McLaren Racing conclui venda de 30% das ações e eleva valor de mercado para R$ 21,8 bilhõesPor Carolina Costa
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Zak Brown, CEO da McLaren Racing, confirmou a conclusão da venda de 30% das ações da divisão esportiva da empresa para os fundos Mumtalakat e CYVN Holdings. A operação ocorreu em setembro de 2025 e posiciona os investidores como donos integrais do braço de corridas da montadora britânica. Essa aquisição eleva o valor de mercado da McLaren Racing para cerca de 4 bilhões de dólares, equivalente a R$ 21,8 bilhões na cotação atual.
O percentual vendido pertencia anteriormente à MSP Sports Capital e a outros acionistas minoritários, que entraram na estrutura em 2020 durante um período de recuperação financeira da equipe.
- Mumtalakat, fundo soberano do Bahrein, já detinha a maioria das ações.
- CYVN Holdings, focado em investimentos automotivos de Abu Dhabi, complementa o controle total.
- A transação simplifica a governança e reforça a estabilidade operacional.
Evolução do valor de mercado
A McLaren Racing passou de uma avaliação de 560 milhões de libras em 2020 para os atuais 3 bilhões de libras. Esse crescimento reflete a recuperação da equipe após anos de desempenho irregular. O investimento inicial da MSP ocorreu quando a companhia enfrentava desafios econômicos globais.
Atualmente, a liderança no campeonato de construtores de 2025 impulsiona essa alta. Pilotos como Lando Norris e Oscar Piastri contribuem com vitórias consistentes nas pistas.
Desempenho recente na pista
A equipe britânica conquistou o título de construtores em 2024, encerrando um jejum de 26 anos. Essa vitória marcou o retorno à elite da Fórmula 1 após uma década de instabilidade. Em 2025, a McLaren mantém a ponta na classificação, com 12 triunfos em 15 corridas disputadas.
Norris e Piastri disputam o campeonato de pilotos de forma acirrada. O australiano Piastri lidera com 34 pontos de vantagem sobre o britânico. A consistência dos dois garante pontos valiosos para a escuderia.
O carro MCL39, apresentado no início da temporada, incorpora avanços aerodinâmicos que melhoram o ritmo em circuitos variados.
Fatores que impulsionam o crescimento
O teto orçamentário introduzido pela Liberty Media em 2021 estabilizou as finanças das equipes. Essa medida promoveu maior equilíbrio competitivo e atraiu novos patrocinadores. A McLaren se beneficiou diretamente, com parcerias como Mastercard e Google elevando a receita.
A popularidade global da Fórmula 1 cresceu com a série documental Drive to Survive, da Netflix. Audiências de TV bateram recordes, com picos de centenas de milhões de espectadores por fim de semana.
- A demanda por GPs supera a oferta atual de 24 etapas.
- Patrocinadores buscam visibilidade em um esporte em expansão.
- Mudanças regulatórias para 2026 prometem mais eficiência energética.
Brown destacou esses elementos em entrevista recente. Ele enfatizou que o esporte opera com todos os indicadores em alta. A estabilidade financeira permite investimentos em tecnologia e talentos.
Investidores e estrutura acionária
Mumtalakat mantém o papel de acionista controlador após a compra. O fundo gerencia ativos de 18 bilhões de dólares e apoia projetos de mobilidade avançada. CYVN, por sua vez, adquiriu a divisão automotiva da McLaren em abril de 2025. Essa integração fortalece sinergias entre corridas e produção de veículos.
A MSP Sports Capital obteve retorno significativo sobre o investimento inicial. Outros minoritários, como Ares e UBS O’Connor, também saíram com ganhos expressivos. A transação ocorreu sem interrupções nas operações da equipe.
Expansão além da Fórmula 1
A McLaren planeja entrada no Mundial de Endurance em 2027 com um hypercar papaya. Essa iniciativa amplia a presença em categorias de longa duração. A equipe já compete na IndyCar, onde busca consistência.
O foco em sustentabilidade guia os próximos projetos. Tecnologias de hidrogênio e eficiência serão testadas nas séries de apoio. A base em Woking, Inglaterra, recebe upgrades para abrigar essas inovações.







