Ex-Ferrari Alesi ataca Hamilton: “Senna e Schumacher nunca diriam isso”
Jean Alesi, ex-piloto da Ferrari entre 1991 e 1995, criticou duramente as declarações de Lewis Hamilton após o GP da Hungria de 2025, realizado em 3 de agosto, em Hungaroring. O heptacampeão mundial, frustrado com sua eliminação no Q2 e a 12ª colocação na corrida, chamou-se de “inútil” e sugeriu que a Ferrari trocasse de piloto, o que gerou desconforto na equipe italiana. Alesi, em sua coluna no jornal italiano Corriere della Sera, classificou a atitude como desmoralizante para os membros da escuderia e comparou Hamilton a lendas como Ayrton Senna e Michael Schumacher, que, segundo ele, jamais adotariam tal postura. A crítica também se estendeu a Charles Leclerc, que, apesar de largar na pole, terminou em quarto devido a problemas técnicos. A Ferrari, vice-líder no Mundial de Construtores, enfrenta questionamentos sobre sua consistência, especialmente após uma corrida marcada por quedas de rendimento. O episódio reacende debates sobre a adaptação de Hamilton à equipe e a pressão sobre os pilotos em um circuito historicamente favorável à escuderia.
A fala de Hamilton, captada após a classificação, ecoou no paddock e entre os fãs, gerando reações mistas. Enquanto alguns elogiaram sua honestidade, outros, como Alesi, viram o comentário como prejudicial ao moral da equipe. O francês, que viveu anos desafiadores na Ferrari, destacou a importância de uma postura positiva para motivar engenheiros e mecânicos.
- Declarações de Hamilton: O piloto se descreveu como “inútil” e sugeriu substituição após o Q2.
- Contexto da Ferrari: A equipe esperava um bom resultado com a nova suspensão traseira da SF-25.
- Repercussão interna: Frédéric Vasseur, chefe da equipe, tentou minimizar o impacto das palavras.
- Comparação com lendas: Alesi citou Senna e Schumacher como exemplos de liderança positiva.
O GP da Hungria, última etapa antes da pausa de verão da Fórmula 1, expôs fragilidades da Ferrari, que não conseguiu capitalizar a pole de Leclerc nem a experiência de Hamilton, maior vencedor da pista com oito triunfos.
Reações à postura de Hamilton
A declaração de Hamilton gerou um debate acalorado no mundo da Fórmula 1. Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, defendeu o piloto, atribuindo as palavras à frustração momentânea após a classificação. Ele destacou que Hamilton, aos 40 anos, mantém uma mentalidade competitiva e que a equipe trabalha para alinhar o carro ao seu estilo de pilotagem. Charles Leclerc, companheiro de Hamilton, também saiu em defesa do britânico, enfatizando sua dedicação e a pressão inerente a correr pela Ferrari.
Por outro lado, figuras como Bernie Ecclestone e Ralf Schumacher questionaram a motivação de Hamilton, sugerindo que sua idade pode estar impactando o desempenho. Johnny Herbert, ex-piloto e comissário da FIA, reforçou essa visão, apontando que pequenos erros e reflexos mais lentos são sinais naturais do tempo, mesmo para um heptacampeão.
- Apoio interno: Vasseur e Leclerc minimizaram as críticas, focando na evolução da equipe.
- Críticas externas: Ecclestone e Schumacher sugerem que Hamilton pode estar perto da aposentadoria.
- Análise de Herbert: A idade de Hamilton, 40 anos, pode influenciar erros sutis na pista.
O contraste entre o apoio interno e as críticas externas evidencia a pressão sobre Hamilton em sua primeira temporada com a Ferrari, especialmente após a expectativa gerada por sua transferência da Mercedes.
Problemas técnicos no GP da Hungria
A corrida em Hungaroring revelou desafios técnicos que comprometeram o desempenho da Ferrari. Charles Leclerc, que largou na pole, perdeu ritmo nas voltas finais, sendo ultrapassado por Lando Norris, Oscar Piastri e George Russell. Uma teoria levantada por Russell sugere que o desgaste excessivo da prancha do assoalho do carro de Leclerc foi o principal fator, forçando o monegasco a pilotar de forma conservadora para evitar uma possível desclassificação.
Hamilton, por sua vez, não conseguiu progredir na corrida, terminando na mesma 12ª posição de largada. A Ferrari introduziu uma nova suspensão traseira na SF-25 para o GP da Hungria, mas os resultados não corresponderam às expectativas. Frédéric Vasseur admitiu que a equipe ainda investiga as causas da queda de rendimento, mas confirmou que não haverá mais atualizações significativas no carro em 2025, com o foco já voltado para o regulamento de 2026.
- Desgaste do assoalho: Leclerc enfrentou problemas que limitaram seu ritmo na corrida.
- Nova suspensão: A SF-25 foi atualizada, mas não entregou o desempenho esperado.
- Foco em 2026: A Ferrari prioriza o desenvolvimento do carro para o novo regulamento.
- Histórico de Hamilton: O piloto tem oito vitórias em Hungaroring, mas não brilhou em 2025.
A combinação de problemas técnicos e a pressão sobre os pilotos intensificou as críticas à Ferrari, especialmente entre os tifosi, que esperavam um desempenho mais dominante em um circuito favorável.
Contexto histórico da Ferrari em Hungaroring
O circuito de Hungaroring é um marco na história da Ferrari, com sete vitórias, a última em 2017 com Sebastian Vettel. A pista, conhecida por suas curvas sinuosas e dificuldade de ultrapassagem, favorece carros com boa tração, como a SF-25. No entanto, a edição de 2025 foi marcada por frustrações, com Leclerc e Hamilton incapazes de capitalizar a força do carro no sábado.
Alesi, em sua análise, descreveu o fim de semana como uma “comédia italiana que virou filme de terror”, destacando a inconsistência da Ferrari entre a classificação e a corrida. A equipe, que ocupa a vice-liderança no Mundial de Construtores com 248 pontos, atrás da McLaren (516 pontos), enfrenta pressão para manter a competitividade antes da pausa de verão.
- Histórico da Ferrari: Sete vitórias em Hungaroring, com destaque para 2017.
- Circuito exigente: Traçado de 4,381 km com 14 curvas dificulta ultrapassagens.
- Vice-liderança: Ferrari tem 248 pontos, mas está distante da McLaren.
A performance abaixo do esperado reacendeu discussões sobre a gestão da equipe e a capacidade de seus pilotos de extrair o máximo do carro em corridas cruciais.
Pressão sobre Hamilton e Leclerc
A temporada de 2025 tem sido desafiadora para Hamilton, que ainda não conquistou pódios ou vitórias com a Ferrari. Com 109 pontos, ele ocupa a sexta posição no Mundial de Pilotos, atrás de Leclerc, que soma 139 pontos e cinco pódios. A adaptação de Hamilton ao SF-25 tem sido mais lenta do que o esperado, especialmente em comparação com sua última temporada na Mercedes, quando acumulou 125 pontos em 13 corridas.
Leclerc, por outro lado, tem sido o principal destaque da Ferrari, com consistência nas classificações e corridas. Sua pole em Hungaroring foi um ponto alto, mas a queda de rendimento na corrida gerou críticas, inclusive de Alesi, que apontou a incapacidade da equipe de manter o desempenho de sábado para domingo.
- Desempenho de Hamilton: 109 pontos, sem pódios em 14 corridas.
- Destaque de Leclerc: 139ள
System: 139 pontos, cinco pódios em 2025.
- Pressão dos tifosi: Fãs da Ferrari esperavam impacto imediato de Hamilton.
- Adaptação lenta: Hamilton enfrenta dificuldades para se ajustar ao SF-25.
A Ferrari agora se prepara para o GP dos Países Baixos, entre 29 e 31 de agosto, buscando soluções para os problemas técnicos e maior consistência na segunda metade da temporada.
Expectativas para a próxima etapa
Com a pausa de verão após o GP da Hungria, a Ferrari planeja testes intensivos para alinhar o carro ao estilo de pilotagem de Hamilton e otimizar o desempenho de Leclerc. Frédéric Vasseur destacou a dedicação dos pilotos e a evolução da SF-25 em relação à temporada anterior, mas reconheceu que a equipe precisa de maior consistência para competir com a McLaren, que lidera o Mundial de Construtores com cinco vitórias em 2025.
O circuito de Zandvoort, palco do próximo GP, apresenta desafios diferentes, com curvas de alta velocidade que testarão as atualizações da Ferrari. Hamilton, com sua experiência, é visto como peça-chave para recuperar o terreno perdido, enquanto Leclerc busca manter sua consistência.
- Testes de agosto: Ferrari planeja ajustes no carro durante a pausa.
- Circuito de Zandvoort: Traçado exigirá maior velocidade e estabilidade.
- Concorrência forte: McLaren lidera com 516 pontos no Mundial de Construtores.
- Foco na recuperação: Hamilton e Leclerc buscam melhores resultados.
A pressão sobre a Ferrari aumenta, com os tifosi esperando que a equipe transforme seu potencial em resultados concretos na reta final da temporada.
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