Verstappen domina GP do Azerbaijão com vitória dominante e pódio histórico para Sainz na Williams em BakuPor Luís Henrique Costa
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Max Verstappen largou na pole position e manteve o controle absoluto durante as 51 voltas do Circuito de Baku, garantindo sua quarta vitória na temporada de 2025 da Fórmula 1. O holandês da Red Bull cruzou a linha de chegada com mais de 14 segundos de vantagem sobre o segundo colocado, consolidando um fim de semana perfeito que incluiu a pole na classificação caótica do dia anterior. Essa performance reforça a consistência da equipe austríaca em pistas de rua, onde o carro demonstrou superioridade em curvas de baixa e alta velocidade.
A corrida, disputada sob condições de pista seca após uma classificação marcada por seis interrupções, destacou o equilíbrio entre estratégia e pilotagem precisa. George Russell, da Mercedes, aproveitou uma parada nos boxes bem executada para subir ao segundo lugar, enquanto Carlos Sainz, recém-chegado à Williams, surpreendeu ao conquistar o terceiro posto, o primeiro pódio da equipe britânica em corridas completas desde o GP da Bélgica de 2021. O espanhol, que largou em segundo no grid, resistiu à pressão de rivais mais rápidos para quebrar um jejum de três anos sem top 3 para a escuderia de Grove.
Gabriel Bortoleto, o brasileiro da Sauber, completou a prova em 11º lugar após uma largada movimentada que o beneficiou com a saída precoce de Oscar Piastri. O novato de 20 anos superou desafios nos pit stops e ultrapassagens no pelotão intermediário, marcando pontos importantes em sua temporada de estreia. A ausência de Piastri, líder do Mundial de Pilotos, alterou o panorama da disputa, permitindo que Lando Norris reduzisse a diferença na vice-liderança para 25 pontos.
- Verstappen soma 33 pontos e sobe para terceiro no Mundial, com 255 ao total;
- Russell impulsiona Mercedes à vice-liderança de construtores, com 290 pontos;
- Sainz acumula 15 pontos no pódio, seu 28º na carreira em três equipes diferentes;
- Bortoleto avança de 13º para 11º, superando Albon após punição ao tailandês;
- McLaren adia título de construtores para Singapura após apenas seis pontos de Norris.
Estratégias nos boxes definem o ritmo em Baku
A largada do GP do Azerbaijão trouxe imediato drama quando Oscar Piastri, da McLaren, queimou a largada e colidiu com as barreiras na curva 5, abandonando na primeira volta. Essa interrupção beneficiou pilotos como Bortoleto, que subiu de 13º para 12º, e Charles Leclerc, que ganhou uma posição inicial. Verstappen, por sua vez, manteve a liderança com tranquilidade, abrindo 1s4 sobre Sainz já na relargada da volta 5. O holandês gerenciou os pneus duros iniciais de forma impecável, estendendo o primeiro stint para acumular vantagem.
Enquanto isso, a Mercedes optou por uma abordagem agressiva com Russell, que largou em quinto com pneus médios e recuperou posições ao ultrapassar Yuki Tsunoda na volta 10. A equipe prateada priorizou a extensão do stint do britânico, permitindo que ele subisse para quarto antes da janela de pit stops. Kimi Antonelli, companheiro de Russell, parou na volta 19 para trocar por duros novos, mas o calouro italiano manteve o quarto lugar graças a um undercut eficiente contra Liam Lawson, da RB. Essa manobra destacou a força da Mercedes em gerenciamento de borracha, especialmente em um traçado que pune desgaste excessivo nas zebras.
Sainz, pressionado pela estratégia da Mercedes, resistiu até a 28ª volta antes de sua parada, voltando em sexto mas recuperando terreno com ultrapassagens limpas sobre Norris e Hamilton. O espanhol da Williams demonstrou paciência ao defender a posição contra Antonelli nas voltas finais, usando o DRS de forma precisa na reta principal. A punição de 10 segundos a Alexander Albon, por toque em Franco Colapinto na volta 16, abriu caminho para Bortoleto entrar no top 12, consolidando um avanço que o levou a 11º após ultrapassar Esteban Ocon e Nico Hulkenberg.
A Red Bull, com Verstappen, executou um pit stop único na volta 40, trocando duros por médios usados e mantendo 32 segundos de folga para Russell. Essa decisão evitou subestints desnecessários e preservou a liderança absoluta, com o tetracampeão gerenciando o ritmo para economizar combustível nas últimas dez voltas. A corrida em Baku, conhecida por safety cars frequentes, teve apenas uma interrupção breve, favorecendo equipes com paradas rápidas como a Mercedes, que somou 43 pontos no dia.
Desafios no pelotão médio testam limites dos pilotos
Lando Norris, da McLaren, enfrentou um dia de altos e baixos após a largada, caindo para nono na relargada ao ser superado por Isack Hadjar e Leclerc. O britânico, vice-líder do Mundial, postergou seu pit stop até a volta 38 em busca de um undercut, mas uma falha na pistola de roda dianteira esquerda adicionou 4s1 ao tempo de parada, jogando-o para oitavo. Norris recuperou uma posição ao ultrapassar Leclerc na volta 41, terminando em sétimo com apenas seis pontos, o que adia o título de construtores da McLaren para a próxima etapa em Singapura.
Fernando Alonso, da Aston Martin, largou em 11º e recebeu punição de cinco segundos por queima de largada na volta 6, reagindo ao movimento de Piastri. O bicampeão espanhol duelou com Bortoleto no meio do pelotão, mas perdeu ritmo após os pits, cruzando em 15º após ser superado por Ocon e Stroll. A Aston Martin sofreu com falta de aderência nas curvas de baixa, limitando as ultrapassagens de Alonso, que completou a prova sem pontos pela terceira vez consecutiva em Baku.
Bortoleto, por outro lado, exibiu maturidade ao gerenciar os pneus médios iniciais, subindo para o top 10 durante os pits rivais na volta 27. O brasileiro da Sauber superou Hulkenberg com uma manobra ousada na curva 8 e defendeu contra Stroll nas voltas finais, garantindo o 11º lugar e dois pontos valiosos. Sua estratégia de stint longo nos duros permitiu ganhos de posição, especialmente após a punição a Albon, que caiu para 13º.
- Norris perde chance de encurtar gap para Piastri, agora em 25 pontos de diferença;
- Alonso acumula 15º lugar, sem pontos em Baku pela terceira vez na carreira;
- Bortoleto marca segundo top 12 consecutivo, somando quatro pontos na temporada;
- Hadjar termina em 10º, seu melhor resultado com a RB em pistas urbanas;
- Colapinto abandona volta após toque com Albon, sem pontos para Alpine.
Destaques das ultrapassagens moldam o espetáculo
A reta principal de Baku, com mais de 2 km, favoreceu duelos intensos, especialmente entre o pelotão médio onde ultrapassagens representaram 45% das manobras da corrida. Tsunoda, da Red Bull, defendeu o sexto lugar contra Norris por sete voltas, usando o DRS reverso para bloquear tentativas na curva 1. O japonês completou o stint com pneus duros estendidos, somando oito pontos e consolidando sua posição como reserva confiável na equipe principal.
Hamilton, agora na Ferrari, largou em 12º e subiu para oitavo com ultrapassagens sobre Bearman e Albon nas voltas 20 a 25. O heptacampeão britânico optou por médios frescos na parada da volta 37, mas perdeu ritmo no tráfego, terminando 2s atrás de Norris. Sua manobra sobre Leclerc na volta 45, forçando o monegasco para fora da linha, gerou debate nos rádios, mas foi considerada limpa pela direção de prova.
Lawson, da RB, brilhou com quinto lugar, seu melhor resultado na F1, ao resistir a Antonelli nas curvas finais com travadas precisas. O neozelandês somou 10 pontos, impulsionando a RB para quarto no Mundial de construtores. Antonelli, em quarto, marcou seu segundo top 5 consecutivo, demonstrando adaptação rápida aos pneus Mercedes em condições de asfalto irregular.
Essas disputas elevaram o número de trocas de posição para 28 na prova, superando a média de Baku em 20% e destacando o equilíbrio da temporada 2025.
Resultados finais consolidam mudanças no campeonato
Verstappen ampliou sua sequência invicta em Baku para três vitórias consecutivas, somando 67 triunfos na carreira e reduzindo o gap para Piastri para 69 pontos no Mundial de Pilotos. A Red Bull, com Tsunoda em sexto, alcança 272 pontos em construtores, mantendo a liderança apesar da pressão da McLaren.
A Mercedes, com dobradinha de Russell e Antonelli nos top 4, ultrapassa a Ferrari por quatro pontos na vice-liderança de equipes, totalizando 290. Sainz, com 15 pontos do pódio, eleva a Williams para nono no campeonato, com 45 pontos totais, o melhor início desde 2022. Leclerc e Hamilton, em nono e oitavo, somam apenas 10 pontos para a Ferrari, que cai para 286.
Bortoleto, em 11º, contribui com dois pontos para a Sauber, que luta contra a Haas pela oitava posição. A Alpine, com Gasly e Colapinto nos últimos lugares, permanece em 12º com 18 pontos, enfrentando desafios mecânicos recorrentes.
- Piastri perde 25 pontos de liderança após abandono, com 324 no total;
- Norris soma seis pontos, chegando a 299 e pressionando o companheiro;
- Ferrari perde terreno com apenas 10 pontos, agora em terceiro geral;
- Williams ganha 18 pontos com Sainz, dobrando pontuação em Baku;
- Haas avança com Bearman em 12º, somando um ponto extra.
A próxima etapa, GP de Singapura em 3 a 5 de outubro, promete retornos em uma pista noturna travada, onde a McLaren historicamente brilha.







