambiente educacional.
Nas redes sociais, alunos e ex-alunos compartilharam mensagens de carinho. Uma estudante escreveu: “A professora Soraya era uma luz, sempre incentivando a gente a pensar criticamente. É difícil acreditar que isso aconteceu”. Outra colega de profissão lamentou: “Perdemos uma profissional incrível e uma amiga querida. Que a justiça seja feita”.
- Reações à morte de Soraya:
- Nota de pesar do Colégio Santa Marcelina destacou seu legado.
- Ex-alunos expressaram carinho e choque nas redes sociais.
- O Colégio Santa Dorotéia também prestou homenagem à docente.
Contexto da violência em Belo Horizonte
O caso de Soraya Tatiana Bomfim ocorre em um momento de crescente preocupação com a violência em Minas Gerais. Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgados em 24 de julho de 2025, mostram que, apesar de uma redução nas mortes violentas intencionais em 2024, a letalidade policial e os crimes contra mulheres permanecem elevados. Casos de feminicídio e violência doméstica registraram aumento em algumas regiões do estado, o que reforça a gravidade do crime contra Soraya.
A Polícia Civil destacou a importância de exames periciais para esclarecer se houve violência sexual, já que o corpo apresentava sinais compatíveis com esse tipo de crime. A vítima foi encontrada seminua, coberta por um lençol, o que intensificou as investigações sobre a brutalidade do assassinato. Organizações de direitos das mulheres têm cobrado maior rigor na apuração de crimes dessa natureza.
- Dados sobre violência em Minas Gerais:
- Redução de 3% nas mortes violentas intencionais em 2024.
- Aumento de registros de feminicídio em algumas regiões do estado.
- Exames periciais são cruciais para confirmar violência sexual.
Próximos passos da investigação
A Polícia Civil continua analisando evidências para esclarecer a motivação do crime. A confissão de Matteos França Campos é um elemento central, mas os investigadores buscam compreender o que levou o suspeito a cometer o assassinato. A ausência de informações sobre o histórico de conflitos entre mãe e filho dificulta a compreensão inicial do caso, mas a polícia trabalha com a hipótese de um crime motivado por questões pessoais.
O carro de Soraya, flagrado por câmeras, está sendo periciado para identificar possíveis vestígios que ajudem a reconstruir a cronologia dos fatos. Além disso, laudos toxicológicos e necroscópicos são aguardados para determinar a causa exata da morte. A Justiça determinará se Matteos permanecerá preso preventivamente enquanto o processo avança.
- Etapas futuras da investigação:
- Análise de laudos periciais para confirmar a causa da morte.
- Perícia no carro de Soraya para buscar vestígios.
- Investigação sobre possíveis conflitos familiares.
- Decisão judicial sobre a prisão preventiva de Matteos.
Homenagens e luto em Belo Horizonte
O velório de Soraya Tatiana Bomfim foi realizado na sexta-feira (25), às 17h30, no Cerimonial Santa Casa BH, com sepultamento marcado para sábado (26), às 9h30, no Cemitério da Paz. Amigos, familiares e alunos compareceram para prestar as últimas homenagens. Nas redes sociais, mensagens de luto destacaram a alegria e o impacto positivo da professora. “Sua luz nunca será esquecida”, escreveu uma amiga.
A tragédia reacendeu debates sobre a segurança de mulheres e a necessidade de políticas públicas para combater a violência. Organizações locais planejam ações para homenagear Soraya e cobrar justiça. A comunidade escolar, por sua vez, organiza iniciativas para preservar o legado da professora, como a criação de um memorial em sua homenagem no Colégio Santa Marcelina.
- Iniciativas em homenagem a Soraya:
- Velório e sepultamento reuniram amigos e familiares.
- Proposta de memorial no Colégio Santa Marcelina.
- Debates sobre segurança de mulheres ganharam força.
Beatriz Lima é colaboradora da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024.
