Ranking Forbes revela os brasileiros mais ricos: Eduardo Saverin lidera com fortuna de R$ 227 bilhõesPor Maria
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Eduardo Saverin, cofundador do Facebook, mantém o posto de brasileiro mais rico pelo segundo ano consecutivo, com uma fortuna estimada em R$ 227 bilhões, segundo o ranking da Forbes de 2025, divulgado em 28 de agosto. A lista, que reúne 300 nomes com patrimônio acima de R$ 1 bilhão, destaca a força de setores como tecnologia, finanças e saúde, com 31 novos bilionários. Saverin, radicado em Cingapura, viu sua riqueza crescer 45,5% devido à valorização das ações da Meta, impulsionada pela inteligência artificial. Vicky Safra, com R$ 120,5 bilhões, é a única mulher no top 10, seguida por Jorge Paulo Lemann, com R$ 88 bilhões. O ranking reflete a concentração de riqueza em conglomerados como Itaú Unibanco, 3G Capital, O Boticário e Rede D’Or, enquanto 20,6% dos bilionários registraram queda patrimonial.
A lista da Forbes, baseada em cotações de ações até 30 de junho de 2025, exclui bens como imóveis e aviões, salvo quando informados pelos próprios bilionários. A metodologia garante confiabilidade, mas pode subestimar fortunas.
- Liderança de Saverin: Fortuna cresceu 45,5% com a valorização da Meta.
- Setores dominantes: Tecnologia, finanças e saúde concentram as maiores fortunas.
- Novos nomes: 31 bilionários estrearam na lista em 2025.
Ascensão de Eduardo Saverin
Eduardo Saverin, de 43 anos, consolidou sua liderança no ranking com um patrimônio de R$ 227 bilhões. Nascido em São Paulo e formado em Harvard, ele cofundou o Facebook em 2004 com Mark Zuckerberg. A valorização de 75,6% nas ações da Meta, dona do Instagram e WhatsApp, foi o principal motor de seu crescimento patrimonial. Além disso, sua empresa de venture capital, B Capital, captou US$ 750 milhões em 2025 para investir em startups, reforçando sua influência no setor tecnológico.
Saverin, que vive em Cingapura, mantém uma participação minoritária, mas valiosa, na Meta. Seu sucesso reflete o impacto da inteligência artificial no mercado global, com a Meta investindo pesado em inovações tecnológicas.
- Crescimento patrimonial: Alta de 45,5% em relação a 2024.
- B Capital: Fundo de risco captou US$ 750 milhões em 2025.
- Meta Platforms: Ações subiram 75,6% devido à IA.
- Perfil discreto: Saverin evita holofotes, focando em investimentos estratégicos.
Vicky Safra e o império financeiro
Vicky Sarfati Safra, de 73 anos, ocupa o segundo lugar com R$ 120,5 bilhões, um aumento de 9,4% ante 2024. Viúva de Joseph Safra, falecido em 2020, ela herdou metade da fortuna do banqueiro e mantém participação no Banco Safra. Seus filhos Jacob e David adquiriram a parte de Esther no banco em 2025, enquanto Alberto se dedica à gestora ASA.
A família Safra também lidera a Vicky and Joseph Safra Philanthropic Foundation, que financia projetos em saúde e educação. O Banco Safra, um dos maiores do Brasil, segue como pilar da fortuna familiar, com operações sólidas no setor financeiro.
O crescimento patrimonial de Vicky reflete a estabilidade do banco, que continua atraindo investidores mesmo em um cenário econômico volátil. Sua posição como única mulher no top 10 destaca a força feminina no mercado financeiro.
- Fortuna familiar: R$ 120,5 bilhões, com alta de 9,4%.
- Banco Safra: Principal fonte de riqueza da família.
- Filantropia: Fundação apoia saúde, educação e artes.
Jorge Paulo Lemann e a 3G Capital
Jorge Paulo Lemann, de 85 anos, aparece em terceiro com R$ 88 bilhões, apesar de uma queda de 4,2% em seu patrimônio. Sócio da AB InBev, maior cervejaria do mundo, ele mantém participações na Restaurant Brands International, dona do Burger King e Tim Hortons. A 3G Capital, onde é cofundador, adquiriu a Skechers por US$ 9,4 bilhões em 2025, marcando sua volta a grandes negócios após a venda de ações da Kraft Heinz.
Lemann, formado em Harvard, também controla a São Carlos Empreendimentos com seus sócios Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles. Sua trajetória inclui a fundação da Ambev, consolidando-o como um dos maiores empresários do Brasil.
- AB InBev: Principal fonte de riqueza, com marcas globais.
- Aquisição da Skechers: Negócio de US$ 9,4 bilhões em 2025.
- São Carlos: Empresa de investimentos com sócios históricos.
- Queda patrimonial: Redução de 4,2% em relação a 2024.

Setor financeiro em destaque
O setor financeiro domina o ranking, com nomes como André Esteves, do BTG Pactual, e os irmãos Moreira Salles, do Itaú Unibanco. Esteves, com R$ 51 bilhões, viu sua fortuna crescer 56% devido ao lucro recorde do banco, que atingiu R$ 13,4 bilhões até junho de 2025. Fernando Roberto Moreira Salles, com R$ 40,2 bilhões, e Pedro Moreira Salles, com R$ 38 bilhões, são acionistas do Itaú Unibanco e da CBMM, líder mundial em nióbio.
A família Moreira Salles, herdeira de Walther Moreira Salles, mantém forte influência no setor bancário. Em 2022, Fernando e Pedro adquiriram participações dos irmãos Walther Júnior e João, consolidando 50% e 44% da Companhia E. Johnston, que detém 33% do Itaú.
- BTG Pactual: Lucro de R$ 13,4 bilhões impulsiona Esteves.
- Itaú Unibanco: Família Moreira Salles detém 33% via EJ.
- CBMM: Líder em nióbio, com alta demanda global.
- Crescimento: Esteves teve alta de 56% em sua fortuna.
Crescimento de O Boticário e Rede D’Or
Miguel Gellert Krigsner, de 75 anos, ocupa o oitavo lugar com R$ 34,2 bilhões, um aumento de 19,2%. Fundador de O Boticário, ele transformou uma farmácia de manipulação em um império de cosméticos, com marcas como Eudora e Vult. Em 2025, a empresa recebeu R$ 1 bilhão do BNDES para expansão, consolidando sua presença em mais de 50 países.
Jorge Neval Moll Filho, com R$ 30,4 bilhões, teve o maior crescimento percentual (119,1%). Fundador da Rede D’Or, maior grupo hospitalar do Brasil, ele comanda 69 hospitais e 53 clínicas oncológicas. A abertura de capital em 2020 movimentou R$ 11,3 bilhões, e rumores de parcerias com a Fleury reforçam seu potencial de crescimento.
- O Boticário: Expansão financiada por R$ 1 bilhão do BNDES.
- Rede D’Or: 69 hospitais e 53 clínicas oncológicas.
- Crescimento de Moll: Alta de 119,1% em 2025.
- Setor de saúde: Rede D’Or lidera com expansão agressiva.
Influência da 3G Capital
Carlos Alberto Sicupira, com R$ 39,1 bilhões, e Alexandre Behring, com R$ 31 bilhões, representam a força da 3G Capital no ranking. Sicupira, sócio da AB InBev, enfrentou perdas de 20,8% devido à crise da Americanas em 2023, mas manteve sua fortuna com a cervejaria. Behring, especialista em private equity, integra conselhos da Restaurant Brands International e liderou a aquisição da Skechers.
A 3G Capital, fundada por Lemann, Sicupira e Telles, é conhecida por investimentos globais em marcas como Burger King e Kraft Heinz. Sua entrada no setor de tecnologia, com a compra da Skechers, sinaliza uma nova estratégia de diversificação.
- Crise da Americanas: Impactou Sicupira, com queda de 20,8%.
- Skechers: Aquisição marcou retorno da 3G a grandes negócios.
- Restaurant Brands: Inclui Burger King e Tim Hortons.
- Diversificação: 3G Capital explora tecnologia em 2025.
Tendências no ranking de bilionários
O ranking de 2025 reflete a força de setores tradicionais, como finanças e bebidas, mas também o crescimento de tecnologia e saúde. A entrada de 31 novos bilionários mostra dinamismo na economia, com nomes como Íris Abravanel estreando na lista. A valorização de ações de empresas como Meta e BTG Pactual impulsionou fortunas, enquanto crises, como a da Americanas, reduziram patrimônios de alguns.
A metodologia da Forbes, que prioriza dados auditados de ações, garante precisão, mas a exclusão de bens pessoais pode subestimar fortunas. A lista destaca a resiliência de bilionários como Saverin e Moll, que se beneficiaram de tendências globais como IA e saúde.
- Novos bilionários: 31 nomes estrearam em 2025.
- Setor tecnológico: Liderado por Saverin, com alta de 45,5%.
- Saúde em alta: Rede D’Or cresce com expansão hospitalar.
- Metodologia: Cotações de ações até 30 de junho de 2025.







