Hakimi, do PSG, enfrenta julgamento por estupro e risco de 15 anos de prisãoPor Carolina Costa
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O Ministério Público de Nanterre, na França, formalizou a acusação contra Achraf Hakimi, lateral-direito do Paris Saint-Germain, por um suposto estupro ocorrido em fevereiro de 2023, pedindo seu julgamento. A denúncia, revelada pelo jornal Le Parisien em 1º de agosto de 2025, aponta que o jogador marroquino, de 26 anos, teria forçado uma mulher de 24 anos a manter relações sexuais sem consentimento em sua casa, em Boulogne-Billancourt, Paris. Se condenado, Hakimi pode enfrentar até 15 anos de prisão. A defesa do atleta nega as acusações, alegando tentativa de extorsão, enquanto o PSG mantém apoio ao jogador. A decisão sobre o julgamento cabe agora a um juiz de instrução.
A vítima relatou à polícia que conheceu Hakimi pelo Instagram em janeiro de 2023 e foi convidada à residência do jogador. Segundo o depoimento, ele a beijou e tocou seus seios sem permissão, forçando-a a um ato sexual apesar de sua recusa. A jovem conseguiu escapar após chutar o jogador e pediu ajuda a uma amiga, que a resgatou.
A denúncia gerou repercussão imediata. No Marrocos, redes sociais dividem-se entre apoio ao jogador, com alegações de “conspiração”, e pedidos por respeito ao processo judicial. O caso, que tramita desde março de 2023, agora aguarda a análise judicial para definir os próximos passos.
- Principais pontos da acusação:
- Incidente ocorreu em fevereiro de 2023, em Boulogne-Billancourt.
- Vítima alega ter sido forçada a ato sexual sem consentimento.
- Defesa de Hakimi aponta tentativa de extorsão.
- PSG apoia o jogador desde o início da investigação.
Reações e posicionamentos
A formalização da acusação intensificou o debate público. A advogada de Hakimi, Fanny Colin, declarou que a acusação é “incompreensível” e prometeu recorrer caso o julgamento seja autorizado. O jogador, que segue atuando pelo PSG, mantém-se sereno, segundo sua defesa, confiando na Justiça francesa. O clube parisiense, por sua vez, reiterou apoio ao lateral, destacando sua importância no elenco.
No Marrocos, onde Hakimi é ídolo por liderar a seleção às semifinais da Copa do Mundo de 2022, a notícia gerou polarização. Alguns torcedores comparam o caso à condenação do cantor marroquino Saad Lamjarrad, preso por estupro em 2023, sugerindo motivações externas contra figuras públicas do país. Outros defendem a imparcialidade do processo.
A vítima, cuja identidade não foi revelada, optou por evitar exposição pública. Sua advogada, Rachel-Flore Pardo, afirmou que ela mantém suas declarações e busca preservar sua segurança, limitando-se a colaborar com a Justiça.
Cronologia do caso
O caso teve início em fevereiro de 2023, mas ganhou destaque com a formalização da acusação em 2025. Abaixo, os principais momentos:
- Janeiro de 2023: Hakimi e a vítima iniciam contato pelo Instagram.
- 25 de fevereiro de 2023: Suposto estupro ocorre na casa do jogador.
- 26 de fevereiro de 2023: Vítima relata o caso à polícia, sem formalizar queixa.
- Março de 2023: Hakimi é indiciado e colocado sob supervisão judicial.
- Agosto de 2025: Ministério Público pede julgamento do jogador.
A investigação preliminar, aberta em 27 de fevereiro de 2023, foi conduzida pelo Ministério Público de Nanterre. O indiciamento inicial proibiu Hakimi de contatar a vítima, mas permitiu que ele deixasse a França. Agora, a decisão sobre o julgamento depende de um juiz de instrução.
Impacto no PSG e na carreira de Hakimi
Hakimi, contratado pelo PSG em 2021 vindo do Inter de Milão, é peça-chave no time. Amigo próximo de Kylian Mbappé, ele foi eleito para a seleção da Fifa em 2022 e terminou em oitavo no prêmio The Best. Apesar da gravidade das acusações, o jogador continuou em campo, participando de jogos importantes, como as oitavas de final da Liga dos Campeões em 2023.
O PSG, que evitou comentar diretamente a investigação em 2023, mantém postura de suporte ao atleta. O técnico da época, Christophe Galtier, recusou-se a abordar o caso em coletivas, focando na recuperação de Hakimi para partidas. Atualmente, o clube monitora a situação, mas não há indícios de suspensão do jogador.
A acusação, porém, pode afetar a imagem de Hakimi, especialmente em campanhas publicitárias e no mercado de transferências. Sua popularidade no Marrocos e na Europa, construída com atuações destacadas, enfrenta agora um teste diante da opinião pública.
Contexto judicial na França
A França tem intensificado o combate a crimes sexuais, com casos de grande repercussão nos últimos anos. A condenação de Dominique Pelicot, em 2024, por drogar e estuprar a esposa, e de Joel Le Scouarnec, em 2025, por abusos contra 299 vítimas, refletem a rigidez do sistema judicial. No caso de Hakimi, a pena máxima de 15 anos é prevista para crimes de estupro qualificado, dependendo das provas apresentadas.
A Justiça francesa considera fatores como depoimentos, evidências físicas e contexto do crime. A ausência de queixa formal inicial pela vítima não impede a continuidade do processo, já que o Ministério Público assumiu a condução do caso. A análise do juiz de instrução será crucial para determinar se há elementos suficientes para um julgamento.
- Aspectos do processo judicial:
- Depoimentos da vítima e de sua amiga são centrais.
- Defesa de Hakimi questiona a falta de evidências físicas.
- Pena máxima prevista é de 15 anos de prisão.
- Decisão sobre julgamento depende de juiz de instrução.
Debate público e redes sociais
A notícia reacendeu discussões sobre violência sexual e a responsabilidade de figuras públicas. Em redes sociais, hashtags relacionadas a Hakimi alcançaram milhares de menções em 1º de agosto de 2025. Enquanto parte dos fãs defende sua inocência, outros cobram maior rigor na apuração.
No Marrocos, o caso é sensível devido à projeção de Hakimi como herói nacional. A comparação com Saad Lamjarrad, condenado em circunstâncias semelhantes, alimenta teorias de discriminação contra marroquinos na França. Já movimentos feministas destacam a importância de dar voz à vítima, reforçando a necessidade de investigação imparcial.
A polarização reflete o desafio de lidar com acusações graves contra celebridades. A mídia francesa, como Le Parisien e AFP, mantém cobertura factual, mas o caso já inspira análises sobre o impacto de denúncias no esporte.
Próximos passos do caso
O futuro de Hakimi depende da decisão judicial. Se o juiz de instrução acatar o pedido do Ministério Público, o jogador enfrentará um julgamento, cuja data ainda não foi definida. Caso contrário, o processo pode ser arquivado, dependendo das evidências.
A defesa prepara recursos para contestar a acusação, enquanto a vítima segue colaborando com as autoridades. O PSG, por ora, mantém Hakimi no elenco, mas o desfecho judicial pode alterar sua trajetória no clube e na seleção marroquina.
- Possíveis desdobramentos:
- Julgamento pode ocorrer em 2026, caso aprovado.
- Absolvição depende da falta de provas concretas.
- Impacto na carreira de Hakimi será inevitável.







