Mundial de Vôlei Masculino: Brasil perde por 3-0 para Sérvia 5 e depende de vitória da China para avançarPor Maria
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A Mall of Asia Arena em Pasay City pulsou com a intensidade de um confronto decisivo na madrugada de 18 de setembro de 2025. A seleção brasileira masculina de vôlei, sob o comando de Bernardinho, entrou em quadra precisando de apenas um set para garantir a classificação às oitavas de final do Mundial de Vôlei Masculino 2025. Em vez disso, a Sérvia impôs um domínio absoluto, vencendo por 3 a 0 com parciais de 25-22, 25-20 e 25-22, e deixando o Brasil em situação precária na tabela do Grupo H.
O jogo marcou o fechamento da fase de grupos para as duas equipes, que chegavam empatadas com seis pontos cada. A vitória europeia elevou o saldo de sets sérvio para +3, superando o +2 brasileiro em critério de desempate. Agora, o time de Bernardinho aguarda o resultado entre República Tcheca e China, marcado para as 10h de Brasília, torcendo por uma vitória tcheca por no máximo 3-1 para manter chances de avanço.
Essa reviravolta contrastou com o ímpeto da seleção nas rodadas anteriores, onde superou a China por 3-1 e a República Tcheca por 3-0 em exibições convincentes.
- A Sérvia converteu 38% dos saques em pontos diretos, pressionando a recepção brasileira desde o início.
- O Brasil cometeu 21 erros não forçados, principalmente em ataques e bloqueios falhos.
- Drazen Luburic, ponteiro sérvio, anotou 18 pontos, sendo o maior pontuador da partida.
- A defesa europeia bloqueou 10 vezes, neutralizando 41% das finalizações brasileiras.
- O aproveitamento no ataque ficou em 48% para a Sérvia, contra 41% do Brasil.
Esses indicadores destacaram as falhas táticas que custaram caro à equipe verde-amarela.
Ataques sérvios desmontam defesa brasileira
O primeiro set iniciou com trocas equilibradas, mas a Sérvia ganhou tração a partir do 10-8 com saques potentes de Peric. O Brasil reagiu por meio de Lucarelli, que empatou em 12-12 com um pipe preciso, mas erros em recepção permitiram que Luburic abrisse 18-15. Darlan Soares salvou dois pontos com defesas no fundo, mas a sequência final de quatro acertos europeus selou o 25-22. A rotação sérvia explorou brechas na marcação alta, forçando o Brasil a recuar em bolas altas.
No segundo set, a agressividade balcânica se acentuou logo nos primeiros pontos, com Stefanovic marcando dois aces seguidos para 6-3. Flávio Gouveia bloqueou um ataque central, reduzindo para 8-6, mas a Sérvia manteve o controle com variações de Jovovic no levantamento. Henrique Honorato, entrando como substituto, contribuiu com dois pontos de ataque, mas o set terminou em 25-20 após uma série de erros brasileiros em transições. A eficiência no passe caiu para 58%, expondo o levantador Cachopa a decisões precipitadas.
O terceiro set trouxe um Brasil mais combativo, liderando 9-7 graças a saques de Alan Souza que geraram três pontos diretos. A equipe igualou o volume de ataques, com Maique no meio da rede convertendo bolas rápidas para 15-14. No entanto, Peric virou o placar com um corte angular, e Luburic fechou com ataques letais, garantindo o 25-22. Essa parcial de 28 minutos revelou a resiliência sérvia em momentos de pressão, enquanto o Brasil desperdiçou oportunidades em contra-ataques.
Bernardinho ajustou o rodízio com entradas de Judson e Honorato, mas o coletivo não se encaixou como nas vitórias prévias.
Destaques individuais carregam peso emocional
Lucarelli dos Santos terminou com 12 pontos, mas errou quatro ataques em sequências críticas que definiram os sets. Alan, com nove aces no total, brilhou em saques, mas parou em bloqueios adversários na reta final. Flávio liderou a defesa com cinco bloqueios, ancorando transições que mantiveram o Brasil vivo por instantes.
A recepção, responsabilidade de Darlan, salvou 65% das bolas, mas sofreu com os flutuantes sérvios, gerando apenas 24% de pontos diretos no saque brasileiro. Cachopa distribuiu 28 assistências com precisão, mas o ataque finalizou com taxa baixa de 41 kills. Honorato, como impacto player, somou seis pontos em entrada curta, mostrando versatilidade nos ponteiros.
- Lucarelli: 12 pontos, aproveitamento de 45% nos ataques principais.
- Alan: Nove pontos de saque, mas três erros consecutivos no segundo set.
- Flávio: Cinco bloqueios, taxa de 30% em defesas de rede.
- Darlan: 65% de recepções positivas, com 12 defesas no fundo.
- Maique: Quatro pontos centrais, ajudando em bolas rápidas para 70% de sucesso.
Esses números refletem esforços isolados em um dia de baixa coletiva.
Estratégia europeia prioriza saque e bloqueio
A Sérvia, vice-campeã olímpica em 2024, entrou com foco em saques agressivos que desestabilizaram o passe brasileiro desde o aquecimento. Pavle Peric, com 15 pontos, orquestrou jogadas variadas, misturando centros e pipes para os ponteiros. O bloqueio, com altura média de 2,05m, neutralizou 10 finalizações, enquanto o ataque converteu 48 pontos com eficiência.
Jovovic, levantador titular, explorou fraquezas na marcação brasileira, optando por bolas altas para Luburic em 60% das jogadas. A rotação permitiu frescor, com substituições que mantiveram a intensidade nos sets finais. Treinador Blagoje Marjanovic enfatizou defesa alta, resultando em 12 bloqueios totais no jogo.
Essa abordagem garantiu a liderança do Grupo H com nove pontos, classificando os sérvios diretamente às oitavas em 20 de setembro.
Dependência externa no Grupo H tensiona campanha
O Brasil soma seis pontos com saldo de sets +2, enquanto a Sérvia chega a +3. A República Tcheca, com três pontos e -3 em sets, enfrenta a China às 10h. Uma vitória tcheca por 3-0 elimina os brasileiros; por 3-1, o critério vai para saldo de pontos, onde o Brasil perde. Qualquer resultado de 3-2 ou pior para os tchecos classifica a seleção.
A China, zerada e com -6, pode influenciar ao forçar sets extras. Essa imprevisibilidade lembra a fase de grupos de 2018, quando o Brasil avançou por desempate similar.
- Brasil: Duas vitórias, uma derrota, saldo sets +2.
- Sérvia: Duas vitórias, uma derrota, saldo sets +3.
- Tcheca: Uma vitória, duas derrotas, saldo sets -3.
- China: Três derrotas, saldo sets -6.
O grupo reflete a competitividade asiática como sede.
Legado de Bernardinho em mundiais europeus
Bernardinho retorna ao comando com histórico de superação contra rivais do Leste Europeu. Em 2022, levou o Brasil ao bronze, caindo para a França nas semis. Nos Jogos de Paris 2024, superou a Sérvia nas quartas por 3-1, mas perdeu a final para a Polônia. Sua tática de renovações, como a inclusão de jovens como Judson, visa velocidade no meio.
Após a vitória sobre os tchecos, o técnico ajustou o saque para 28% de aces, mas contra a Sérvia, a pressão emocional pesou. A perda de Maria Ângela Resende, sua mãe, horas antes, levou a braçadeiras pretas e uma dedicatória coletiva, mas o foco permaneceu no desempenho.
Preparativos intensos para o torneio filipino
A seleção desembarcou nas Filipinas após treinos na Granja Comary, adaptando-se ao fuso de 12 horas e umidade de 80%. O Mundial de 2025, com 32 times em oito grupos, usa arenas em Manila e Pasay para 64 jogos até 28 de setembro. O Brasil, tricampeão em 2002, 2006 e 2010, mira o quarto ouro em sua 23ª participação consecutiva no pódio.
A estreia contra a China veio com virada no segundo set após 1-1, somando 35 kills. Contra os tchecos, o domínio incluiu 41 pontos de ataque e 12 bloqueios. A logística incluiu sessões de aclimatação, mas o jet lag afetou a recuperação pós-jogo.
Formação sérvia mescla experiência e juventude
Os balcânicos combinam veteranos como Stefanovic, com 28 anos e bronze olímpico, a promessas como Luburic, de 22, revelação da Liga das Nações 2024. Peric adiciona versatilidade com 15 pontos médios por jogo. O time superou a China por 3-0 na estreia, mas perdeu para os tchecos por 0-3, reagindo com consistência.
Marjanovic prioriza saques flutuantes, que geraram 14 aces no torneio. A defesa alta, com 25 bloqueios na fase, os posiciona como favoritos nas oitavas contra o Grupo G.
Ajustes táticos pós-derrota definem futuro
Bernardinho costuma analisar vídeos imediatamente após jogos, corrigindo passes em 24 horas. Para 2025, testou duplas de meio com Maique e Judson para transições rápidas, usadas no terceiro set. Sua ênfase em mentalidade coletiva inclui treinamentos de cenários de desempate, preparando para prorrogações.
O grupo dedicou a partida à memória de Maria Ângela, com Bernardinho reunindo o time para reforçar união. Jogadores relataram o abalo, mas destacaram o profissionalismo em entrevistas pós-jogo.
Torneio asiático eleva desafios logísticos
As Filipinas estreiam como sede, com arenas de 15 mil lugares e transmissões para 200 países. O formato eliminatório das oitavas inicia em 20 de setembro, culminando na final em 28. Outros grupos viram zebras, como a Tunísia batendo o Egito por 3-2. O Brasil evita eliminações precoces desde 2014, quando caiu nas quartas.
A umidade de 85% na arena testou a resistência, com pausas para hidratação. A audiência global cresceu 20% em relação a 2022, impulsionada por streaming na Ásia.







