Golpistas usam nome da Receita Federal e vídeos para extorquir dados de vítimasPor Maria
7 min de leitura
![]() |
Golpistas estão utilizando o nome da Receita Federal para enganar cidadãos em diversas regiões do país, com uma nova tática que combina ligações telefônicas e chamadas de vídeo, iniciadas em 2025. Criminosos se passam por agentes públicos, exibem documentos falsificados e alegam que as vítimas estão envolvidas em investigações, como a operação Carbono Oculto, para extorquir dados pessoais. As fraudes, relatadas em cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, pressionam os cidadãos a fornecer informações sensíveis ou clicar em links maliciosos. A Receita Federal esclarece que não realiza esse tipo de abordagem e orienta o uso de canais oficiais para comunicação. O objetivo dos criminosos é roubar dados financeiros e pessoais, explorando a confiança no órgão público. A prática tem crescido, especialmente após a visibilidade de operações fiscais recentes.
A tática dos golpistas começa com uma ligação telefônica, muitas vezes de números desconhecidos, que evolui para chamadas de vídeo. Nessas interações, os fraudadores apresentam informações verdadeiras sobre a vítima, obtidas previamente de forma ilícita, para criar credibilidade. Em seguida, solicitam dados adicionais ou assinatura de documentos falsos, como “termos de confidencialidade”. A Receita Federal reforça que qualquer comunicação oficial ocorre apenas por canais como o Portal e-CAC ou o site gov.br.
- Canais oficiais da Receita Federal: Portal e-CAC e site www.gov.br/receitafederal.
- Denúncias de golpes: Devem ser feitas em delegacias especializadas.
- Prevenção: Não clique em links ou forneça dados por telefone ou WhatsApp.
Como os golpistas operam
Os criminosos utilizam táticas sofisticadas para enganar as vítimas. Eles iniciam o contato por telefone, muitas vezes se identificando como auditores fiscais ou policiais. Para reforçar a credibilidade, mencionam operações reais, como a Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis. Durante as chamadas de vídeo, exibem documentos falsificados com logotipos oficiais, misturando dados verdadeiros e falsos para pressionar as vítimas. Essa abordagem explora o medo de problemas fiscais ou judiciais, induzindo ações impulsivas.
As fraudes frequentemente envolvem pedidos para que a vítima clique em links enviados por WhatsApp ou e-mail, que levam a sites falsos projetados para roubar informações bancárias. Em alguns casos, os golpistas solicitam assinaturas eletrônicas em documentos forjados, que podem ser usados para validar outras fraudes. A Receita Federal destaca que nunca solicita dados pessoais por esses meios.
Táticas de intimidação
A pressão psicológica é uma das principais estratégias dos golpistas. Eles criam um senso de urgência, alegando que o nome da vítima está ligado a investigações criminais. Em muitos casos, usam informações pessoais obtidas em vazamentos de dados, como CPF ou endereço, para convencer as vítimas de que a abordagem é legítima.
- Uso de dados reais: Criminosos acessam informações de vazamentos para simular autenticidade.
- Citação de operações: Nomes como Carbono Oculto são usados para dar credibilidade.
- Documentos falsos: Papéis com logotipos oficiais são exibidos em videochamadas.
- Links maliciosos: Sites falsos roubam dados ou instalam malwares nos dispositivos.
Essa tática tem se mostrado eficaz, especialmente em um contexto de maior visibilidade da Receita Federal, como após a operação Carbono Oculto, que movimentou R$ 52 bilhões em fraudes fiscais. A sofisticação dos golpes, aliada à falta de conscientização, aumenta o número de vítimas.

Medidas de proteção
A Receita Federal orienta os cidadãos a adotarem medidas preventivas para evitar cair nesse tipo de fraude. A principal recomendação é desconfiar de qualquer contato não solicitado que exija informações pessoais ou financeiras. O órgão reforça que suas comunicações são feitas exclusivamente por canais oficiais, como o Portal e-CAC, acessível com login seguro, ou o site gov.br.
Além disso, é fundamental verificar a autenticidade de qualquer comunicação. URLs de sites oficiais sempre terminam em “.gov.br”, enquanto sites fraudulentos podem usar domínios como “.mom” ou outros suspeitos. Caso receba uma ligação ou mensagem suspeita, a orientação é encerrar o contato imediatamente e denunciar às autoridades.
- Verifique a URL: Sempre confira se o site termina em “.gov.br”.
- Não clique em links: Evite acessar links enviados por e-mail ou WhatsApp.
- Denuncie fraudes: Procure delegacias especializadas em crimes cibernéticos.
- Proteja seus dados: Não forneça informações pessoais por telefone ou vídeo.
Aumento de golpes digitais
O crescimento de fraudes digitais no Brasil tem preocupado autoridades. Em 2024, um levantamento do DataSenado apontou que 24% dos brasileiros foram vítimas de golpes virtuais, com prejuízos financeiros significativos. A popularidade de ferramentas como o Pix e a digitalização de serviços aumentaram as oportunidades para criminosos, que exploram a confiança em instituições públicas.
No caso dos golpes envolvendo a Receita Federal, a sofisticação das abordagens, como o uso de chamadas de vídeo e deepfakes, representa uma evolução preocupante. Criminosos têm utilizado tecnologias de inteligência artificial para criar vídeos falsos, imitando rostos ou vozes de autoridades, o que torna a identificação de fraudes mais difícil. Especialistas recomendam que os cidadãos monitorem regularmente suas contas bancárias e evitem compartilhar dados sensíveis.
Ações das autoridades
A Receita Federal tem intensificado os alertas à população, especialmente após o aumento de fraudes em 2025. Além de comunicados oficiais, o órgão trabalha em conjunto com a Polícia Federal para identificar quadrilhas responsáveis por esses esquemas. Em operações como a Carbono Oculto, deflagrada em 28 de agosto de 2025, foram identificados esquemas que movimentaram bilhões de reais, muitas vezes associados a contas falsas e lavagem de dinheiro.
As autoridades também recomendam que as vítimas registrem boletins de ocorrência em delegacias especializadas em crimes cibernéticos. A colaboração entre órgãos públicos e empresas de tecnologia é essencial para rastrear os criminosos, que frequentemente operam em redes internacionais. Ferramentas como o Registrato, do Banco Central, permitem que cidadãos verifiquem se há contas indevidas abertas em seu nome, ajudando a prevenir fraudes.
- Operação Carbono Oculto: Desarticulou fraudes de R$ 52 bilhões no setor de combustíveis.
- Denúncias: Boletins de ocorrência devem ser registrados em delegacias especializadas.
- Registrato: Sistema do Banco Central para verificar contas não autorizadas.
- Cooperação internacional: Autoridades buscam quadrilhas que operam globalmente.
Prevenção em tempos digitais
A digitalização trouxe facilidades, mas também novos riscos. Golpes que utilizam o nome de instituições confiáveis, como a Receita Federal, exploram a falta de familiaridade de muitos cidadãos com os canais oficiais. A educação digital é apontada como uma das principais formas de prevenção, com campanhas públicas incentivando a verificação de fontes e a proteção de dados pessoais.
Os cidadãos devem estar atentos a sinais de fraude, como mensagens com erros ortográficos, URLs suspeitas ou pedidos de pagamento urgente. Além disso, ferramentas de segurança, como autenticação em dois fatores, podem proteger contas bancárias e dispositivos. A Receita Federal planeja lançar novas campanhas educativas em 2025 para orientar a população sobre esses riscos.
Impacto nas vítimas
As vítimas de golpes como esse enfrentam prejuízos que vão além do financeiro. O roubo de dados pode levar a fraudes de identidade, abertura de contas falsas e até ataques de ransomware, em que criminosos exigem resgates para não divulgar informações sensíveis. Em alguns casos, as vítimas relatam estresse emocional causado pela pressão psicológica dos golpistas, que usam táticas de intimidação para forçar ações rápidas.
Empresas de cibersegurança, como a Redbelt Security, alertam que os dados roubados podem ser vendidos na dark web, alimentando novos golpes. A proteção de informações pessoais, como senhas e números de documentos, é essencial para evitar prejuízos de longo prazo.
- Prejuízos financeiros: Roubo de dinheiro ou dados bancários.
- Impacto emocional: Estresse causado por intimidações.
- Dark web: Dados roubados são vendidos para outros criminosos.
- Ransomware: Criminosos podem sequestrar dados e exigir resgates.







