Na Neo Química Arena, em São Paulo, na noite de 30 de julho de 2025, Corinthians e Palmeiras protagonizaram um dérbi eletrizante pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil, com vitória corintiana por 1 a 0, gol de Memphis Depay. O jogo, marcado por decisões controversas da arbitragem, acirrou a rivalidade nos bastidores, com o Palmeiras enviando um ofício à CBF questionando o árbitro Wilton Pereira Sampaio e o VAR. O Corinthians, por sua vez, não ficou inerte e já se movimenta internamente para neutralizar a pressão alviverde antes do jogo de volta, no Allianz Parque, em 6 de agosto. A tensão envolve lances como um pênalti marcado para o Timão e um gol anulado do Verdão, reacendendo debates sobre a atuação do VAR e a imparcialidade da arbitragem. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) agora enfrenta pressão de ambos os lados, enquanto os clubes preparam estratégias para o confronto decisivo.
A vitória corintiana, embora apertada, deu ao time de Dorival Júnior a vantagem de jogar por um empate na próxima partida. No entanto, o Palmeiras, liderado por Abel Ferreira, saiu de campo revoltado com as decisões arbitrais, especialmente a anulação de um gol de Maurício por impedimento milimétrico de Gustavo Gómez. A diretoria alviverde, encabeçada pela presidente Leila Pereira, formalizou sua insatisfação junto à CBF, pedindo esclarecimentos. O Corinthians, ciente da ofensiva rival, trabalha nos bastidores para garantir que a arbitragem do jogo de volta seja isenta, temendo que a pressão palmeirense influencie a escalação dos árbitros.
- Pênalti polêmico: Gustavo Gómez atingiu Memphis Depay, e o VAR confirmou a penalidade.
- Gol anulado: Maurício marcou, mas o lance foi invalidado por impedimento de Gómez.
- Reação imediata: Palmeiras enviou ofício à CBF, enquanto Corinthians planeja resposta.
Arbitragem sob escrutínio
O dérbi de 30 de julho foi comandado pelo árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio, auxiliado por Bruno Boschilia e Bruno Raphael Pires, com Bráulio da Silva Machado no VAR. A escolha de Sampaio já havia gerado críticas antes do jogo, especialmente entre torcedores corintianos, que lembravam decisões questionáveis em clássicos anteriores, como um pênalti controverso na final do Paulistão 2025. Durante a partida, dois lances capitais intensificaram as reclamações. No primeiro tempo, aos 19 minutos, Memphis Depay sofreu contato de Gustavo Gómez na área. Inicialmente, Sampaio mandou o jogo seguir, mas, após revisão do VAR, marcou o pênalti, que Yuri Alberto desperdiçou ao parar em Weverton. No segundo tempo, aos 38 minutos, o Palmeiras empatou com Maurício, mas o gol foi anulado por impedimento de Gómez, após análise minuciosa do VAR.
A CBF, buscando transparência, divulgou os áudios das revisões na quinta-feira, 31 de julho. No lance do pênalti, Bráulio da Silva Machado destacou que Gómez atingiu Depay com a sola antes de a bola ser chutada, justificando a marcação. Já no gol anulado, o VAR identificou que Gómez estava em posição irregular, interferindo diretamente no lance. Apesar das explicações, o Palmeiras considera as decisões inconsistentes, apontando que a tecnologia do VAR não apresentou imagens conclusivas para o impedimento. O Corinthians, por sua vez, vê a reclamação alviverde como uma tentativa de pressionar a arbitragem para o jogo de volta.
Reações nos bastidores
A diretoria do Palmeiras agiu rapidamente após o jogo, enviando um ofício à CBF na quinta-feira, 31 de julho, solicitando esclarecimentos sobre os lances polêmicos. A presidente Leila Pereira, conhecida por sua postura firme, liderou a iniciativa, reforçando que o clube se sentiu “severamente prejudicado”. A revolta palmeirense também se baseia no histórico recente com Wilton Pereira Sampaio, que apitou sete jogos do Verdão sem nenhuma vitória desde abril de 2024, com cinco derrotas e dois empates. Abel Ferreira, em coletiva, evitou comentários diretos, mas criticou a qualidade da tecnologia usada no VAR, sugerindo que o futebol brasileiro opera com “ferramentas do século passado”.
O Corinthians, ciente da movimentação rival, não pretende ficar de braços cruzados. Segundo fontes internas, a diretoria alvinegra já se comunica com a CBF para garantir que a escalação da arbitragem no jogo de volta seja feita com critérios rigorosos. O clube teme que a pressão palmeirense influencie a escolha de árbitros favoráveis ao Verdão. Além disso, o Timão enfrenta desafios internos, como a crise administrativa envolvendo o impeachment do presidente afastado Augusto Melo, o que torna a vitória no dérbi um alívio temporário para a torcida e o elenco.
- Ofício palmeirense: Clube questiona pênalti e gol anulado, pedindo transparência.
- Resposta corintiana: Timão busca diálogo com CBF para assegurar isenção arbitral.
- Histórico de Sampaio: Árbitro não apita vitória do Palmeiras há mais de um ano.
Impacto da torcida no jogo
A Neo Química Arena recebeu 45.527 torcedores, gerando uma renda de R$ 3,36 milhões, e a Fiel Torcida teve papel crucial no apoio ao Corinthians. No entanto, a atuação da torcida também gerou polêmica. Segundo a súmula de Wilton Pereira Sampaio, objetos como isqueiros, cigarros eletrônicos e copos foram arremessados em direção ao banco de reservas e à área técnica do Palmeiras. Além disso, um laser foi apontado ao goleiro Weverton, interrompendo a partida aos 46 minutos do primeiro tempo. Esses incidentes, relatados à CBF, podem trazer consequências disciplinares ao Corinthians, como multas ou até perda de mando de campo em competições futuras.
A torcida corintiana, apesar da empolgação com a vitória, também expressou insatisfação com a arbitragem, criticando as 33 faltas marcadas, sendo 20 contra o Timão. O técnico Dorival Júnior reclamou do “jogo picado”, sugerindo que as paralisações frequentes prejudicaram o ritmo da equipe. Já a torcida palmeirense, nas redes sociais, concentrou suas críticas no VAR e em Sampaio, com muitos pedindo seu afastamento de jogos do Verdão.
Estratégias para o jogo de volta
Com a vantagem de 1 a 0, o Corinthians entra em campo no Allianz Parque, em 6 de agosto, precisando apenas de um empate para avançar às quartas de final da Copa do Brasil. Dorival Júnior deve manter a base do time titular, com destaque para o trio ofensivo formado por Rodrigo Garro, Yuri Alberto e Memphis Depay, que decidiram o primeiro jogo. A solidez defensiva, com Raniele e José Martínez protegendo a zaga, será fundamental para conter o ataque palmeirense.
O Palmeiras, por outro lado, precisa vencer por dois gols de diferença para se classificar diretamente ou por um gol para levar a decisão aos pênaltis. Abel Ferreira, conhecido por sua capacidade de ajustar a equipe em jogos eliminatórios, deve apostar na velocidade de Facundo Torres e Vitor Roque, além da criatividade de Raphael Veiga. No entanto, a ausência de Bruno Fuchs, com edema na coxa, pode obrigar mudanças na zaga, com Micael como provável substituto.
- Escalação corintiana: Hugo Souza; Matheuzinho, André Ramalho, Gustavo Henrique, Bidu; Martínez, Raniele, Garro; Depay, Yuri Alberto.
- Plano palmeirense: Abel deve reforçar o meio-campo e explorar contra-ataques rápidos.
- Desfalque confirmado: Bruno Fuchs está fora do jogo de volta por lesão.
Histórico de polêmicas no dérbi
A rivalidade entre Corinthians e Palmeiras é marcada por confrontos intensos e decisões arbitrais controversas. Em 335 jogos até julho de 2025, o Palmeiras soma 122 vitórias contra 112 do Corinthians, com 101 empates. Na Copa do Brasil, os clubes se enfrentaram em 2015, com o Verdão eliminando o Timão. A final do Paulistão 2025, vencida pelo Corinthians, também foi palco de reclamações sobre arbitragem, com um pênalti polêmico a favor do alvinegro. Esses antecedentes alimentam a tensão para o jogo de volta, com ambos os lados atentos à escalação do árbitro.
A CBF, pressionada pelos dois clubes, deve anunciar a arbitragem do segundo jogo nos próximos dias. A expectativa é que a entidade opte por um árbitro experiente, possivelmente de fora do quadro goiano, para evitar novas controvérsias. Enquanto isso, torcedores de ambos os lados mantêm o clima de rivalidade nas redes sociais, com provocações e debates sobre os lances do primeiro jogo.
- Confrontos históricos: Palmeiras lidera com 122 vitórias contra 112 do Corinthians.
- Último mata-mata: Em 2015, Verdão eliminou Timão na Copa do Brasil.
- Pressão na CBF: Clubes disputam influência para garantir arbitragem imparcial.
Preparação para o confronto decisivo
O Corinthians vive um momento delicado, com a crise administrativa e a votação do impeachment de Augusto Melo marcada para os próximos dias. A vitória no dérbi trouxe alívio, mas a pressão por resultados segue alta. Dorival Júnior aposta na força da torcida e na liderança de Yuri Alberto, que, apesar de perder o pênalti, foi decisivo na construção do gol de Depay. O Palmeiras, por sua vez, atravessa boa fase no Brasileirão, com uma sequência invicta, e Abel Ferreira deve usar o fator casa para reverter a desvantagem.
A preparação de ambos os clubes inclui treinos fechados, com foco em lances polêmicos e estratégias para lidar com a arbitragem. O Corinthians busca manter a calma e evitar provocações, enquanto o Palmeiras planeja uma abordagem mais agressiva no ataque. A CBF, no centro da disputa, enfrenta o desafio de escalar uma equipe arbitral que minimize controvérsias, mas a história do dérbi sugere que novos debates são inevitáveis.
