Mais de 740 mil deixam de sacar abono salarial de 2023; veja como consultar

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dinheiro - Foto: Leonidas Santana/Shutterstock.com

Abono salarial de 2023 ainda não foi sacado por 741.856 trabalhadores, totalizando R$ 833,5 milhões, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego. O prazo para retirada termina em 29 de dezembro de 2025, e o pagamento, referente ao ano-base 2023, foi liberado entre fevereiro e julho deste ano. A consulta ao benefício estará disponível a partir de 5 de outubro pela Carteira de Trabalho Digital ou Portal Gov.br. Servidores públicos com dados atrasados terão valores liberados em 15 de outubro. O abono, que pode chegar a R$ 1.518, beneficia trabalhadores de baixa renda com carteira assinada. A não retirada implica na devolução dos recursos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador, sem nova chance de saque.

O benefício do PIS/Pasep é um direito garantido pela Constituição Federal, regulamentado pela Lei nº 7.998/1990, voltado a trabalhadores formais que cumprem critérios específicos. Até o momento, 24,7 milhões de pessoas já receberam o abono, movimentando R$ 29,1 bilhões, com uma cobertura de 97,09%. A urgência em consultar e sacar o valor é reforçada pelo Ministério do Trabalho, que alerta para possíveis bloqueios por inconsistências cadastrais.

A partir de outubro, os trabalhadores poderão verificar detalhes como o valor disponível e a instituição bancária responsável pelo pagamento. Para evitar transtornos, é essencial checar os dados fornecidos pelo empregador, garantindo que estejam corretos no sistema RAIS ou eSocial.

  • Principais canais de consulta:
    • Carteira de Trabalho Digital (aplicativo Android e iOS)
    • Portal Gov.br
    • Central Alô Trabalho (158)
    • Agências do Ministério do Trabalho e Emprego

Elegibilidade ao benefício

O abono salarial é direcionado a trabalhadores de baixa renda, com regras claras para garantir o acesso. Para receber o PIS/Pasep referente a 2023, é necessário ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias naquele ano, com remuneração média de até dois salários mínimos (R$ 2.640 em 2023). Além disso, o trabalhador deve estar inscrito no programa há pelo menos cinco anos e ter seus dados corretamente registrados pelo empregador.

O valor do benefício é calculado com base no tempo de trabalho em 2023 e no salário mínimo de 2025, fixado em R$ 1.518. Quem trabalhou os 12 meses recebe o valor integral, enquanto períodos menores geram pagamentos proporcionais, como R$ 379,50 para três meses de trabalho. A diferenciação entre PIS, voltado para a iniciativa privada, e Pasep, para servidores públicos, reflete a gestão distinta feita pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil, respectivamente.

O programa é uma ferramenta essencial para complementar a renda de trabalhadores formais, especialmente em um cenário econômico onde o custo de vida pressiona os orçamentos familiares. A alta taxa de cobertura, próxima a 97%, demonstra a relevância do benefício, mas os 741.856 trabalhadores que ainda não sacaram representam um desafio logístico e de comunicação.

dinheiro – Foto: cesarvr/shutterstock.com

Processo de pagamento

O pagamento do abono salarial ocorre de forma escalonada, com depósitos realizados entre fevereiro e julho de 2025, conforme o mês de nascimento do beneficiário. Para trabalhadores da iniciativa privada, a Caixa Econômica Federal é responsável pela liberação dos valores, que são depositados automaticamente em contas correntes ou poupanças do banco. Aqueles sem conta na instituição recebem por meio de uma poupança digital acessada pelo aplicativo Caixa Tem.

Servidores públicos, por outro lado, têm os valores do Pasep liberados pelo Banco do Brasil, com opções de saque presencial, transferência via PIX ou TED. A partir de 15 de outubro, um cronograma especial atenderá servidores cujos dados foram enviados com atraso pelas prefeituras, garantindo que todos os elegíveis tenham acesso ao benefício.

  • Formas de recebimento:
    • Depósito automático em conta Caixa para correntistas
    • Poupança digital no Caixa Tem para não correntistas
    • Saque presencial ou transferência (PIX/TED) para servidores no Banco do Brasil
    • Consulta prévia para confirmar valores e datas

A estrutura de pagamento busca facilitar o acesso, mas exige que o trabalhador esteja atento aos prazos e canais disponíveis. A data limite de 29 de dezembro de 2025 é inegociável, e o não saque resulta na perda definitiva do benefício.

Como evitar problemas no saque

Erros cadastrais são uma das principais causas de bloqueio do abono salarial. Dados inconsistentes no RAIS ou eSocial, como informações incorretas sobre tempo de serviço ou remuneração, podem impedir o acesso ao benefício. Para resolver essas questões, o trabalhador deve agir rapidamente, verificando junto ao empregador se as informações foram enviadas corretamente.

Outra recomendação é utilizar os canais oficiais para consultas frequentes, evitando golpes ou informações desencontradas. O Ministério do Trabalho orienta que os trabalhadores entrem em contato pelo telefone 158 ou visitem uma agência do órgão para esclarecimentos. Além disso, o aplicativo Carteira de Trabalho Digital permite abrir solicitações de revisão diretamente, agilizando o processo.

  • Passos para regularizar o benefício:
    • Confirmar com o empregador o envio correto dos dados
    • Entrar em contato com o Ministério do Trabalho (158)
    • Abrir solicitação de revisão no aplicativo ou site Gov.br
    • Verificar a regularidade do cadastro no PIS/Pasep

A antecipação na consulta, especialmente a partir de 5 de outubro, é crucial para identificar e corrigir eventuais problemas antes do prazo final.

Importância do programa

O PIS/Pasep é um dos principais instrumentos de apoio à renda no Brasil, beneficiando milhões de trabalhadores formais anualmente. Com um orçamento de R$ 29,1 bilhões distribuídos em 2025, o programa reforça a segurança financeira de famílias de baixa renda, especialmente em um contexto de inflação e aumento do custo de vida. A proximidade do prazo final para saque torna a divulgação do benefício ainda mais relevante, incentivando os trabalhadores a verificarem sua elegibilidade.

A gestão eficiente dos recursos, com uma taxa de cobertura de 97,09%, reflete o esforço do governo em alcançar a maior parte dos beneficiários. No entanto, os R$ 833,5 milhões ainda não sacados indicam a necessidade de campanhas de conscientização mais amplas, especialmente para trabalhadores que não utilizam frequentemente os canais digitais.

O programa também tem um impacto econômico significativo, injetando recursos diretamente na economia local, já que os valores são gastos em bens e serviços essenciais. A perda do benefício, caso não sacado até dezembro, representa não apenas um prejuízo individual, mas também uma oportunidade econômica desperdiçada.

Curiosidades sobre o PIS/Pasep

O programa PIS/Pasep tem uma história longa e desempenha um papel central na política de assistência social brasileira. Criado na década de 1970, ele foi idealizado para integrar trabalhadores ao desenvolvimento econômico, seja na iniciativa privada (PIS) ou no setor público (Pasep). Ao longo dos anos, o programa passou por ajustes, mas mantém sua essência de apoiar trabalhadores de baixa renda.

  • Fatos históricos:
    • O PIS foi instituído pela Lei Complementar nº 7/1970
    • O Pasep, criado no mesmo ano, beneficia servidores públicos
    • O valor do abono é atrelado ao salário mínimo desde 1990
    • A unificação dos calendários de pagamento ocorreu em 2020

A obrigatoriedade de inscrição no programa há pelo menos cinco anos garante que apenas trabalhadores com vínculo formal consolidado tenham acesso, reforçando a estabilidade no mercado de trabalho. A proximidade do prazo final de saque em 2025 torna o momento atual decisivo para os beneficiários.

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