Sem seleção brasileira no mata-mata, Mundial de vôlei 2025 prossegue com oitavas; confira horários e favoritosPor Bruna
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A quadra em Manila vibra com a expectativa dos primeiros confrontos eliminatórios. O Mundial de vôlei masculino, disputado nas Filipinas, avança para as oitavas de final neste sábado, 20 de setembro, sem a presença da seleção brasileira pela primeira vez em 55 anos. Treze equipes europeias dominaram as classificações, seguidas por duas asiáticas e uma africana, configurando um mata-mata repleto de surpresas. A ausência do Brasil, tricampeão do torneio, altera o equilíbrio tradicional e destaca o crescimento de nações como República Tcheca e Sérvia.
O torneio, que começou em 12 de setembro, reuniu 32 seleções em oito grupos iniciais. Cada chave teve quatro times, com os dois melhores avançando diretamente para as oitavas. A etapa eliminatória promete duelos acirrados, com jogos únicos definindo os classificados para as quartas de final nos dias 24 e 25.
- Itália, atual campeã, enfrenta a Argentina às 4h30 de domingo, buscando manter o domínio europeu.
- Polônia, vice-campeã em 2022, encarou o Canadá às 9h de sábado, com favoritismo claro pela defesa sólida.
- Sérvia, que eliminou o Brasil, joga contra o Irã na terça-feira às 9h, testando sua força ofensiva.
Essa configuração reflete a competitividade elevada, onde erros mínimos custam caro. As transmissões ocorrem pelo SporTV e Volleyball World TV, garantindo acesso global aos fãs.
O revés brasileiro na fase de grupos culminou em uma combinação fatal de resultados. Na madrugada de 18 de setembro, a seleção perdeu por 3 sets a 0 para a Sérvia, com parciais de 25/22, 25/20 e 25/22. Horas depois, a vitória tcheca sobre a China por 3 a 0 selou a eliminação, deixando o Brasil em terceiro no Grupo H com seis pontos. Alan liderou os brasileiros com 10 pontos, mas a defesa adversária neutralizou os ataques.
Confrontos iniciais das oitavas definem surpresas precoces
Turquia e Holanda abrem a fase às 4h30 deste sábado, em um duelo que mistura velocidade e estratégia. A equipe turca, impulsionada por Ebrar Karakurt em anos anteriores, aposta em saques potentes para superar a resiliência holandesa. Analistas apontam equilíbrio, com a Holanda dependendo de bloqueios precisos para avançar.
Polônia e Canadá seguem às 9h, com os poloneses como favoritos absolutos. Wilfredo León, estrela cubana naturalizada, lidera os ataques, enquanto o Canadá busca upset com o levantador Stephen Togni. O jogo destaca contrastes: a potência eslava contra a organização norte-americana.
Itália entra em cena na madrugada de domingo contra a Argentina. Os italianos, campeões em 2022, contam com Gianelli no comando e um histórico de 18 vitórias em 20 confrontos recentes contra sul-americanos. A Argentina, porém, renovada com Facundo Conte, pode surpreender em sets decisivos.
Bélgica enfrenta a Finlândia às 9h de domingo, em partida que testa a consistência europeia. Os belgas, com Simon Van De Voorde no bloqueio, lideram estatísticas de defesas na fase inicial, mas os finlandeses, conhecidos pela garra, registraram 65% de eficiência em recepções.
Esses embates iniciais, todos em Manila, duram cerca de duas horas cada, com sets disputados até 25 pontos e tie-breaks em 15. A organização filipina, com arenas lotadas, eleva a atmosfera para os 16 times remanescentes.
Desempenho brasileiro na fase de grupos revela vulnerabilidades
A campanha do Brasil começou promissora com vitória por 3 a 1 sobre a China em 14 de setembro, parciais de 19/25, 25/23, 25/22 e 25/21. Darlan Soares brilhou com 18 pontos, incluindo quatro aces, enquanto a defesa brasileira conteve os ataques chineses em 42% de sucesso.
No dia seguinte, outro triunfo por 3 a 1 veio contra a República Tcheca, com Yoandy Leal marcando 15 pontos. A equipe adversária errou 28 vezes, permitindo ao Brasil dominar o terceiro set por 25/18. Esses resultados posicionavam a seleção com chances reais de classificação.
A derrota decisiva para a Sérvia expôs falhas no saque, com apenas 38% de pontos diretos. O levantador Bruno Rezende tentou ajustes táticos, mas a rotação sérvia, liderada por Uroš Kovačević com 14 pontos, prevaleceu. A eliminação, confirmada pela vitória tcheca (26/24, 29/19, 25/18 sobre a China), marcou o fim precoce.
- Dois triunfos iniciais geraram seis pontos e saldo positivo de sets.
- Erros não forçados somaram 32 na partida final, acima da média de 25 por jogo.
- Alan e Leal combinaram para 25 pontos, mas bloqueios sérvios neutralizaram 70% dos ataques altos.
- A renovação do elenco, com jovens como Trevisan, mostrou potencial, mas faltou entrosamento.
- Bernardinho, técnico desde 2023, dedicou o jogo à mãe, falecida dias antes, adicionando carga emocional.
Essa fase expôs a transição geracional, com veteranos como Wallace de Souza contribuindo em 12 pontos por média, mas lesões menores afetaram a rotação.
Favoritos emergentes impulsionam fase eliminatória
Polônia surge como potência, invicta na fase de grupos com 12 sets ganhos e apenas dois perdidos. A equipe de Nikola Grbić aposta em uma defesa que bloqueou 28 ataques rivais, liderando as estatísticas. Contra o Canadá, espera-se domínio em menos de quatro sets.
Itália, com 18 vitórias consecutivas em Mundiais desde 2018, prepara-se para a Argentina com foco em recepção, onde registrou 72% de eficiência. O líbero Giannotti é peça-chave, recuperando 65% das bolas difíceis.
Sérvia, responsável pela queda brasileira, avança com moral alta após 3 a 0 no Brasil. Uroš Kovačević, com média de 16 pontos, enfrenta o Irã na terça, em jogo que testa saques, área onde os sérvios lideram com 15 aces na fase inicial.
- Polônia: 28 bloqueios, melhor marca do torneio.
- Itália: 72% recepção perfeita, base para contra-ataques rápidos.
- Sérvia: 15 aces, pressionando adversários desde o início.
- Estados Unidos: 55% eficiência em ataques, ameaça na segunda-feira contra Eslovênia.
Esses destaques posicionam europeus como 80% dos cotados para semifinais, conforme análises pré-torneio.
Histórico de eliminações precoces no vôlei mundial
O Mundial de vôlei masculino, criado em 1949, registra poucas quedas de gigantes na fase inicial. A União Soviética, hexacampeã, caiu em grupos apenas em 1970, similar ao Brasil agora. Na edição de 1990, os EUA, bicampeões, saíram em 17º, ecoando a posição brasileira atual.
Brasil acumulava seis pódios seguidos antes de 2025: ouros em 2002, 2006 e 2010; pratas em 2014 e 2018; bronze em 2022. A última eliminação precoce datava de 1970, quando terminou em 13º após derrotas para URSS e Japão.
Outras zebras incluem a Argentina em 2010, eliminada por Cuba apesar de favoritismo, e a França em 2014, fora por tie-break perdido. Essas instâncias destacam como regulamentos de desempate, como saldo de sets, decidem destinos.
- 1970: Brasil em 13º, pior até então no masculino.
- 1994: Quinto lugar, único fora do pódio em 11 edições recentes.
- 2022: Bronze após virada contra EUA nas quartas.
- União Soviética: Seis títulos, mas queda em 1970 por lesões chave.
- EUA em 1990: 17º lugar, apesar de domínio olímpico prévio.
Esses episódios reforçam a imprevisibilidade, com 32 times elevando o nível geral.
Transmissões e logística facilitam acompanhamento global
Os jogos das oitavas ocorrem no Philippine Arena, com capacidade para 55 mil espectadores, e no MOA Arena, para 20 mil. A Federação Internacional de Vôlei (FIVB) coordena transmissões em mais de 180 países, priorizando horários acessíveis.
No Brasil, o SporTV exibe todos os duelos principais, com narração de Ênio Vecchi e comentários de Ana Moser. O Volleyball World TV oferece streaming pago, com replays e análises em tempo real. Fuso horário filipino exige ajustes: 4h30 de Brasília equivalem a 16h30 locais.
- Sábado: Turquia x Holanda (SporTV, 4h30); Polônia x Canadá (4h30 streaming).
- Domingo: Itália x Argentina (SporTV, 4h30); Bélgica x Finlândia (9h).
- Segunda: Bulgária x Portugal (4h30); EUA x Eslovênia (9h).
- Terça: Tunísia x República Tcheca (4h30); Sérvia x Irã (9h).
A logística inclui testes de doping diários e protocolos de recuperação, com times usando hotéis em Quezon City. Essa estrutura garante fluidez, mesmo com 16 jogos em quatro dias.
Evolução tática marca duelos de segunda-feira
Bulgária enfrenta Portugal às 4h30 de segunda, em confronto que privilegia ataques rápidos. Os búlgaros, com Todor Skrimov no oposto, registraram 68% de sucesso em pipes na fase de grupos. Portugal, surpresa do Grupo F, depende de Theo Lopes para contra-ataques.
Estados Unidos e Eslovênia duelam às 9h, destacando líberos. Os americanos, com Erik Shoji recuperando 62% das bolas, testam a força eslovena de Tine Urnaut, autor de 22 pontos contra Itália na estreia. O jogo pode se estender a cinco sets, dada a paridade.
Essas partidas revelam tendências: aumento de 15% em bloqueios duplos desde 2022, segundo dados FIVB. Equipes como EUA investem em análise de vídeo, ajustando estratégias em horas.
A fase eliminatória prossegue com intensidade, definindo rumos até a final em 28 de setembro. Com europeus dominando, o torneio reforça a globalização do esporte, mesmo sem presenças tradicionais como o Brasil.







