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Novak Djokovic, tenista sérvio número 7 do mundo, estreou com vitória no US Open 2025, derrotando o americano Learner Tien por 6-1, 7-6 (7-3) e 6-2, na noite de domingo, 24 de agosto, no USTA Billie Jean King National Tennis Center, em Nova York. Apesar de enfrentar uma bolha dolorosa no dedão do pé direito, que exigiu atendimento médico durante a partida, o 24 vezes campeão de Grand Slam mostrou resiliência e avançou para a segunda rodada. A vitória veio em duas horas e 25 minutos, em um confronto marcado por momentos de dificuldade, especialmente no segundo set, quando Tien igualou o jogo. A nova programação do torneio, com início no domingo, garante a Djokovic dois dias de descanso antes de enfrentar Zachary Svajda na próxima quarta-feira, o que pode ser crucial para sua recuperação física.

A partida começou com domínio absoluto do sérvio, que fechou o primeiro set em apenas 28 minutos. A torcida nova-iorquina, vibrante, tentou impulsionar Tien, de 19 anos, mas Djokovic manteve o controle com sua precisão nos golpes de fundo. No entanto, o segundo set revelou um desafio inesperado: uma bolha no pé direito limitou seus movimentos, forçando-o a solicitar atendimento médico. Mesmo assim, ele conseguiu vencer o tiebreak com autoridade, demonstrando sua experiência em momentos decisivos.

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  • Momentos-chave da partida:
    • Primeiro set: Djokovic quebrou o saque de Tien três vezes, vencendo por 6-1.
    • Segundo set: Tien igualou o jogo em 5-5, forçando um tiebreak vencido por Djokovic (7-3).
    • Terceiro set: Após o atendimento médico, Djokovic venceu cinco games consecutivos, fechando em 6-2.

O confronto marcou a primeira participação de Djokovic no US Open desde sua derrota na terceira rodada em 2024, e ele agora busca seu 25º título de Grand Slam, um recorde absoluto no tênis masculino.

Domínio inicial e obstáculo físico

O primeiro set foi um monólogo de Djokovic, que aproveitou a inexperiência de Tien em grandes palcos. Com saques precisos e devoluções agressivas, o sérvio não deu chances ao jovem americano, que cometeu erros não forçados em momentos cruciais. A torcida, empolgada com a possibilidade de uma zebra, tentou apoiar Tien, mas Djokovic manteve a compostura, encerrando o set rapidamente.

No segundo set, o cenário mudou. Djokovic começou a demonstrar desconforto físico, especialmente ao se mover lateralmente. Uma bolha no dedão do pé direito, visível nas imagens da transmissão, exigiu um tempo médico de três minutos entre o segundo e o terceiro sets. Durante o atendimento, o treinador tratou a lesão, aplicando uma bandagem que permitiu ao sérvio continuar. A pausa pareceu revitalizá-lo, já que ele voltou mais agressivo, conquistando pontos importantes com subidas à rede, uma tática menos comum em seu jogo.

Resiliência no tiebreak e virada no terceiro set

O segundo set foi o mais disputado da partida. Tien, aproveitando a dificuldade de Djokovic, quebrou o saque do sérvio duas vezes e levou o confronto a um tiebreak. A torcida, inflamada, chegou a atrapalhar Djokovic com gritos durante seu saque, resultando em uma dupla falta. Mesmo assim, o sérvio se recuperou, vencendo os últimos quatro pontos do tiebreak com golpes precisos e explorando erros de Tien, como um voleio errado no ponto decisivo.

No terceiro set, após o atendimento médico, Djokovic voltou mais confiante. Apesar de Tien quebrar seu saque logo no início, o sérvio respondeu com uma sequência dominante, vencendo cinco games seguidos. A queda de rendimento de Tien, que não conseguiu manter a consistência, facilitou o trabalho de Djokovic, que fechou a partida com um ace no último ponto, arrancando aplausos do público.

  • Fatores que garantiram a vitória:
    • Experiência em tiebreaks: Djokovic venceu 7-3, explorando erros do adversário.
    • Ajuste tático: Uso de saques e voleios para encurtar os pontos.
    • Condicionamento físico: Superação da dor no pé com ajuda do atendimento médico.
    • Pressão psicológica: Manutenção da calma mesmo com a torcida contra.

Novo formato do US Open beneficia Djokovic

Pela primeira vez na história, o US Open começou em um domingo, uma mudança que adiciona um dia extra de descanso entre as rodadas iniciais. Para Djokovic, que enfrenta problemas físicos recorrentes em 2025, como a bolha no pé e uma lesão muscular no Australian Open, esse intervalo pode ser decisivo. Ele não joga novamente até quarta-feira, quando enfrenta o americano Zachary Svajda, número 96 do mundo, na segunda rodada. O tempo adicional permite que ele trate a lesão e ajuste sua preparação para um torneio onde é um dos favoritos, apesar de estar na sétima posição do ranking.

A mudança no calendário reflete a tentativa do torneio de atrair mais público e aumentar a visibilidade das rodadas iniciais. Para jogadores como Djokovic, que aos 38 anos gerencia cuidadosamente sua condição física, o formato pode ser um diferencial. Ele mesmo destacou, em entrevista após a partida, a importância de “ter dois dias para recuperar o corpo e ajustar o jogo” antes do próximo desafio.

Histórico de superação de lesões

Djokovic não é estranho a desafios físicos. Em maio de 2025, durante o French Open, ele enfrentou uma bolha semelhante no dedão do pé esquerdo, que exigiu atendimento médico e tratamento pós-jogo. Na ocasião, ele derrotou Corentin Moutet em sets diretos, apesar do desconforto, e avançou à terceira rodada. A experiência de lidar com lesões em torneios de Grand Slam demonstra sua capacidade de adaptação, algo que foi evidente contra Tien.

  • Lesões recentes de Djokovic:
    • French Open 2025: Bolha no dedão do pé esquerdo, tratada durante a partida.
    • Australian Open 2025: Lesão muscular na semifinal, forçando sua desistência.
    • Wimbledon 2024: Lesão na coxa, limitando seu desempenho na semifinal.

Apesar desses contratempos, Djokovic mantém um histórico impressionante, com 24 títulos de Grand Slam e 100 títulos ATP, incluindo sua vitória em Genebra em maio de 2025, que marcou seu 100º troféu na carreira.

Expectativas para a segunda rodada

O próximo adversário de Djokovic, Zachary Svajda, é um jovem americano que busca consolidar sua posição no circuito profissional. Embora Svajda tenha menos experiência que Tien, sua velocidade e estilo defensivo podem representar um desafio, especialmente se Djokovic ainda sentir os efeitos da bolha no pé. O sérvio, no entanto, é amplamente favorito, com um retrospecto de 10-0 contra o americano Taylor Fritz, outro possível adversário nas quartas de final.

A trajetória de Djokovic no US Open 2025 é vista como uma oportunidade de ouro para alcançar seu 25º título de Grand Slam, superando o recorde que divide com Margaret Court. Com Jannik Sinner e Carlos Alcaraz, os dois primeiros do ranking, dominando os últimos sete majors, o sérvio enfrenta uma competição acirrada, mas sua experiência e capacidade de superação o mantêm como uma ameaça constante.

  • Possíveis adversários no caminho de Djokovic:
    • Segunda rodada: Zachary Svajda, americano número 96 do mundo.
    • Terceira rodada: Alex Michelsen ou Cameron Norrie.
    • Quartas de final: Taylor Fritz, número 4 do mundo.
    • Semifinal: Carlos Alcaraz, número 2 do mundo.

Impacto da torcida e atmosfera única

A atmosfera do Arthur Ashe Stadium, descrita por Djokovic como “raivosa e vibrante”, adicionou um elemento extra ao confronto. O público, majoritariamente a favor de Tien, criou momentos de tensão, como quando um grito durante o saque de Djokovic resultou em uma dupla falta. Mesmo assim, o sérvio manteve a concentração, usando a pressão como motivação. Ele destacou, em entrevista, que “jogar em Nova York é sempre especial, com uma energia única que exige adaptação”.

O apoio a Tien reflete o desejo dos fãs americanos por uma nova geração de tenistas locais capazes de desafiar os gigantes do esporte. Apesar da derrota, o jovem de 19 anos mostrou potencial, com golpes agressivos e boa movimentação, sugerindo que pode ser uma figura a ser observada nos próximos anos.

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