Na noite de 6 de agosto de 2025, a Ligga Arena, em Curitiba, foi palco de um confronto eletrizante entre Athletico-PR e São Paulo, pelo jogo de volta das oitavas de final da Copa do Brasil. O Athletico venceu por 3 a 0 no tempo normal, igualando o placar agregado após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida. A decisão foi para os pênaltis, onde o Furacão garantiu a classificação às quartas de final com precisão nas cobranças. O jogo foi marcado por uma expulsão precoce do goleiro Rafael, aos 4 minutos, o que forçou o Athletico a jogar com um a menos, mas a equipe da casa superou as adversidades com garra e apoio da torcida. A partida, que terminou aos 48 minutos do segundo tempo, destacou a resiliência do Athletico e a resistência do São Paulo, que não conseguiu reverter a desvantagem numérica.
A intensidade do jogo foi evidente desde o início. O Athletico dominou a posse de bola, explorando as laterais com Leozinho e Viveros, enquanto o São Paulo, com um jogador a menos, apostou em uma defesa sólida e contra-ataques esporádicos. A torcida athleticana criou um ambiente de pressão, empurrando o time até a decisão nos pênaltis.
• Momentos-chave do jogo:
• Expulsão de Rafael aos 4 minutos, mudando a dinâmica da partida.
• Gol de Esquivel aos 23’ do segundo tempo, com desvio de Renan Peixoto.
• Chances desperdiçadas por ambos os lados, com destaque para Dudu e Luciano.
• Disputa de pênaltis decidida pela precisão do Athletico.
Início com expulsão e pressão
O Athletico entrou em campo determinado a reverter o placar do jogo de ida. Aos 4 minutos, uma falha defensiva do São Paulo deixou Viveros cara a cara com o gol, mas o goleiro Rafael cometeu falta e foi expulso, deixando o Furacão com dez jogadores. Apesar da desvantagem, o time da casa manteve a posse de bola e buscou jogadas pelas pontas, com cruzamentos para a área. O São Paulo, por sua vez, organizou-se defensivamente, com Léo e Sabino protegendo a área de Jandrei.
O primeiro tempo foi truncado, com muitas faltas e poucas chances claras. O Athletico apostou em lançamentos longos, mas esbarrou na falta de precisão. Já o São Paulo, com um a menos, priorizou a contenção, sem criar oportunidades significativas.
Segundo tempo decisivo
A etapa complementar trouxe mais emoção. Aos 23 minutos, o Athletico abriu o placar. Um lançamento da direita encontrou Mendoza, que rolou para Esquivel. O zagueiro finalizou cruzado, e a bola desviou em Renan Peixoto, enganando Jandrei. O gol incendiou a Ligga Arena, com o Furacão pressionando pelo empate no agregado.
Leozinho, que entrou no intervalo, foi crucial no ataque athleticano. O jovem driblou Enzo Díaz em várias ocasiões, criando chances pela ponta direita. Aos 35 minutos, Dudu desperdiçou uma oportunidade clara para o São Paulo, com o gol aberto, mas a finalização saiu fraca. Nos acréscimos, Ferraresi quase marcou para o Tricolor em um lance de bola longa, mas Santos, substituto de Rafael, segurou firme.
• Principais lances do segundo tempo:
• 23’: Gol do Athletico, com Esquivel e desvio de Renan Peixoto.
• 35’: Dudu perde chance com o gol livre.
• 40’: Cabeceio fraco de Renan Peixoto facilita defesa de Jandrei.
• 45’: Ferraresi quase marca em lançamento longo.
• 48’: Fim do tempo normal, com empate no agregado.
Estratégia e substituições
O Athletico dominou as ações ofensivas, mesmo com um jogador a menos. Leozinho e Viveros exploraram as laterais, enquanto Mendoza trouxe velocidade. As substituições, como a entrada de Giuliano e Renan Peixoto, reforçaram o ataque. O São Paulo, por outro lado, apostou em mudanças defensivas, com Sabino e Tapia entrando para segurar o resultado. A falta de força ofensiva, porém, limitou o Tricolor a lances esporádicos.
Jandrei, apesar de um cartão amarelo por retardar o jogo, foi importante com defesas seguras. No entanto, a pressão do Athletico foi constante, com cruzamentos e jogadas pelas pontas desafiando a defesa tricolor.
Disputa nos pênaltis
Com o empate por 3 a 0 no tempo normal, a vaga nas quartas de final foi decidida nos pênaltis. O Athletico mostrou calma e precisão, enquanto o São Paulo desperdiçou cobranças cruciais. Mendoza, Esquivel e Giuliano converteram para o Furacão, enquanto Jandrei, Tapia e Sabino falharam pelo Tricolor. A torcida explodiu em festa na Ligga Arena com a classificação do Athletico.
• Destaques dos pênaltis:
• Mendoza: Gol para o Athletico.
• Jandrei: Pênalti perdido pelo São Paulo.
• Esquivel: Gol para o Athletico.
• Sabino: Pênalti perdido pelo São Paulo.
• Giuliano: Gol decisivo para o Furacão.
Atuações em destaque
Leozinho foi o grande nome do Athletico, com dribles desconcertantes e jogadas perigosas pela direita. Esquivel, além do gol no tempo normal, foi decisivo nos pênaltis. Mendoza também brilhou, com assistências e uma cobrança convertida. Pelo São Paulo, Jandrei fez defesas importantes, mas não evitou a derrota nas penalidades. Léo e Pablo Maia se destacaram na defesa, mas a falta de criatividade no ataque limitou o Tricolor.
Minutagem dos principais lances
O jogo foi marcado por momentos de alta tensão, com lances que definiram o rumo da partida. A seguir, os principais momentos:
• 4’ (1T): Expulsão de Rafael após falta em Viveros, deixando o Athletico com dez jogadores.
• 23’ (2T): Gol do Athletico, com Esquivel finalizando e Renan Peixoto desviando.
• 35’ (2T): Dudu desperdiça chance clara para o São Paulo, com o gol aberto.
• 46’ (2T): Jandrei recebe cartão amarelo por retardar o jogo.
• Pênaltis: Athletico converte com Mendoza, Esquivel e Giuliano, enquanto São Paulo perde com Jandrei, Tapia e Sabino.
Resiliência do Furacão
Mesmo com a expulsão precoce, o Athletico mostrou força mental. A equipe circulou a bola com paciência, apostando em jogadas pelas pontas e cruzamentos. A entrada de Leozinho no intervalo trouxe novo fôlego, enquanto a solidez defensiva de Esquivel e Santos, que substituiu Rafael, garantiu segurança. A torcida, que lotou a Ligga Arena, foi um fator extra, empurrando o time até a vitória nos pênaltis.
Limitações do São Paulo
O São Paulo entrou em campo com a vantagem do jogo de ida, mas a expulsão de Rafael complicou a estratégia. A equipe priorizou a defesa, com Léo e Sabino formando uma barreira sólida. No entanto, a falta de agressividade ofensiva foi evidente, com Luciano e Ferreira pouco inspirados. As substituições, como Tapia e Pablo Maia, não conseguiram mudar o panorama, e os erros nos pênaltis selaram a eliminação.
Atmosfera na Ligga Arena
A torcida do Athletico foi um espetáculo à parte, criando um caldeirão na Ligga Arena. Os cânticos e a pressão constante desafiaram o São Paulo, especialmente nos momentos de maior dificuldade. O apoio foi crucial para manter o Furacão focado, mesmo com um jogador a menos, até a decisão nos pênaltis.
