Gabriel Bortoleto brilha na Hungria e conquista 7º lugar no grid da F1
Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Kick Sauber, marcou um momento histórico na Fórmula 1 ao conquistar a sétima posição no grid de largada do Grande Prêmio da Hungria, em Hungaroring, neste sábado, 2 de agosto de 2025. Com uma volta de 1m15s725, o jovem de 20 anos superou o tetracampeão Max Verstappen, que largará em oitavo. A pole position ficou com Charles Leclerc, da Ferrari, que surpreendeu as McLarens de Oscar Piastri e Lando Norris, cravando 1m15s372. A corrida, que acontece no domingo, 3 de agosto, às 10h (de Brasília), promete ser um marco para o Brasil na categoria. O desempenho de Bortoleto reflete sua ascensão meteórica, enquanto Leclerc reforça a competitividade da Ferrari.
O feito de Bortoleto é ainda mais notável por ser sua temporada de estreia na Fórmula 1. Ele superou expectativas em uma pista desafiadora, conhecida por suas curvas técnicas e poucas oportunidades de ultrapassagem. A classificação no circuito húngaro destacou a nova geração de pilotos, com Leclerc, Piastri e Norris dominando as primeiras posições.
- Principais destaques da classificação:
- Charles Leclerc conquistou sua primeira pole position em 2025.
- Bortoleto superou Verstappen, um dos favoritos ao título.
- Aston Martin surpreendeu com Alonso e Stroll no top 6.
- Lewis Hamilton, heptacampeão, foi eliminado no Q2.
A corrida em Hungaroring será a 13ª etapa do campeonato de 2025, com expectativa de alta competitividade entre Ferrari, McLaren e Red Bull. O desempenho de Bortoleto coloca o Brasil de volta ao centro das atenções na Fórmula 1, algo não visto desde os tempos de Felipe Massa.
Desempenho impressionante de Bortoleto
O jovem piloto brasileiro vem mostrando consistência desde sua estreia na Kick Sauber. No Q1, Bortoleto já se destacou com um tempo que o colocou em sexto, aproveitando bem as condições da pista e o tráfego intenso. Sua volta no Q2, com 1m15s687, garantiu sua passagem ao Q3, algo que nem Lewis Hamilton conseguiu. O brasileiro demonstrou precisão e confiança, especialmente em um circuito onde o acerto do carro é crucial.
No Q3, ele enfrentou gigantes da categoria e terminou à frente de Verstappen, que teve dificuldades com o equilíbrio do carro da Red Bull. A sétima posição é a melhor de Bortoleto na carreira, superando suas atuações anteriores e consolidando sua reputação como uma promessa do automobilismo.
- Fatores que contribuíram para o sucesso de Bortoleto:
- Ajustes precisos no carro da Kick Sauber para a pista húngara.
- Estratégia de saída do pit lane para evitar tráfego.
- Confiança crescente após resultados sólidos nas últimas corridas.
O desempenho do brasileiro também reflete o trabalho da equipe Kick Sauber, que, apesar de não estar entre as favoritas, vem otimizando o carro para extrair o máximo de performance.
Leclerc volta ao topo com pole dominante
Charles Leclerc, da Ferrari, foi o grande nome da classificação. Sua volta de 1m15s372 no Q3 foi suficiente para superar as McLarens, que dominaram grande parte da temporada. O monegasco, que vinha enfrentando dificuldades para acompanhar o ritmo de Norris e Piastri, encontrou o equilíbrio perfeito na Hungria. A pole marca um momento de retomada para a Ferrari, que busca recuperar terreno no campeonato de construtores.
Oscar Piastri, com 1m15s398, e Lando Norris, com 1m15s413, completam as três primeiras posições, mostrando a força da McLaren. A equipe britânica, que passou por uma transformação nos últimos anos, segue como referência em velocidade e consistência. No entanto, a pole de Leclerc indica que a Ferrari pode ser uma ameaça real na corrida de domingo.
Surpresa da Aston Martin no top 6
A Aston Martin surpreendeu ao colocar seus dois pilotos no Q3. Fernando Alonso, com sua experiência, garantiu a quinta posição, enquanto Lance Stroll ficou em sexto. O resultado é um marco para a equipe, que vinha lutando para se manter entre as cinco primeiras no campeonato. O carro da Aston Martin se adaptou bem às características de Hungaroring, com boa tração nas curvas lentas.
- Pontos fortes da Aston Martin na classificação:
- Ajustes aerodinâmicos que favoreceram o desempenho em curvas.
- Trabalho eficiente da equipe nos boxes para otimizar as voltas.
- Experiência de Alonso em pistas técnicas como a Hungria.
- Stroll aproveitou a confiança para igualar o ritmo do companheiro.
O desempenho da dupla da Aston Martin reacende as esperanças de pódios para a equipe, que busca se consolidar como uma força intermediária no grid.
Desafios para os favoritos
Max Verstappen, líder do campeonato, enfrentou um dia difícil. Sua oitava posição no grid é um reflexo de problemas com o acerto da Red Bull, que não conseguiu encontrar a velocidade ideal. Apesar disso, o holandês segue como favorito para a corrida, dado seu histórico de recuperações em Hungaroring.
Lewis Hamilton, por outro lado, teve mais um dia frustrante. Eliminado no Q2 com a 12ª posição, o heptacampeão enfrenta uma temporada de altos e baixos na Ferrari. Sua eliminação precoce reforça as dificuldades da equipe em acertar o carro para todos os circuitos.
- Eliminados no Q2:
- Oliver Bearman (Haas)
- Lewis Hamilton (Ferrari)
- Carlos Sainz (Williams)
- Franco Colapinto (Alpine)
- Andrea Kimi Antonelli (Mercedes)
A eliminação de pilotos experientes como Hamilton e Sainz abriu espaço para novatos como Bortoleto brilharem, mostrando a competitividade da nova geração.
O que esperar da corrida
O Grande Prêmio da Hungria é conhecido por ser uma corrida de estratégia, com poucas oportunidades de ultrapassagem. A pole de Leclerc lhe dá uma vantagem significativa, mas a proximidade dos tempos da McLaren sugere uma disputa acirrada. Bortoleto, largando em sétimo, tem chances reais de pontuar, especialmente se mantiver o ritmo mostrado na classificação.
A pista húngara, com 4,381 km e 14 curvas, exige precisão e paciência. A meteorologia prevê tempo seco, o que pode favorecer equipes como Ferrari e McLaren, que mostraram bom desempenho em condições estáveis. A Red Bull, apesar do resultado abaixo do esperado, deve apostar em uma estratégia agressiva para Verstappen.
- Chaves para a vitória na Hungria:
- Boa largada para evitar tráfego nas primeiras voltas.
- Gerenciamento de pneus, especialmente nas curvas lentas.
- Estratégia de pit stops, crucial em uma pista de difícil ultrapassagem.
- Aproveitar eventuais erros dos líderes na largada.
Ascensão brasileira na Fórmula 1
O desempenho de Bortoleto coloca o Brasil em evidência na Fórmula 1. Desde os tempos de Felipe Massa, o país não via um piloto com tanto potencial em sua temporada de estreia. O jovem de 20 anos, que já venceu a Fórmula 3 e foi destaque na Fórmula 2, está aproveitando a oportunidade na Kick Sauber para mostrar seu talento.
Sua trajetória é marcada por uma rápida adaptação à categoria principal. Em entrevistas recentes, Bortoleto destacou a importância do trabalho em equipe e dos ajustes no carro para alcançar resultados como o da Hungria. O sétimo lugar no grid é um sinal de que o Brasil pode voltar a sonhar com pódios e vitórias no futuro.
História do GP da Hungria
O circuito de Hungaroring é um dos mais tradicionais do calendário da Fórmula 1, sediando corridas desde 1986. Conhecido como o “Mônaco sem muros”, por sua dificuldade de ultrapassagem, o traçado exige precisão e estratégia. Lewis Hamilton é o maior vencedor da prova, com oito vitórias, mas sua eliminação no Q2 reduz suas chances em 2025.
A corrida de 2025 marca a 40ª edição do GP da Hungria, com expectativa de um público recorde. A presença de pilotos como Bortoleto e a competitividade entre Ferrari, McLaren e Red Bull tornam a prova um dos pontos altos da temporada.
- Curiosidades sobre o GP da Hungria:
- Primeira corrida de F1 atrás da Cortina de Ferro, em 1986.
- Hamilton venceu em 2007, 2009, 2012, 2013, 2016, 2018, 2019 e 2020.
- A pista tem 70 voltas, totalizando 306,63 km de corrida.
- A média de velocidade dos líderes é de cerca de 200 km/h.
O GP da Hungria promete ser um marco para Bortoleto e um teste decisivo para as equipes que brigam pelo topo do campeonato.
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