Turistas alemães assaltados e deixados nus em Copacabana, abandonam viagem ao Rio e voltam à AlemanhaPor Beatriz
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Dois turistas alemães foram assaltados e deixados nus na Avenida Atlântica, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, na madrugada de 20 de agosto de 2025. As vítimas, em sua primeira visita à cidade, tiveram todos os pertences roubados, incluindo roupas, celulares e cartões, enquanto caminhavam na orla. O crime, presenciado por um amigo, chocou pela ousadia e gerou constrangimento, levando os jovens a anteciparem o retorno à Alemanha. Agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) localizaram os suspeitos em uma farmácia, recuperaram os itens roubados e prenderam os responsáveis em flagrante. O caso expõe os desafios de segurança em áreas turísticas e reforça a necessidade de ações preventivas.
Os turistas, hospedados em um Airbnb, haviam planejado permanecer no Rio por mais uma semana. O incidente, no entanto, mudou seus planos. Abalados, eles decidiram voltar para casa, temendo pela segurança após a experiência traumática.
- Detalhes do crime: O assalto ocorreu na Avenida Atlântica, ponto turístico movimentado.
- Ação policial: A Seop agiu rapidamente, encontrando os suspeitos em poucos minutos.
- Impacto nas vítimas: O constrangimento levou à interrupção da viagem.
- Pertences recuperados: Roupas, celulares e cartões foram devolvidos aos turistas.
Reação imediata das autoridades
A resposta da Secretaria de Ordem Pública foi ágil. Após encontrarem os turistas desorientados e sem roupas na Rua Santa Clara, os agentes da Coordenadoria de Ações Integradas (Cati) prestaram assistência e iniciaram buscas na região. Em poucos minutos, localizaram os suspeitos, Renan Dantas dos Santos, de 22 anos, e Cleiton Valle da Silva Veríssimo, de 25 anos, em uma farmácia na Avenida Nossa Senhora de Copacabana. Eles usavam os cartões das vítimas para fazer compras.
Os criminosos foram presos em flagrante. Um deles tentou fugir durante a abordagem, mas foi capturado. Na delegacia, as vítimas reconheceram os suspeitos, que agora respondem por furto, com pena prevista de um a quatro anos de prisão. Todos os pertences roubados foram devolvidos.
- Prisão dos suspeitos: Renan e Cleiton foram detidos em uma farmácia.
- Acusação formal: Eles enfrentam charges por furto qualificado.
- Recuperação de itens: As vítimas tiveram seus pertences restituídos.
- Delegacia especializada: O caso foi registrado na Deat, focada em crimes contra turistas.
Impacto na imagem do Rio
O assalto gerou preocupação entre moradores e autoridades sobre a percepção internacional do Rio de Janeiro como destino turístico. Copacabana, um dos cartões-postais da cidade, enfrenta desafios recorrentes com a segurança. Em 2023, o bairro registrou aumento de 25% em roubos e 23% em furtos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ). Casos como esse reforçam a necessidade de reforço no policiamento.
Um funcionário do Airbnb onde os turistas estavam hospedados destacou o impacto do crime na imagem da cidade. Ele relatou o estado de choque das vítimas ao retornarem ao apartamento, descrevendo a situação como um “absurdo” que prejudica o turismo local.
- Estatísticas de violência: Copacabana teve alta significativa em crimes em 2023.
- Percepção turística: Incidentes violentos afastam visitantes internacionais.
- Depoimento local: Funcionários lamentam o impacto na imagem do Rio.
- Ação necessária: Moradores pedem mais segurança na orla.
Histórico de crimes contra turistas
Casos de violência contra turistas não são novidade no Rio. Em 2022, dois portugueses foram assaltados na mesma Avenida Atlântica, com um celular roubado por um ladrão de bicicleta. A rápida ação policial permitiu a recuperação do aparelho, mas os visitantes, traumatizados, também anteciparam o retorno. Em 2013, um grupo de dez alemães foi roubado em uma van a caminho do Corcovado, perdendo dinheiro e eletrônicos.
Outro caso marcante ocorreu em 2023, quando um fã da cantora Taylor Swift foi morto em Copacabana durante uma tentativa de assalto. Esses episódios evidenciam a vulnerabilidade de áreas turísticas e a necessidade de estratégias preventivas.
- Caso de 2022: Turistas portugueses deixaram o Rio após assalto.
- Incidente de 2013: Alemães foram roubados em van no Corcovado.
- Crime de 2023: Jovem morreu em tentativa de assalto na praia.
- Padrão recorrente: Áreas turísticas são alvos frequentes de criminosos.
Medidas de segurança em debate
A violência em Copacabana tem mobilizado discussões sobre segurança pública. O governo estadual anunciou cortes de R$ 5 bilhões no orçamento de 2025 para as polícias Civil e Militar, o que preocupa especialistas. Apesar da Operação Verão, que intensifica o policiamento na alta temporada, moradores relatam sensação de abandono em pontos específicos, como a esquina da Rua Hilário de Gouveia, conhecida como “Largo do Arrastão”.
Grupos de moradores, como os “Anjos da Guarda”, têm se organizado para alertar a polícia sobre atividades suspeitas. No entanto, iniciativas de “justiceiros” armados, que ganharam força em 2023, são criticadas por especialistas, que defendem ações estatais coordenadas.
- Cortes orçamentários: Redução de 41% no orçamento da PM em 2025.
- Operação Verão: Policiamento reforçado na alta temporada.
- Iniciativas locais: Moradores criam grupos de vigilância.
- Críticas a justiceiros: Especialistas condenam ações violentas de civis.
Perfil dos suspeitos
Renan Dantas dos Santos e Cleiton Valle da Silva Veríssimo, presos pelo assalto, têm 22 e 25 anos, respectivamente. Eles foram flagrados usando os cartões e celulares das vítimas, além de portarem as roupas roubadas. A identificação rápida foi possível graças à ação da Seop, que utilizou informações das vítimas para localizar os criminosos.
Na Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), os suspeitos foram reconhecidos e autuados. A pena por furto qualificado pode variar de um a quatro anos, mas a reincidência de crimes semelhantes na região levanta questões sobre a eficácia do sistema penal.
- Idade dos suspeitos: 22 e 25 anos, com histórico não divulgado.
- Modus operandi: Uso imediato de cartões roubados em compras.
- Local do flagrante: Farmácia na Avenida Nossa Senhora de Copacabana.
- Autuação: Suspeitos respondem por furto qualificado.
Repercussão e apoio às vítimas
A notícia do assalto ganhou destaque em portais como G1, O Globo e CNN Brasil, amplificando o debate sobre segurança. Nas redes sociais, moradores expressaram indignação, enquanto turistas compartilharam experiências semelhantes. A Seop divulgou imagens dos suspeitos presos, reforçando a resposta das autoridades.
As vítimas receberam apoio imediato da Cati, que as levou ao local onde estavam hospedadas para se vestirem. A devolução dos pertences trouxe alívio, mas o trauma psicológico persiste, influenciando a decisão de deixar o Rio.
- Cobertura midiática: Caso foi destaque em grandes portais de notícias.
- Reação nas redes: Moradores cobram ações efetivas contra a violência.
- Apoio às vítimas: Cati garantiu assistência imediata.
- Impacto emocional: Trauma levou à antecipação do retorno.
Ações preventivas em pauta
Autoridades municipais e estaduais planejam revisar estratégias de segurança em Copacabana. A integração entre Polícia Militar, Guarda Municipal e Seop é vista como essencial para reduzir crimes oportunistas. O secretário de Turismo do Rio destacou que 30% dos registros policiais diários são de roubos de rua, muitos contra turistas distraídos com bens de alto valor.
Programas como o “Rio + Seguro” têm ampliado o uso de câmeras de monitoramento, mas a cobertura ainda é insuficiente em algumas áreas. A população local defende mais patrulhamento noturno e campanhas educativas para turistas.
- Integração de forças: PM, Guarda e Seop planejam ações conjuntas.
- Monitoramento: Câmeras do “Rio + Seguro” auxiliam na identificação.
- Patrulhamento noturno: Moradores pedem maior presença policial.
- Educação turística: Campanhas podem alertar visitantes sobre riscos.







