Estudantes do ensino médio público nascidos em setembro e outubro recebem, nesta sexta-feira (1º/8), a quinta parcela de 2025 do programa Pé-de-Meia, iniciativa do Ministério da Educação (MEC) que incentiva a permanência escolar com pagamentos de R$ 200 mensais. Para garantir o benefício, os alunos precisam manter frequência mínima de 80% nas aulas. O programa, apelidado de “poupança do ensino médio”, visa reduzir a evasão escolar e promover a inclusão social, beneficiando jovens de famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário-mínimo. Os depósitos seguem até 4 de agosto, conforme o mês de nascimento.
O Pé-de-Meia dispensa inscrição manual, já que a seleção é automática com base em dados escolares e socioeconômicos. A iniciativa alcança alunos de 14 a 24 anos no ensino médio regular ou de 19 a 24 anos na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
- Principais critérios:
- Estar matriculado em escola pública;
- Ter CPF regular;
- Pertencer a família com renda per capita de até meio salário-mínimo;
- Garantir 80% de frequência escolar.
Como funciona o pagamento
Os valores do Pé-de-Meia são depositados em contas poupança digitais abertas automaticamente pela Caixa Econômica Federal em nome dos estudantes. Para menores de 18 anos, o responsável legal precisa autorizar a movimentação da conta, seja pelo aplicativo Caixa Tem ou em uma agência bancária. Alunos com 18 anos ou mais têm acesso imediato aos recursos. Cada parcela mensal de R$ 200 compõe um total anual de R$ 1.800 por frequência, mas o programa oferece outros incentivos financeiros.
O MEC estima que os benefícios podem chegar a R$ 9.200 por aluno ao longo do ensino médio, distribuídos em diferentes etapas. Além das parcelas mensais, há depósitos extras para matrícula (R$ 200 por ano), aprovação no fim de cada ano letivo (R$ 1.000) e um bônus de R$ 3.000 ao concluir o 3º ano, disponível para saque apenas ao final do ciclo escolar.
- Estrutura dos pagamentos:
- R$ 200 no início de cada ano (matrícula);
- R$ 1.800 anuais em 9 parcelas de R$ 200 (frequência);
- R$ 1.000 por ano letivo concluído;
- R$ 3.000 ao final do 3º ano (bônus de conclusão).
Calendário de depósitos
Os pagamentos da quinta parcela de 2025 seguem um cronograma escalonado pelo mês de nascimento dos estudantes. Os depósitos começaram em 28 de julho para os nascidos em janeiro e fevereiro e se estendem até 4 de agosto, quando os alunos de novembro e dezembro recebem. A organização por datas evita sobrecarga no sistema bancário e facilita o acesso dos beneficiários aos valores.
- Datas de pagamento:
- 28/7: Janeiro e fevereiro;
- 29/7: Março e abril;
- 30/7: Maio e junho;
- 31/7: Julho e agosto;
- 1º/8: Setembro e outubro;
- 4/8: Novembro e dezembro.
O calendário é divulgado pelo MEC com antecedência, permitindo que famílias e estudantes se organizem. A Caixa também disponibiliza canais de atendimento, como o aplicativo Caixa Tem e agências, para esclarecer dúvidas sobre saques ou desbloqueio de contas.
Objetivos do programa
O Pé-de-Meia foi criado para combater a evasão escolar, um problema persistente no ensino médio público brasileiro. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que, em 2023, cerca de 20% dos jovens entre 15 e 17 anos abandonaram os estudos antes de concluir o ensino médio. A iniciativa busca reverter esse cenário, oferecendo suporte financeiro que estimule a permanência e a aprovação escolar.
Além do impacto educacional, o programa promove inclusão social ao priorizar famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico. O MEC destaca que o Pé-de-Meia não apenas incentiva a educação, mas também contribui para a mobilidade social, permitindo que jovens em situação de vulnerabilidade concluam os estudos e tenham melhores oportunidades no mercado de trabalho.
Benefícios a longo prazo
O programa é estruturado para oferecer ganhos cumulativos, com valores que se acumulam ao longo dos três anos do ensino médio. O bônus de R$ 3.000, liberado apenas após a conclusão do 3º ano, funciona como um incentivo para que os alunos finalizem o ciclo escolar. Esse montante pode ser usado para custear estudos superiores, cursos técnicos ou outras despesas relacionadas ao futuro profissional.
- Vantagens do bônus final:
- Apoio para ingressar em cursos profissionalizantes;
- Investimento em materiais educacionais;
- Planejamento financeiro para o pós-ensino médio;
- Redução da dependência financeira familiar.
O MEC monitora a frequência escolar por meio de relatórios enviados pelas redes públicas de ensino, garantindo que apenas os alunos que cumprem os critérios recebam os pagamentos. Escolas também são orientadas a acompanhar os beneficiários, oferecendo suporte para manter a assiduidade.
Gestão e acesso aos recursos
A administração do Pé-de-Meia é feita em parceria entre o MEC e a Caixa, que gerencia as contas poupança digitais. O processo é automatizado, desde a identificação dos beneficiários até o depósito dos valores, reduzindo a burocracia. Estudantes podem consultar saldos e movimentações pelo aplicativo Caixa Tem, disponível para Android e iOS, ou em agências da Caixa.
Para famílias com menores de idade, o desbloqueio da conta exige documento de identificação do responsável legal. O MEC recomenda que os beneficiários mantenham o CPF regularizado e atualizem os dados no CadÚnico para evitar problemas no recebimento.
- Passos para acessar o benefício:
- Verificar CPF e dados no CadÚnico;
- Baixar o aplicativo Caixa Tem;
- Autorizar movimentação (para menores de 18 anos);
- Consultar saldo e sacar nas agências ou lotéricas.
Importância para a educação pública
O Pé-de-Meia representa um esforço do governo federal para fortalecer a educação pública e reduzir desigualdades. Ao vincular o benefício à frequência e à aprovação, o programa incentiva não apenas a presença nas aulas, mas também o engajamento dos alunos. Escolas públicas, muitas vezes com recursos limitados, ganham um aliado na retenção de estudantes, enquanto as famílias recebem suporte financeiro em um contexto de desafios econômicos.
O programa também dialoga com outras políticas sociais, como o Bolsa Família, ao usar o CadÚnico como base para identificar beneficiários. Essa integração otimiza recursos públicos e amplia o alcance das ações voltadas para a população de baixa renda.

