A nova onda de frio que avança sobre o Brasil a partir desta sexta-feira, 8 de agosto de 2025, promete derrubar as temperaturas em pelo menos nove estados do Centro-Sul, enquanto áreas do Norte enfrentam chuvas intensas sob alerta amarelo emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A massa de ar polar, considerada a quinta do ano, deve trazer mínimas abaixo de 10°C em capitais como São Paulo e Curitiba, além de risco de geadas em regiões serranas e no Mato Grosso do Sul. Simultaneamente, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) intensifica precipitações no Amazonas, Roraima e Pará, com acumulados que podem superar 60 mm, suficientes para causar alagamentos. O fenômeno, que se estende até a próxima quarta-feira, 13 de agosto, exige atenção de moradores e autoridades devido aos impactos no agronegócio, na mobilidade urbana e na saúde pública.
O sistema de alta pressão associado à massa polar começa a influenciar o clima já nesta sexta, com quedas significativas de temperatura no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. No Norte, as chuvas intensas resultam da combinação de calor, umidade e a ação da ZCIT, que favorece temporais. A previsão detalhada da Climatempo aponta que o frio será mais rigoroso a partir de sábado, com possibilidade de friagem em estados como Acre e Rondônia.
- Estados afetados pelo frio: Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, sul do Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, sul do Mato Grosso e sul de Goiás.
- Áreas com chuva intensa: norte e oeste do Pará, Amazonas e Roraima.
- Risco de geada: serras gaúcha e catarinense, interior paulista e sul de Minas Gerais.
- Período de maior intensidade: sábado (9) e domingo (10).
Onda de frio no Centro-Sul
A massa de ar polar que chega ao Brasil é classificada como uma das mais intensas de 2025, com potencial para derrubar as temperaturas em até 5°C abaixo da média em diversas regiões. No Rio Grande do Sul, as máximas não devem ultrapassar 14°C nesta sexta, enquanto Curitiba registra mínimas de 10°C. A partir de sábado, o frio se intensifica, com termômetros marcando abaixo de 10°C em todas as capitais do Sul. Porto Alegre, por exemplo, pode amanhecer com 6°C na quarta-feira, enquanto Florianópolis terá mínimas de 8°C.
No Sudeste, São Paulo sente os efeitos do frio já no fim de semana, com mínimas de 8°C no domingo. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, também terá amanheceres gelados, com termômetros na casa dos 11°C. O sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro enfrentam quedas menos drásticas, mas ainda significativas, com possibilidade de chuva leve no litoral fluminense.
A Climatempo destaca que essa onda de frio é marcada por uma sequência prolongada de dias com temperaturas baixas, algo incomum para agosto, mês que historicamente apresenta tardes mais quentes no Centro-Oeste e Sudeste. A persistência do sistema de alta pressão subtropical do Atlântico Sul impede a rápida dissipação do ar frio, prolongando o evento até meados da próxima semana.
Risco de geadas ameaça agricultura
As baixas temperaturas previstas para o fim de semana aumentam o risco de geadas, especialmente nas regiões serranas do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além do sul do Mato Grosso do Sul. O fenômeno, que ocorre quando a umidade do ar se condensa em superfícies expostas a temperaturas próximas de 0°C, pode impactar culturas sensíveis, como hortaliças e frutíferas.
- Áreas mais vulneráveis: serras gaúcha e catarinense, planalto catarinense e sul de Mato Grosso do Sul.
- Culturas em risco: milho de segunda safra, café e hortaliças.
- Medidas preventivas: uso de cobertura vegetal e irrigação controlada para minimizar danos.
- Período crítico: manhãs de sábado e domingo, com temperaturas abaixo de 5°C em áreas altas.
No interior de São Paulo, cidades como Campinas e o Vale do Paraíba podem registrar geadas fracas, enquanto a Serra da Mantiqueira enfrenta condições mais severas. O Inmet alerta que a combinação de frio intenso e baixa umidade relativa do ar pode elevar as taxas de evapotranspiração, exigindo cuidados extras no manejo agrícola.
Produtores rurais já se mobilizam para proteger suas lavouras. Técnicas como a queima de materiais orgânicos para elevar a temperatura local e a aplicação de irrigação noturna estão sendo recomendadas por especialistas. A última onda de frio, em julho, causou perdas significativas em plantações de milho e café no Paraná e em Mato Grosso do Sul, o que eleva a preocupação com o novo evento.
Chuvas intensas no Norte
Enquanto o Centro-Sul enfrenta o frio, o Norte do Brasil lida com chuvas intensas, impulsionadas pela Zona de Convergência Intertropical. Amazonas, Roraima e o norte do Pará estão sob alerta amarelo do Inmet, com previsão de acumulados superiores a 60 mm até segunda-feira. Essas precipitações, acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento, podem causar alagamentos em áreas urbanas e deslizamentos em encostas.
Manaus, Boa Vista e Belém devem registrar pancadas de chuva ao longo do fim de semana, com maior intensidade no domingo. A Climatempo aponta que a combinação de calor e alta umidade mantém as condições para temporais, especialmente à tarde. Em contrapartida, áreas como o sul do Amazonas, Acre e Rondônia enfrentam tempo seco, com umidade relativa do ar abaixo de 30%, aumentando o risco de queimadas.
- Regiões sob alerta: norte e oeste do Pará, Amazonas e Roraima.
- Riscos associados: alagamentos, trovoadas e rajadas de vento de até 60 km/h.
- Recomendações: evitar áreas abertas durante temporais e monitorar encostas.
A ZCIT, principal responsável pelas chuvas, é um sistema meteorológico que promove o encontro de ventos úmidos na região equatorial. Sua posição mais ao sul neste período intensifica as precipitações no norte do Brasil, enquanto áreas mais ao sul da região, como Tocantins, permanecem secas.
Impactos na mobilidade e saúde
O frio intenso no Centro-Sul e as chuvas no Norte trazem desafios para a mobilidade urbana e a saúde pública. No Sul, a formação de nevoeiro nas manhãs de sábado e domingo pode reduzir a visibilidade em rodovias, exigindo atenção redobrada de motoristas. Em São Paulo, a baixa umidade relativa do ar, que pode cair para 20% no interior, aumenta o risco de problemas respiratórios, especialmente em crianças e idosos.
No Norte, as chuvas intensas podem comprometer o tráfego em cidades como Manaus, onde alagamentos são frequentes em períodos de precipitação volumosa. O Inmet recomenda que a população evite áreas de risco, como encostas e ruas inundadas, e desligue aparelhos elétricos durante temporais para prevenir acidentes.
- Cuidados no Sul: uso de agasalhos, aquecedores e atenção ao dirigir em nevoeiro.
- Cuidados no Norte: evitar áreas alagadas e monitorar alertas meteorológicos.
- Impactos na saúde: aumento de casos de gripes e alergias respiratórias.
Previsão para os próximos dias
A onda de frio deve atingir seu pico de intensidade entre sábado e domingo, com temperaturas mínimas mais baixas no Centro-Sul. No Norte, as chuvas persistem até pelo menos segunda-feira, com possibilidade de acumulados expressivos em áreas isoladas. A partir de terça-feira, 12 de agosto, as temperaturas começam a subir gradualmente no Sul e Sudeste, mas o frio ainda pode persistir em áreas serranas.
No Mato Grosso do Sul, a friagem deve se estender até quarta-feira, com mínimas de 11°C em Campo Grande. No Norte, a ZCIT pode manter chuvas esparsas em Roraima e Amazonas até o fim da próxima semana, embora com menor intensidade. A Climatempo alerta que a transição para temperaturas mais amenas no Centro-Sul pode ser acompanhada de ventos moderados, especialmente no litoral do Rio Grande do Sul.
- Dias mais frios: 9 e 10 de agosto, com mínimas abaixo de 10°C no Sul.
- Dias mais chuvosos: 9 a 11 de agosto, com acumulados acima de 60 mm no Norte.
- Tendência: elevação gradual das temperaturas a partir de 12 de agosto.
Medidas preventivas para enfrentar os extremos
Autoridades e especialistas recomendam uma série de ações para minimizar os impactos do frio e das chuvas. No Centro-Sul, a proteção de culturas agrícolas e o reforço no fornecimento de energia para aquecimento são prioridades. No Norte, a limpeza de bueiros e a manutenção de sistemas de drenagem urbana são essenciais para evitar alagamentos.
A população deve se preparar para os extremos climáticos, adotando medidas como o uso de roupas adequadas no Sul e a atenção a alertas meteorológicos no Norte. O Inmet reforça a importância de acompanhar as atualizações diárias, já que as condições podem mudar rapidamente devido à dinâmica dos sistemas meteorológicos.
- Para o frio: manter ambientes aquecidos e proteger grupos vulneráveis.
- Para as chuvas: evitar deslocamentos durante temporais e monitorar rios.
- Para o agronegócio: adotar técnicas de proteção contra geadas e inundações.

