Pessoa com problema no joelho pode se aposentar por invalidez no INSS?

Dor no joelho, mulher idosa

Dor no joelho, mulher idosa - Jelena Stanojkovic/ Istockphoto.com

Ter um problema no joelho não garante, por si só, o direito à aposentadoria por incapacidade permanente (aposentadoria por invalidez). No entanto, em situações mais graves, em que há limitação severa e irreversível, o INSS pode reconhecer o direito ao benefício.

O ponto central não é apenas o diagnóstico, mas o quanto a condição compromete a capacidade de trabalho do segurado.

Ter dor no joelho é suficiente para aposentar?

Lesões como artrose, desgaste da cartilagem, rompimento de ligamentos ou sequelas de cirurgia são comuns e, muitas vezes, tratáveis. Por isso, o INSS não concede aposentadoria apenas com base na doença. A análise é funcional: o que importa é se a pessoa ainda consegue trabalhar, mesmo com o problema.

Quando o problema no joelho pode levar à aposentadoria?

A decisão de saber se um problema no joelho dá direito à aposentadoria por incapacidade permanente não é automática nem baseada apenas no diagnóstico. O INSS faz uma análise técnica, principalmente por meio da perícia médica, que avalia a capacidade funcional do segurado para o trabalho.

Como isso é descoberto na prática?

O reconhecimento do direito passa por algumas etapas principais:

  • Análise de documentos médicos. O segurado apresenta exames (como raio-x, ressonância magnética), laudos, relatórios de ortopedista e histórico de tratamentos. Esses documentos ajudam a mostrar a evolução do problema no joelho.
  • Perícia médica do INSS. O perito avalia presencialmente (ou por análise documental, em alguns casos):
    • grau de limitação de movimento
    • intensidade da dor e impacto funcional
    • resposta a tratamentos e cirurgias
    • capacidade de permanecer em pé, andar, agachar ou carregar peso

Aqui não importa só o “nome da doença”, mas o quanto ela impede o trabalho.

  • Avaliação da atividade profissional. O INSS considera o tipo de trabalho exercido. Por exemplo:
    • atividades físicas intensas (pedreiro, ajudante, motorista de carga) têm maior impacto
    • atividades administrativas podem permitir adaptação, dependendo do caso
  • Possibilidade de reabilitação profissional. Antes de conceder aposentadoria, o INSS verifica se a pessoa ainda pode ser reabilitada para outra função mais leve.
  • Conclusão da incapacidade. A aposentadoria só é concedida quando o perito conclui que há:
    • incapacidade total e permanente
    • impossibilidade de reabilitação para outro trabalho

O caminho costuma ser o afastamento temporário

Na maioria dos casos, o INSS primeiro concede o auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença).

Esse benefício é indicado quando:

  • há necessidade de afastamento para tratamento ou recuperação
  • existe possibilidade de melhora com fisioterapia, cirurgia ou medicação
  • ainda não é possível afirmar incapacidade definitiva

A aposentadoria só é considerada quando fica claro que não há chance de retorno ao trabalho.

Por fim, problemas no joelho podem, sim, levar à aposentadoria por incapacidade permanente, mas apenas quando há incapacidade total e sem possibilidade de reabilitação. Na maior parte dos casos, o segurado passa primeiro pelo afastamento temporário e é reavaliado ao longo do tratamento.

A organização de exames, laudos e histórico médico é fundamental para uma análise mais precisa do INSS.

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