Jogo do Bicho: Flávio da Mocidade e Rogério Andrade denunciados por organização criminosa no Rio de Janeiro
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira uma operação contra a nova cúpula do jogo do bicho. Flávio da Silva Santos, conhecido como Pepé ou Flávio da Mocidade e presidente da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, foi preso durante o cumprimento de mandados. A ação ocorreu no Rio de Janeiro, com buscas em endereços na capital, na quadra da Imperatriz Leopoldinense e em um haras em Cachoeiras de Macacu. Rogério de Andrade, contraventor apontado como líder do esquema, também é alvo das medidas judiciais expedidas pela 1ª Vara Especializada em Organização Criminosa.
As investigações apontam que os acusados comandam uma organização voltada à exploração de jogos de azar desde 2014.

- Dois mandados de prisão preventiva foram emitidos contra Flávio e Rogério.
- Oito mandados de busca e apreensão visam imóveis ligados aos investigados.
- Vinicius Drumond, aliado do grupo, enfrenta nove buscas em seus endereços.
A denúncia descreve a gestão direta de pontos de apostas e disputas com rivais.
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Mandados cumpridos em locais variados
Agentes do Gaeco, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ, executaram as ordens em diferentes pontos da região metropolitana. Um dos alvos foi a residência de Vinicius Drumond, na Barra da Tijuca. A operação conta com suporte da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais da Polícia Civil.
A Justiça determinou que Rogério de Andrade siga no sistema penitenciário federal.
Denúncia por organização criminosa
O Ministério Público acusa Flávio e Rogério de liderar a principal estrutura de jogos ilegais no estado. As provas incluem gerenciamento de apostas e confrontos violentos com grupos concorrentes, como o de Fernando Iggnácio, morto em 2020. O esquema envolve pagamento de propinas a policiais civis e militares para proteção das atividades.
Investigações no Procedimento Investigatório Criminal revelam corrupção sistemática em unidades policiais.
O grupo mantém controle sobre pontos de jogo em áreas estratégicas do Rio.
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Esquema de corrupção policial
Pagamentos regulares garantem impunidade às operações de azar. Delegacias específicas recebem valores para ignorar denúncias. A denúncia destaca o envolvimento de agentes em esquemas de proteção.
A Polícia Civil apoia a ação com agentes especializados em crimes organizados.
Detalhes das investigações desde 2014
Desde o início das apurações, o Gaeco identificou a expansão do grupo em territórios de apostas. Disputas armadas com rivais resultaram em execuções, incluindo o caso de Iggnácio. Propinas financiam a rede de proteção policial, com valores direcionados a batalhões chave. A operação visa desarticular a estrutura, com Flávio da Mocidade apontado como executor direto de pontos. Registros mostram transferências financeiras para milíciares e policiais, consolidando o domínio ilegal na capital.
Medidas judiciais impostas
A 1ª Vara determinou prisão em regime federal para os alvos principais. Buscas apreenderam documentos e dispositivos eletrônicos. Flávio enfrenta inclusão em presídio de segurança máxima.
Apoio institucional na operação
O Gaeco coordena as ações com a Polícia Civil. Equipes especializadas executam mandados simultaneamente. A operação reforça o combate a crimes de colarinho branco ligados a contravenções.

















