El Niño: Inmet e Inpe projetam até 3ºC acima da média no próximo trimestrePor Maria
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O fenômeno El Niño deve provocar temperaturas médias entre 1ºC e 2ºC acima da média histórica na maior parte do Brasil entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. O prognóstico climático conjunto foi divulgado em 29 de outubro de 2026 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). Em trechos do Pará, o aquecimento atípico pode atingir marcas entre 2ºC e 3ºC além dos padrões normais.
Bloqueios atmosféricos estacionários atuarão sobre a porção central do território nacional ao longo do trimestre. O mecanismo impede o avanço de frentes frias e intensifica a formação de ondas de calor sucessivas em vários estados.
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O quadro climático altera radicalmente a distribuição das chuvas pelo país. O modelo numérico antecipa estiagem acentuada nas regiões Norte e Nordeste, além de parcelas de Mato Grosso e Goiás, enquanto a Região Sul receberá acumulados hídricos superiores aos registros históricos. Apenas o extremo sul de Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul escaparão da elevação térmica, registrando índices inferiores à média devido à nebulosidade constante.
Panorama do clima nas regiões brasileiras
- Região Norte: redução expressiva de precipitações no norte e leste da Amazônia, com anomalias de até 3ºC acima da média no Pará.
- Região Sul: alta probabilidade de chuvas torrenciais contínuas, mantendo temperaturas amenas no Rio Grande do Sul e sul catarinense.
- Região Central: formação de bloqueios atmosféricos estacionários com disparada nos termômetros e déficit hídrico em Goiás e Mato Grosso.
- Faixa tropical e Nordeste: diminuição generalizada nos índices pluviométricos e permanência de ar seco e quente durante todo o período.
A oscilação na posição do jato subtropical na alta atmosfera foi responsável pelo direcionamento dos sistemas frontais em direção ao centro-sul do Sudeste em setembro de 2026. A dinâmica serve de base aos meteorologistas para calibrar os cálculos de médio prazo e antecipar períodos críticos de seca e desvios de vazão em bacias hidrográficas.
O monitoramento segue conduzido pelas equipes técnicas com emissão de relatórios mensais para suporte a setores estratégicos de abastecimento e defesa civil.















