Ancelotti aposta em quarteto ofensivo para seleção brilhar no Maracanã contra o ChilePor Thiago Lemos
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A seleção brasileira, sob o comando de Carlo Ancelotti, está pronta para enfrentar o Chile nesta quinta-feira, 4 de setembro, às 21h30, no Maracanã, pela 17ª rodada das Eliminatórias da Copa de 2026. Com a vaga já garantida para o Mundial, o técnico italiano confirmou a manutenção de um esquema tático com quatro atacantes, priorizando intensidade ofensiva sem abrir mão do equilíbrio defensivo. A escalação deve contar com Raphinha, Estêvão, João Pedro e Gabriel Martinelli na linha de frente, repetindo a estratégia que deu certo contra o Paraguai. O jogo, com transmissão ao vivo pela Globo, sportv e ge, marca o retorno da seleção ao icônico estádio carioca, onde Ancelotti estreia como treinador. O objetivo é consolidar um grupo forte para a Copa, enquanto o Brasil busca encerrar um jejum de 24 anos sem título mundial. A preparação ocorre na Granja Comary, em Teresópolis, onde o ambiente é descrito como positivo e unido.
Ancelotti destacou a importância de um time que combine qualidade técnica, preparo físico e espírito coletivo. Ele também justificou decisões como a ausência de Neymar, por opção técnica, e a não convocação de um substituto para Alex Sandro, cortado por lesão. Com 25 pontos, o Brasil ocupa a terceira posição nas Eliminatórias, atrás da Argentina, líder com 35 pontos.
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- Principais pontos da estratégia de Ancelotti:
- Manutenção do esquema com quatro atacantes, testado contra o Paraguai.
- Foco em intensidade ofensiva e solidez defensiva no Maracanã.
- Escolha de jogadores versáteis, como João Pedro, que pode atuar como centroavante ou meia.
- Integração de jovens talentos, como Estêvão, para avaliação antes da Copa.
O próximo desafio será contra a Bolívia, no dia 9, em El Alto, a 4.100 metros de altitude, o que pode exigir ajustes táticos.
Estratégia ofensiva no Maracanã
Ancelotti confirmou que a seleção brasileira manterá a formação com quatro atacantes contra o Chile, apostando em velocidade e pressão alta. A escalação ensaiada na Granja Comary inclui Alisson no gol, uma defesa com Wesley, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos, e um meio-campo sólido com Casemiro e Bruno Guimarães. A linha ofensiva, composta por Raphinha, Estêvão, João Pedro e Gabriel Martinelli, foi elogiada pelo treinador pela versatilidade. Ele destacou João Pedro, que pode atuar como centroavante ou número 10, e Estêvão, cuja qualidade para jogar por dentro é vista como diferencial no futebol moderno.
O técnico italiano enfatizou a necessidade de equilíbrio. Mesmo com um ataque reforçado, a seleção deve manter a organização defensiva para evitar surpresas contra o Chile. A estratégia foi testada com sucesso contra o Paraguai, em junho, quando o Brasil venceu por 1 a 0, em um jogo marcado por intensidade e boa postura tática.
- Destaques da formação:
- João Pedro como centroavante, com liberdade para recuar ao meio-campo.
- Estêvão como opção criativa, podendo atuar como meia ou extremo.
- Raphinha e Martinelli garantem velocidade e profundidade pelos flancos.
- Casemiro e Bruno Guimarães oferecem solidez no meio-campo.
O treinador também sinalizou que a partida no Maracanã será um teste importante para consolidar o grupo que disputará a Copa de 2026. Com apenas mais quatro convocações até o Mundial, Ancelotti busca formar uma base fixa, mas sem deixar de observar novos talentos.
Ambiente positivo na Granja Comary
A preparação na Granja Comary, em Teresópolis, tem sido marcada por um clima de união e foco. Ancelotti elogiou o centro de treinamento, destacando a organização e o ambiente favorável à integração dos jogadores. Ele aproveita o período para conhecer melhor os atletas, especialmente os mais jovens, como Jean Lucas, do Bahia, e Samuel Lino, do Flamengo, convocados após cortes por lesão.
O técnico italiano valorizou a cultura compartilhada entre os jogadores, que falam o mesmo idioma e têm raízes semelhantes, o que facilita a criação de um ambiente positivo. Ele também destacou a paixão dos torcedores brasileiros, que considera um diferencial em relação ao futebol europeu.
- Fatores que fortalecem o ambiente:
- Infraestrutura de ponta na Granja Comary, usada há 60 anos pela seleção.
- Integração entre veteranos e novatos, como Casemiro e Estêvão.
- Foco em treinos intensos para manter a competitividade.
- Proximidade cultural entre os jogadores, reforçando a união.
A Granja Comary será a base da seleção até o dia 8 de setembro, com uma breve saída para o Rio de Janeiro na véspera do jogo contra o Chile. Após a partida, o grupo retorna ao centro de treinamento antes de viajar para a Bolívia.
Ausências e escolhas táticas
A ausência de Neymar segue sendo um dos temas mais comentados. Ancelotti justificou a decisão como técnica, baseada em uma combinação de fatores, incluindo a condição física do jogador após um edema recente. Apesar disso, o treinador deixou claro que Neymar segue nos planos para a Copa de 2026. Outra ausência significativa é a de Vinícius Júnior, suspenso para o jogo contra o Chile, o que levou Ancelotti a descartar sua convocação para esta Data Fifa, já que ele só poderia atuar contra a Bolívia.
O corte de Alex Sandro, do Flamengo, por lesão muscular, também gerou debate. Ancelotti optou por não chamar um substituto, considerando que Caio Henrique, do Monaco, e Douglas Santos, do Zenit, são suficientes para a lateral esquerda. A decisão reflete a confiança do treinador nas opções disponíveis e a intenção de manter um elenco enxuto, com 24 jogadores, ideal para os treinos.
- Motivos para as ausências:
- Neymar: escolha técnica, com base em condição física e estratégia.
- Vinícius Júnior: suspensão para o jogo contra o Chile.
- Alex Sandro: lesão muscular, sem necessidade de substituto.
- Joelinton: cortado por lesão, substituído por Jean Lucas, do Bahia.
Ancelotti também destacou a convocação de Lucas Paquetá, elogiando sua versatilidade. O meia do West Ham pode atuar como “mediapunta” ou em um sistema com três meio-campistas, oferecendo flexibilidade tática.
Expectativa para o Maracanã
O jogo contra o Chile marca a estreia de Ancelotti no Maracanã, um momento que o treinador descreveu como especial. Ele espera um estádio lotado, com torcedores empolgados, e vê a partida como uma oportunidade para a seleção se reaproximar do público. A CBF assinou um contrato de dois anos para utilizar o estádio, reforçando a importância do local para o futebol brasileiro.
A preparação para o jogo incluiu treinos táticos na Granja Comary, com foco em pressão ofensiva e transições rápidas. Ancelotti testou variações na formação, mas a base com quatro atacantes deve ser mantida. O treinador também considera ajustes para o jogo contra a Bolívia, na altitude de El Alto, onde o desgaste físico pode influenciar as escolhas.
- Fatores que animam a torcida:
- Retorno da seleção ao Maracanã após anos de ausência.
- Escalação ofensiva, com jovens talentos em destaque.
- Expectativa de casa cheia, com ingressos esgotados.
- Contrato de dois anos da CBF com o estádio.
A partida contra o Chile é vista como um teste crucial para consolidar a identidade do time sob o comando de Ancelotti, que busca uma seleção intensa, equilibrada e preparada para o Mundial.
Preparação para a Copa de 2026
Com a classificação garantida, Ancelotti aproveita as últimas rodadas das Eliminatórias para fazer observações finais. Ele destacou a importância de formar um grupo coeso, com uma base fixa de jogadores para a Copa do Mundo. A concorrência é alta, com muitos atletas de qualidade, o que torna a escolha dos 25 convocados para o Mundial um desafio.
O treinador também comentou o jejum de 24 anos sem um título mundial, vendo-o como uma motivação extra. Ele acredita que a paixão do torcedor brasileiro e o trabalho da CBF podem ser decisivos para o sucesso em 2026. Além dos jogos contra Chile e Bolívia, a seleção terá amistosos contra Coreia do Sul e Japão em outubro, além de convocações em novembro e março, antes da lista final.
- Prioridades de Ancelotti para 2026:
- Consolidar uma base fixa de jogadores.
- Testar jovens talentos em jogos oficiais.
- Manter a intensidade e o equilíbrio tático.
- Aproveitar o apoio da torcida para ganhar confiança.
O italiano, com cinco títulos de Liga dos Campeões, traz sua experiência europeia para o desafio de liderar o Brasil ao hexa. Sua abordagem combina análise tática detalhada com um olhar atento ao potencial dos jogadores brasileiros, muitos dos quais atuam em grandes clubes da Europa.















