A partir desta terça-feira, 26 de agosto de 2025, o Ministério da Educação (MEC) inicia o pagamento da sexta parcela do programa Pé-de-Meia, beneficiando cerca de 3,4 milhões de estudantes do ensino médio público e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Voltado a jovens de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), o programa deposita R$ 200 para alunos nascidos em março e abril, como parte do incentivo-frequência, exigindo 80% de presença nas aulas. Os recursos, geridos pela Caixa Econômica Federal, são depositados em contas poupança automáticas e visam combater a evasão escolar, promovendo a permanência e a conclusão do ensino médio. A iniciativa, lançada em 2024, já impacta milhões de jovens, oferecendo até R$ 9,2 mil ao longo do ciclo escolar.
O programa se destaca por sua estrutura automática, sem necessidade de inscrição, e pelo foco em apoiar estudantes de 14 a 24 anos em situação de vulnerabilidade. A sexta parcela faz parte de um calendário escalonado, que organiza os pagamentos conforme o mês de nascimento, garantindo eficiência na distribuição. Além disso, a iniciativa inclui incentivos adicionais, como bônus por matrícula, conclusão de ano letivo e participação no Enem.
- Objetivos principais: Reduzir a evasão escolar e promover a inclusão educacional.
- Público-alvo: Estudantes de baixa renda matriculados em escolas públicas.
- Valor total: Até R$ 9,2 mil por aluno ao longo do ensino médio.
O pagamento da sexta parcela segue até 1º de setembro, contemplando todos os meses de nascimento. A iniciativa reforça o compromisso do governo federal com a educação, oferecendo suporte financeiro direto aos jovens.
Como funciona o incentivo-frequência
O incentivo-frequência é um dos pilares do Pé-de-Meia, garantindo R$ 200 mensais aos estudantes que mantêm pelo menos 80% de presença nas aulas. Para 2025, o programa prevê nove parcelas anuais para o ensino médio regular, totalizando R$ 1,8 mil por ano. Esse mecanismo busca assegurar que os alunos permaneçam engajados, reduzindo a necessidade de abandonar os estudos por questões financeiras.
A exigência de frequência é monitorada pelas escolas, que enviam os dados ao MEC. A Caixa Econômica Federal, responsável pelos depósitos, realiza os pagamentos em contas poupança digitais acessíveis pelo aplicativo Caixa Tem. Para menores de idade, a movimentação exige autorização do responsável legal, que pode ser feita digitalmente ou em agências.
Os pagamentos escalonados, baseados no mês de nascimento, evitam congestionamentos e facilitam o acesso. Por exemplo, alunos nascidos em maio e junho recebem no dia 27 de agosto, enquanto os de novembro e dezembro têm o depósito em 1º de setembro. Essa organização reflete o cuidado na gestão dos recursos, beneficiando milhões de estudantes de forma ordenada.
- Frequência mínima: 80% das horas letivas.
- Valor mensal: R$ 200, pago em até nove parcelas.
- Acesso aos recursos: Via aplicativo Caixa Tem ou agências da Caixa.
- Monitoramento: Dados enviados pelas escolas ao MEC.
Benefícios adicionais do programa
Além do incentivo-frequência, o Pé-de-Meia oferece outros três tipos de apoio financeiro, cada um com propósitos específicos. O incentivo-matrícula, de R$ 200, é pago no início do ano letivo para alunos que formalizam a matrícula. Já o incentivo-conclusão, de R$ 1 mil por ano letivo aprovado, totaliza R$ 3 mil ao fim do ensino médio, mas só pode ser sacado após a formatura. O incentivo-Enem, também de R$ 200, recompensa a participação nos dois dias do exame, incentivando o acesso ao ensino superior.
Esses benefícios são cumulativos, permitindo que o estudante acumule até R$ 9,2 mil ao longo dos três anos do ensino médio, desde que cumpra todos os requisitos. A estrutura do programa foi pensada para oferecer suporte contínuo, desde o ingresso até a conclusão dos estudos, com foco na inclusão educacional e na mobilidade social.
- Incentivo-matrícula: R$ 200 pagos uma vez por ano.
- Incentivo-conclusão: R$ 1 mil por ano, sacado após a formatura.
- Incentivo-Enem: R$ 200 para participação no exame.
- Total acumulado: Até R$ 9,2 mil por estudante.
O programa também abrange a Educação de Jovens e Adultos (EJA), com adaptações. Para esses alunos, o incentivo-frequência é de R$ 225 por parcela, pago em quatro parcelas semestrais, e o incentivo-conclusão, de R$ 1 mil, é liberado ao fim de cada semestre aprovado.
Organização do calendário de pagamentos
O calendário de 2025 foi estruturado para garantir a regularidade dos depósitos. A sexta parcela, iniciada em 26 de agosto, segue um cronograma que considera o mês de nascimento, com datas específicas para cada grupo. Essa estratégia facilita a gestão financeira e evita atrasos, beneficiando tanto os alunos do ensino médio regular quanto os da EJA.
Para o ensino médio regular, os pagamentos ocorrem de abril a dezembro, enquanto na EJA, as parcelas são distribuídas em dois semestres. O incentivo-conclusão e o incentivo-Enem têm datas fixas, como 26 de fevereiro a 5 de março de 2026, para depósitos relacionados à aprovação e participação no exame.
- Ensino médio regular: Nove parcelas de R$ 200, de abril a dezembro.
- EJA: Quatro parcelas de R$ 225 por semestre.
- Conclusão: R$ 1 mil, pago após aprovação anual ou semestral.
- Enem: R$ 200, depositado em 2026 para participantes.
O aplicativo Jornada do Estudante, desenvolvido pelo MEC, permite que os beneficiários acompanhem o status dos pagamentos, verifiquem informações escolares e consultem as regras do programa. A transparência no processo reforça a confiabilidade da iniciativa.
Requisitos para participar do programa
A participação no Pé-de-Meia é automática, sem necessidade de inscrição manual. Os estudantes elegíveis devem estar matriculados em escolas públicas, ter entre 14 e 24 anos (ou 19 a 24 para EJA), possuir CPF regularizado e estar inscritos no CadÚnico com renda familiar per capita de até meio salário mínimo. A frequência mínima de 80% é indispensável para receber o incentivo-frequência.
As escolas desempenham um papel crucial, enviando os dados de matrícula e frequência ao MEC. Qualquer inconsistência, como CPF irregular ou CadÚnico desatualizado, pode bloquear os pagamentos. Por isso, é essencial que os alunos mantenham suas informações atualizadas junto ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).
- Idade: 14 a 24 anos (ensino médio regular) ou 19 a 24 (EJA).
- Renda familiar: Até meio salário mínimo per capita.
- Frequência: Mínimo de 80% das horas letivas.
- Documentação: CPF regular e CadÚnico atualizado.
Resultados e alcance do Pé-de-Meia
Desde seu lançamento em 2024, o Pé-de-Meia tem transformado a realidade de milhões de estudantes. Dados indicam que a frequência escolar entre os beneficiários aumentou 25%, enquanto a evasão caiu 18% em escolas públicas. A iniciativa também incentivou a participação no Enem, com um bônus que estimula os alunos a buscar o ensino superior.
Com um investimento estimado em R$ 12,5 bilhões anuais, o programa alcança cerca de 4 milhões de estudantes, segundo o MEC. A inclusão de alunos da EJA ampliou ainda mais o alcance, atendendo jovens e adultos que buscam concluir o ensino médio. A iniciativa é vista como um passo estratégico para reduzir desigualdades e promover a mobilidade social por meio da educação.
- Aumento na frequência: 25% entre os beneficiários.
- Redução da evasão: 18% nas escolas públicas.
- Investimento anual: R$ 12,5 bilhões.
- Estudantes atendidos: Cerca de 4 milhões.
Gestão e transparência no programa
A administração do Pé-de-Meia envolve parcerias com instituições como a Caixa Econômica Federal, responsável pelos depósitos, e universidades, como a Universidade Federal de Alagoas, que auxilia na gestão de dados. O MEC utiliza sistemas informatizados para cruzar informações do CadÚnico e das escolas, garantindo que os benefícios cheguem aos alunos elegíveis.
O aplicativo Jornada do Estudante é uma ferramenta essencial, permitindo que os beneficiários acompanhem os pagamentos e resolvam pendências. Para 2025, o MEC também implementou medidas para corrigir inconsistências nos dados, como a possibilidade de redes de ensino solicitarem ajustes à Secretaria de Educação Básica.
- Parcerias: Caixa Econômica, UFAL e UFSC.
- Ferramenta de acompanhamento: Aplicativo Jornada do Estudante.
- Correção de dados: Ajustes via Secretaria de Educação Básica.

