Brasil vence Japão por 3 a 2 e garante vaga na final da Liga das Nações de Vôlei

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Seleção Brasileira Feminina de Vôlei Foto: Seleção Brasileira Feminina de Vôlei - Foto: Instagram

A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou uma vitória emocionante contra o Japão por 3 sets a 2, com parciais de 23/25, 25/21, 25/18, 19/25 e 15/8, neste sábado, 26 de julho de 2025, em Bangcoc, Tailândia. A partida, válida pela semifinal da Liga das Nações (VNL), assegurou ao Brasil a chance de disputar o título inédito contra a Itália, no domingo, às 15h (horário de Brasília). Com destaque para as atuações de Gabi e Julia Bergmann, que marcaram 25 e 24 pontos, respectivamente, o time comandado por José Roberto Guimarães superou um início instável com uma defesa sólida e ataques precisos. A vitória foi selada no tie-break, com um bloqueio eficiente e administração inteligente da vantagem. O jogo foi transmitido ao vivo pelo sportv2, e a final promete ser um marco para o vôlei brasileiro, que busca o primeiro ouro na competição.

vôlei
vôlei – Foto: Instagram

A partida começou com dificuldades para o Brasil, que viu o Japão impor um ritmo forte no primeiro set. Apesar do revés inicial, a equipe se recuperou com ajustes táticos e maior volume de jogo. A entrada de Macris, substituindo Roberta, trouxe equilíbrio à distribuição de bolas, enquanto Marcelle se destacou na defesa.

  • Principais destaques da partida:
    • Gabi liderou com 25 pontos, sendo decisiva em momentos cruciais.
    • Julia Bergmann contribuiu com 24 pontos, incluindo ataques e bloqueios.
    • O tie-break foi dominado pelo Brasil, com parciais de 15/8.

O confronto foi marcado por longos ralis e momentos de alta tensão, com o Brasil mostrando resiliência para reverter a desvantagem inicial.

Ataque brasileiro faz a diferença

Gabi e Julia Bergmann foram os pilares ofensivos da seleção. Gabi, com sua liderança em quadra, marcou pontos em momentos críticos, especialmente no segundo e terceiro sets, explorando o bloqueio japonês com ataques precisos. Julia Bergmann, por sua vez, cresceu ao longo do jogo, anotando pontos de ataque e bloqueio, incluindo um “monster block” que levantou a torcida no tie-break. A central Julia Kudiess também se destacou, com 56 pontos de bloqueio na VNL, aproximando-se do recorde de Carol (63, em 2022).

A estratégia ofensiva do Brasil se baseou em variações táticas. Macris, com levantamentos precisos, soube alternar entre bolas rápidas para as centrais e ataques pelas pontas. Apesar de erros de saque, que totalizaram seis no segundo set, o Brasil manteve a consistência, aproveitando falhas japonesas.

Defesa sólida no tie-break

O tie-break foi o momento de maior brilho da seleção. Após um quarto set instável, onde o Japão empatou o jogo com uma parcial de 25/19, o Brasil voltou focado. O bloqueio, liderado por Diana e Julia Kudiess, foi fundamental, com pontos decisivos que frearam o ataque japonês. A defesa de Marcelle também ganhou destaque, salvando bolas difíceis e permitindo contra-ataques.

  • Fatores que garantiram a vitória no tie-break:
    • Bloqueio eficiente, com destaque para Julia Bergmann e Diana.
    • Administração da vantagem inicial de 5 a 1.
    • Ataques precisos de Gabi e Julia Bergmann.
    • Estabilidade emocional sob pressão.

O Japão, conhecido por sua defesa agressiva, tentou pressionar com ataques de Ishikawa e Wada, mas não conseguiu superar a consistência brasileira na parcial decisiva.

Histórico de confrontos com o Japão

O Brasil enfrentou o Japão em momentos cruciais na VNL, com destaque para a derrota em 2024, também por 3 a 2, na semifinal. A vitória de 2025 representou uma redenção para a equipe, que evitou repetir o resultado do ano anterior. Desde o início da competição, em 2018, Brasil e Japão se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias brasileiras.

O confronto atual mostrou um Brasil mais preparado taticamente. A defesa japonesa, liderada por Seki e Shimamura, foi um desafio, mas a seleção soube explorar falhas adversárias, especialmente no quarto e quinto sets. A experiência de José Roberto Guimarães, com ajustes rápidos durante o jogo, foi essencial para a virada.

Preparação para a final contra a Itália

A final contra a Itália, marcada para domingo, às 15h, será um teste de fogo para o Brasil. A equipe italiana, atual campeã olímpica, venceu a Polônia na outra semifinal e chega com um ataque liderado por Paola Egonu. O Brasil, no entanto, confia em seu jogo coletivo e na força de suas pontas.

  • Pontos fortes do Brasil para a final:
    • Ataque versátil, com Gabi e Julia Bergmann em alta.
    • Bloqueio sólido, com média de 10 pontos por jogo na VNL.
    • Experiência de José Roberto Guimarães em finais.
    • Apoio da torcida brasileira, mesmo fora de casa.

A Itália tem um histórico favorável contra o Brasil na VNL, mas a seleção verde e amarela venceu o último encontro, em 2023, por 3 a 1. A expectativa é de um jogo equilibrado, com longos ralis e disputa intensa no bloqueio.

Momentos marcantes da campanha brasileira

A campanha do Brasil na VNL 2025 foi marcada por consistência. A equipe terminou a fase classificatória entre as quatro melhores, com vitórias expressivas contra China e Turquia. A semifinal contra o Japão foi o jogo mais longo da temporada, com 2 horas e 15 minutos de duração.

  • Curiosidades da campanha:
    • Gabi é a maior pontuadora do Brasil na VNL, com 215 pontos.
    • Julia Kudiess lidera em pontos de bloqueio, com 56.
    • O Brasil teve a melhor defesa da competição, com média de 15 defesas por set.

A seleção também se beneficiou da torcida em Bangcoc, que lotou o ginásio e trouxe energia extra ao time. A transmissão pelo sportv2 registrou picos de audiência, refletindo o interesse crescente no vôlei feminino brasileiro.

Estratégias que garantiram a classificação

O sucesso brasileiro na semifinal passou por ajustes táticos ao longo do jogo. No primeiro set, o Japão dominou com ataques rápidos e uma defesa agressiva, mas o Brasil respondeu com maior volume de jogo a partir do segundo set. A entrada de Macris trouxe dinamismo, enquanto a defesa de Marcelle neutralizou ataques japoneses.

O técnico José Roberto Guimarães destacou a importância da paciência. “Sabíamos que o Japão viria com tudo, mas confiamos no nosso jogo coletivo. A defesa e o bloqueio foram fundamentais”, afirmou. A estratégia de variar os ataques entre Gabi, Julia Bergmann e as centrais confundiu a defesa adversária, especialmente no tie-break.

  • Táticas decisivas:
    • Uso de bolas rápidas pelas centrais para abrir espaço nas pontas.
    • Aumento da eficiência no saque, apesar de erros iniciais.
    • Exploração do bloqueio japonês com ataques cruzados.

Expectativa para o título inédito

A final da VNL representa uma chance única para o Brasil. Apesar de ser uma potência no vôlei, com três medalhas olímpicas, a seleção nunca venceu a Liga das Nações. A edição de 2025 é vista como a melhor oportunidade, dado o desempenho consistente e a união do grupo.

Gabi, eleita a melhor jogadora da semifinal, reforçou a confiança da equipe. “Estamos preparadas para a Itália. Será um jogo duro, mas queremos esse título para o Brasil”, disse. A torcida brasileira, que lotou as redes sociais com mensagens de apoio, também será um fator motivador.

O jogo contra a Itália será transmitido ao vivo pelo sportv2 e pela plataforma Volleyball World TV. A expectativa é de um confronto equilibrado, com o Brasil buscando fazer história em Bangcoc.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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