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Um ciclone extratropical, formado no Oceano Atlântico próximo à costa do Rio Grande do Sul, começa a alterar o clima no estado a partir desta terça-feira, 9 de setembro de 2025, trazendo ventos fortes, chuvas intensas e risco de temporais. Segundo a MetSul Meteorologia, as rajadas mais intensas, entre 70 km/h e 90 km/h, são esperadas nos Campos de Cima da Serra, especialmente em cidades como Cambará do Sul e São Francisco de Paula, com possibilidade de ultrapassar esses valores em áreas isoladas. Porto Alegre terá ventos de até 60 km/h, principalmente na zona sul, próximo ao Guaíba. O fenômeno, que se intensifica durante a madrugada, também afeta Santa Catarina e o litoral gaúcho, enquanto se desloca para o mar. A formação do ciclone resulta de uma área de baixa pressão que avança do Paraguai, gerando instabilidade climática significativa. A previsão aponta para a estabilização do tempo a partir de quarta-feira, com a chegada de um sistema de alta pressão.

O sistema começou a se formar na segunda-feira, 8 de setembro, ao sudeste do Chuí, e passa por um processo de ciclogênese, que intensifica suas características. As condições climáticas adversas devem impactar especialmente a metade sul do Rio Grande do Sul, com acumulados de chuva que podem chegar a 60 mm em algumas regiões. Autoridades alertam para o risco de alagamentos e transtornos no trânsito, especialmente em áreas urbanas.

  • Impactos esperados: Chuvas intensas na metade sul do estado.
  • Áreas mais afetadas: Campos de Cima da Serra e litoral gaúcho.
  • Cuidados recomendados: Evitar áreas de risco e acompanhar alertas meteorológicos.
  • Duração do evento: Efeitos mais intensos entre terça e quarta-feira.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para o Rio Grande do Sul, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo. A combinação de ventos fortes e chuvas pode causar transtornos em áreas urbanas e rurais, com possibilidade de queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

Intensificação do ciclone e seus efeitos no RS

O ciclone extratropical ganha força ao longo da terça-feira, com a pressão atmosférica no seu centro caindo para valores entre 980 e 990 hPa, indicando um sistema de grande intensidade. A formação ocorre devido a uma área de baixa pressão que transporta umidade da Amazônia para o sul do Brasil, intensificando as chuvas. Na região dos Campos de Cima da Serra, os ventos podem superar 90 km/h em pontos isolados, enquanto o litoral norte gaúcho enfrenta rajadas de até 70 km/h. Porto Alegre, embora menos impactada, terá ventos mais expressivos na zona sul, próximos ao Guaíba, com picos de 60 km/h.

A Climatempo destaca que as precipitações mais intensas se concentram na metade sul do estado, com acumulados de até 46 mm registrados em algumas áreas entre a manhã e a tarde de segunda-feira. A instabilidade deve se espalhar para outras regiões ao longo do dia, incluindo a Grande Porto Alegre e a serra gaúcha. A formação do ciclone também está associada a uma frente fria, que derruba as temperaturas em todo o estado, com mínimas previstas de 10,6°C em cidades como Vacaria e São José dos Ausentes.

  • Regiões com chuva intensa: Metade sul, incluindo Fronteira Oeste e Campanha.
  • Queda de temperatura: Mínimas de 10,6°C a 12,2°C em cidades serranas.
  • Risco de alagamentos: Áreas urbanas como Porto Alegre e Pelotas.
  • Monitoramento necessário: Alertas do Inmet e da Defesa Civil.

Reflexos em Santa Catarina e no litoral gaúcho

Além do Rio Grande do Sul, o ciclone extratropical afeta o Planalto Sul de Santa Catarina, especialmente nas áreas próximas à serra, onde ventos fortes são esperados. As rajadas podem alcançar 70 km/h, com possibilidade de granizo em algumas localidades. No litoral gaúcho, a intensidade dos ventos varia, sendo mais forte no Litoral Norte, com velocidades entre 50 km/h e 70 km/h, enquanto o Litoral Sul enfrenta ventos menos intensos. O mar ficará agitado, com ondas que podem atingir até 3 metros de altura, representando risco para embarcações e atividades costeiras.

A MetSul Meteorologia destaca que, embora o ciclone se forme próximo à costa, sua maior intensidade será sentida no mar, especialmente na quarta-feira, quando a pressão central pode chegar a 983 hPa. Nesse momento, os ventos no oceano podem superar 150 km/h, mas em terra a tendência é de estabilização, com a chegada de um sistema de alta pressão que reduz a instabilidade.

  • Áreas afetadas em SC: Planalto Sul e bordas da serra.
  • Condições do mar: Ondas de até 3 metros no litoral gaúcho.
  • Riscos no litoral: Restrições para navegação e atividades pesqueiras.
  • Estabilização prevista: A partir de quarta-feira, com alta pressão.

Medidas de precaução e alertas

Autoridades locais e estaduais reforçam a importância de medidas preventivas para minimizar os impactos do ciclone. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul orienta a população a evitar áreas de risco, como encostas e regiões próximas a rios, devido ao potencial de alagamentos. Em Porto Alegre, o alerta para a alta do Guaíba permanece, com risco de inundações em áreas baixas da cidade. O Inmet recomenda que os moradores acompanhem as atualizações meteorológicas e evitem atividades ao ar livre durante os picos de ventania.

Os ventos fortes podem causar quedas de árvores e danos a estruturas leves, como telhados e placas. Em áreas rurais, há preocupação com a agricultura, especialmente em regiões onde as chuvas intensas podem comprometer plantações. A Climatempo sugere que os agricultores monitorem as condições do solo para evitar perdas.

  • Evitar áreas de risco: Encostas, rios e regiões propensas a alagamentos.
  • Monitoramento constante: Atualizações da Defesa Civil e Inmet.
  • Cuidados com ventos: Evitar atividades ao ar livre durante rajadas.
  • Impactos na agricultura: Risco para plantações na metade sul.

Evolução do sistema e previsão para os próximos dias

O ciclone extratropical passa por um processo de aprofundamento rápido entre a noite de segunda e a manhã de terça-feira, com a pressão central caindo de 1.010 hPa para 998 hPa em poucas horas. Na noite de terça, o sistema atinge sua maior intensidade, com pressão de 987 hPa, aproximando-se do limite de uma ciclogênese explosiva, caracterizada por uma queda de 24 hPa em 24 horas. A partir de quarta-feira, o ciclone se afasta do continente, reduzindo os impactos em terra firme.

A chegada de um sistema de alta pressão na quarta-feira deve estabilizar o clima no Rio Grande do Sul, com previsão de tempo firme e temperaturas em gradativa elevação. No entanto, até lá, a instabilidade permanece, com chuvas moderadas a fortes em diversas regiões. A MetSul alerta que, mesmo com a diminuição dos ventos em terra, o mar continuará agitado, exigindo cuidados adicionais no litoral.

  • Evolução da pressão: De 1.010 hPa na segunda para 983 hPa na quarta.
  • Fim da instabilidade: Previsão de tempo firme a partir de quarta-feira.
  • Condições no mar: Ondas altas até quinta-feira no Atlântico Sul.
  • Temperaturas em alta: Máximas de 22°C a 25°C no norte do estado.

Histórico de ciclones no Sul do Brasil

O Rio Grande do Sul tem um histórico de eventos climáticos intensos causados por ciclones extratropicais, especialmente na primavera. Nos últimos anos, fenômenos semelhantes causaram transtornos, como alagamentos em Porto Alegre e danos a infraestruturas no litoral. Em 2024, um ciclone semelhante trouxe ventos de até 100 km/h, afetando principalmente o litoral norte gaúcho. A combinação de chuvas intensas e ventos fortes é comum em sistemas formados próximo à costa, devido à interação entre massas de ar quente e frio.

A MetSul destaca que a formação de ciclones extratropicais é típica da região sul do Brasil, especialmente entre agosto e outubro, quando as áreas de baixa pressão se intensificam no Atlântico. Esses eventos, embora menos destrutivos que furacões tropicais, podem causar impactos significativos, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas.

  • Eventos anteriores: Ciclone de 2024 com ventos de até 100 km/h.
  • Período crítico: Agosto a outubro, com maior frequência de ciclones.
  • Impactos históricos: Alagamentos e danos a infraestruturas.
  • Frequência regional: Sul do Brasil é propenso a ciclones extratropicais.

Luís Henrique Costa é jornalista formado pela FMU, editor-chefe e fundador do Mix Vale, portal de notícias em atividade desde 2013. Responde pela direção editorial do veículo, que cobre Brasil e mundo em economia, benefícios sociais, esportes, tecnologia, ciência e entretenimento. Atua na área há mais de 15 anos e lidera uma equipe de cerca de 15 colaboradores.

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