Tite negocia com Venezuela para liderar seleção na busca pela Copa 2030

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Tite Foto: Tite - Foto: Delmiro Junior / Shutterstock.com

Em São Paulo, no dia 15 de setembro de 2025, a Federação Venezuelana de Futebol formalizou contato com o técnico brasileiro Adenor Leonardo Bacchi, conhecido como Tite, para assumir o comando da seleção masculina do país no próximo ciclo de eliminatórias para a Copa do Mundo de 2030. A iniciativa ocorre após a renúncia do argentino Fernando “Bocha” Batista, que deixou o cargo na última semana, após a Venezuela falhar em se classificar para o Mundial de 2026, encerrando a campanha em oitavo lugar nas eliminatórias sul-americanas. Tite, desempregado desde que saiu do Flamengo em setembro de 2024, ainda reflete sobre o futuro profissional, especialmente porque passará por uma cirurgia no joelho nos próximos dias, um procedimento que não impede as negociações, já que a federação não tem pressa para definir o novo treinador. A proposta reflete a ambição de construir um projeto competitivo para a Vinotinto, que busca sua primeira participação em Copas do Mundo, apoiada na experiência de Tite, conhecido por sua habilidade em estruturar equipes sólidas, como demonstrou no Corinthians e na seleção brasileira. O interesse venezuelano surge em um momento delicado, com o treinador priorizando a recuperação física antes de decisões.

Recentemente, Tite recusou uma sondagem do Fortaleza, sinalizando que não pretende trabalhar até o final de 2025.

  • Objetivo da Venezuela: alcançar a primeira classificação para uma Copa do Mundo em 2030.
  • Perfil de Tite: experiência em eliminatórias e títulos com Corinthians e Flamengo.
  • Contexto da cirurgia: procedimento no joelho direito para tratar dores crônicas.

Novo ciclo para a Vinotinto

A seleção venezuelana enfrenta um momento de reformulação após a campanha frustrante nas eliminatórias de 2026, onde a derrota por 6 a 3 para a Colômbia na rodada final simbolizou os desafios enfrentados sob o comando de Fernando Batista. Contratado em 2023, o argentino trouxe avanços táticos, mas não conseguiu superar as potências sul-americanas, como Argentina e Brasil, deixando a equipe fora até da repescagem. A escolha por Tite reflete a busca por um treinador com experiência em competições de alto nível, capaz de organizar um elenco que mescla veteranos, como Salomón Rondón, e jovens promissores, como Yeferson Soteldo.

A federação planeja oferecer um contrato de longo prazo, com foco na Copa América de 2028 e nas eliminatórias de 2030, aproveitando a pausa no calendário para alinhar estratégias.

A Venezuela, que nunca disputou um Mundial, vê no histórico de Tite, com classificações diretas para as Copas de 2018 e 2022 com o Brasil, um diferencial para mudar sua trajetória.

  • Metas do projeto: fortalecer a defesa, que sofreu 17 gols fora de casa, e explorar talentos da base.
  • Elenco atual: jogadores como Rondón e Soteldo são vistos como pilares para o novo ciclo.
  • Expectativa: alcançar pelo menos a repescagem nas próximas eliminatórias.

Trajetória de Tite no futebol

Tite, aos 64 anos, é um dos técnicos mais respeitados do futebol brasileiro, com uma carreira que inclui títulos como a Copa Libertadores de 2012 e o Mundial de Clubes pelo Corinthians, além do bicampeonato brasileiro com o Flamengo em 2024. Sua passagem pela seleção brasileira, entre 2016 e 2022, foi marcada por 22 vitórias em 39 jogos, com destaque para a solidez defensiva e a classificação tranquila nas eliminatórias. No Flamengo, o treinador alcançou 65% de aproveitamento em 55 partidas, mas deixou o clube por divergências com a diretoria.

Sua filosofia de jogo, baseada em posse de bola e pressão alta, pode ser um trunfo para a Venezuela, que busca maior consistência tática.

O treinador também é conhecido por sua habilidade em gerir elencos sob pressão, como demonstrou ao liderar o Corinthians na Série B em 2005.

Cirurgia no joelho e planejamento

A cirurgia no joelho direito de Tite, agendada para os próximos dias, visa tratar problemas crônicos que o acompanham desde a carreira de jogador, encerrada precocemente aos 28 anos. O procedimento, uma artroscopia para aliviar desgastes articulares, tem recuperação prevista de quatro a seis semanas, com retorno gradual às atividades. A Federação Venezuelana planeja aguardar a recuperação do treinador, com negociações avançando para uma possível apresentação em novembro, alinhada aos amistosos da Conmebol.

Tite já enfrentou problemas semelhantes no passado, adiando intervenções durante períodos intensos no Flamengo e na seleção brasileira.

A pausa permitirá ao técnico avaliar a proposta venezuelana com calma, considerando salário estimado em 1,5 milhão de dólares anuais e bônus por metas alcançadas.

  • Detalhes do procedimento: limpeza articular e possível prótese parcial.
  • Impacto na carreira: recuperação não impede compromissos a partir de 2026.
  • Planejamento: foco em amistosos para testar esquemas táticos.

Potencial da Venezuela com Tite

O elenco venezuelano, apesar da eliminação em 2026, mostrou evolução com Batista, especialmente em jogos em casa, onde venceu adversários como Peru e Chile. Jogadores como Salomón Rondón, artilheiro com sete gols, e Yeferson Soteldo, com quatro assistências, são peças centrais para o próximo ciclo. Tite, caso aceite a proposta, pode implementar um sistema 4-2-3-1, explorando a velocidade de Soteldo e a experiência de Rondón, enquanto reforça a defesa, que sofreu 17 gols fora de casa.

A federação aposta na experiência de Tite em competições sul-americanas para integrar jovens como Yangel Herrera e veteranos como Tomás Rincón.

A longo prazo, a meta é superar o desempenho de 18 pontos nas eliminatórias, mirando ao menos 25 pontos em 2029.

  • Forças do elenco: criatividade no ataque e solidez em jogos domésticos.
  • Fragilidades: vulnerabilidade defensiva em partidas fora de casa.
  • Oportunidade: base jovem com média de idade de 26 anos.

Negociações e concorrência

A proposta venezuelana é a principal no radar de Tite, mas o treinador já foi sondado por clubes brasileiros, como o Fortaleza, que buscava um nome de peso para a temporada de 2026. A recusa de Tite reflete sua preferência por projetos de longo prazo, como o oferecido pela Venezuela, que não exige resultados imediatos. O mercado sul-americano de técnicos está aquecido, com seleções como Chile e Paraguai também em busca de novos comandantes após as eliminatórias.

A federação venezuelana planeja reuniões presenciais após a recuperação de Tite, com detalhes contratuais ainda em discussão.

O treinador avalia a possibilidade de trabalhar no exterior pela primeira vez como técnico de clube ou seleção, um desafio que o atrai pela novidade.

  • Concorrência: clubes brasileiros e seleções sul-americanas monitoram Tite.
  • Diferencial venezuelano: ausência de pressão imediata e foco em 2030.
  • Próximos passos: definição do contrato até dezembro de 2025.

Thiago Lemos é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2020: Formação: Administração.

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