Uma explosão de grandes proporções abalou Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, na manhã desta terça-feira, 12 de agosto de 2025, por volta das 5h50. O incidente ocorreu na fábrica de explosivos Enaex Brasil, localizada no quilômetro 1 da BR-116, deixando pelo menos 15 pessoas feridas e sete desaparecidas, segundo o Corpo de Bombeiros. O estrondo, captado por câmeras de segurança, provocou danos estruturais em residências, comércios e empresas de cidades vizinhas, como Piraquara, Colombo e Campina Grande do Sul. A fumaça densa foi vista a quilômetros de distância, gerando pânico entre moradores. A empresa, que opera 24 horas, evacuou o local, e as autoridades investigam as causas do acidente. Equipes de resgate, incluindo o Grupo de Operações de Socorro Tático, trabalham em condições de alto risco devido ao material explosivo presente.
O impacto da explosão reverberou por toda a região, com relatos de vidros quebrados e tetos danificados. Moradores descreveram o susto ao ouvir o barulho, comparado a um trovão intenso. A operação de resgate enfrenta desafios devido à natureza perigosa do ambiente.
- Danos materiais: Casas e comércios sofreram rachaduras e quebras de vidros.
- Mobilização: Bombeiros, Polícia Militar e equipes médicas atuam no local.
- Risco contínuo: Material explosivo exige cautela nas buscas.
A Enaex Brasil, antiga Britanite, é referência na produção de explosivos e serviços de fragmentação de rocha, mas já enfrentou incidentes semelhantes no passado, como uma explosão em 2004 que resultou em vítimas fatais.
Detalhes do incidente
O acidente ocorreu em uma área de armazenamento de materiais explosivos, conforme informado pela capitã Luisiana, do Corpo de Bombeiros. A explosão gerou focos de incêndio, que foram controlados por volta das 7h35. As equipes de resgate priorizam a busca pelos sete trabalhadores desaparecidos, todos do turno noturno. A operação é delicada, já que o risco de novas detonações permanece. A fábrica foi completamente evacuada, e a área foi isolada pela Brigada de Incêndio da própria empresa antes da chegada dos bombeiros.
A força do estrondo foi sentida em um raio de vários quilômetros, afetando cidades como Pinhais e Bocaiúva do Sul, além das já mencionadas. Vídeos de moradores mostram o momento exato da explosão, com um som grave seguido de tremores. Imagens aéreas revelaram uma densa coluna de fumaça, visível de pontos distantes da Região Metropolitana de Curitiba.
Reações da comunidade
Moradores de Quatro Barras e arredores relataram momentos de tensão. Muitos acordaram com o barulho e, ao saírem de casa, encontraram vidros quebrados, portas danificadas e rachaduras nas paredes.
- Rosana de Fátima, moradora local, relatou que o forro de sua casa desabou.
- Arnoldo Ferreira, de Piraquara, registrou vidros estilhaçados em seu comércio.
- Fabiano Chence, de Colombo, descreveu o som como “um terremoto”.
- Elessandra Amaral, fotógrafa, capturou imagens da fumaça densa no céu.
A comunidade se mobilizou nas redes sociais, compartilhando vídeos e fotos dos estragos. A Prefeitura de Quatro Barras orientou os moradores a evitarem a região próxima à fábrica e a seguirem comunicados oficiais. A Defesa Civil foi acionada para avaliar os danos estruturais em edificações afetadas, especialmente em áreas residenciais próximas ao km 1 da BR-116.
Histórico da Enaex Brasil
A Enaex Brasil, anteriormente conhecida como Britanite, é uma das principais empresas do setor de explosivos no país, com atuação destacada desde 2017, quando assumiu a liderança de mercado em produção de explosivos e serviços de desmonte de rochas. A unidade de Quatro Barras opera 24 horas, o que explica a presença de trabalhadores no momento do incidente.
O histórico da empresa, no entanto, inclui episódios trágicos. Em 2004, uma explosão na mesma unidade resultou na morte de quatro pessoas e deixou um trabalhador com lesões graves, incluindo a amputação das mãos. Esse precedente levanta questões sobre os protocolos de segurança da fábrica, que agora serão investigados pelas autoridades.
- Incidentes anteriores: Explosão em 2004 causou quatro mortes.
- Operação contínua: Turnos 24 horas aumentam riscos em áreas sensíveis.
- Liderança de mercado: Empresa é referência em explosivos desde 2017.
Esforços de resgate
O Corpo de Bombeiros mobilizou seis deslocamentos principais, incluindo caminhões, ambulâncias e viaturas de comando. O Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) foi enviado para liderar as buscas pelos desaparecidos. A capitã Luisiana destacou a complexidade da operação, que exige cuidados extremos devido ao material explosivo remanescente.
As equipes médicas do Siate e do Samu atendem as vítimas feridas, mas ainda não há informações detalhadas sobre o estado de saúde. A prioridade é localizar os sete desaparecidos, que podem estar em áreas de difícil acesso dentro da fábrica. A Arteris Sul Litoral, concessionária responsável pela BR-116, informou que o tráfego na rodovia segue normal, mas técnicos acompanham a situação para garantir a segurança.
Impacto regional
A explosão não apenas afetou Quatro Barras, mas também gerou reflexos em cidades próximas. Em Piraquara, relatos indicam vidros quebrados em residências e comércios. Colombo registrou tremores leves, enquanto Campina Grande do Sul teve relatos de moradores que confundiram o barulho com uma tempestade.
- Piraquara: Danos em janelas e portas de vidro.
- Colombo: Moradores relataram tremores leves.
- Campina Grande do Sul: Estrondo confundido com trovão.
- Bocaiúva do Sul: Fumaça visível a quilômetros.
A fumaça densa, visível de longe, reforçou o clima de apreensão. A Defesa Civil trabalha para mapear os danos e oferecer suporte às famílias afetadas. A Enaex Brasil informou que está apurando as causas do acidente e colaborando com as autoridades, mas ainda não divulgou um comunicado oficial detalhado.
Medidas de segurança e investigação
As autoridades competentes, incluindo a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, iniciaram os procedimentos para investigar as causas da explosão. A área permanece isolada, e peritos devem avaliar o local assim que as condições permitirem. A presença de material explosivo exige protocolos rigorosos, o que pode atrasar a perícia.
A Enaex Brasil enfrenta pressão para esclarecer o incidente, especialmente diante de seu histórico. Especialistas em segurança industrial apontam que fábricas de explosivos demandam medidas preventivas robustas, como manutenção regular de equipamentos e treinamentos frequentes para os funcionários. A investigação deve esclarecer se houve falhas nesses processos.
- Isolamento: Área da fábrica permanece interditada.
- Perícia: Avaliação depende da estabilização do local.
- Prevenção: Protocolos de segurança estão sob escrutínio.
A população aguarda informações sobre os desaparecidos e o estado das vítimas. A mobilização das equipes de resgate e a resposta da empresa serão determinantes para mitigar os impactos do incidente e evitar novos episódios.
