Britânico de 70 anos perde pernas após infecção fúngica rara em LondresPor Luís Henrique Costa
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Um britânico de 70 anos, Rick Viner, teve as duas pernas amputadas após ser diagnosticado com uma infecção fúngica rara, conhecida como aortite por Aspergillus fumigatus, em Londres. O caso ocorreu em 2021, durante um passeio com a esposa, quando ele perdeu a força nas pernas e foi internado. A infecção, que comprometeu a aorta e causou coágulos sanguíneos, exigiu uma cirurgia de emergência. A condição, extremamente incomum, mudou a vida do aposentado, que agora depende de medicamentos e próteses.
Antes do episódio, Viner, residente de Oxfordshire, na Inglaterra, era ativo e planejava aproveitar a aposentadoria viajando. A filha, Gemma Brooks, relatou que ele caminhava longas distâncias e não apresentava sinais graves até o colapso. A família, inicialmente aliviada com uma leve recuperação, foi surpreendida pela necessidade de amputação bilateral.
- Impacto da infecção: Coágulos bloquearam a circulação nas pernas.
- Tratamento: Medicamentos antifúngicos controlam a doença, sem cura definitiva.
- Cirurgia: Amputação abaixo dos joelhos foi inevitável após falha de outros procedimentos.
A família agora se dedica a criar memórias e arrecadar fundos para pesquisas sobre infecções fúngicas.
Origem da infecção
A aortite por Aspergillus fumigatus é uma condição rara que afeta a aorta, principal artéria do corpo. No caso de Viner, o fungo se alojou em uma válvula cardíaca instalada anos antes, espalhando-se pelo sangue.
Os médicos identificaram que o coração bombeava o fungo, causando coágulos que comprometeram as pernas. A condição é difícil de diagnosticar e tratar, com poucos casos registrados.
Tratamento e complicações
Viner toma cerca de 30 comprimidos diários, incluindo antifúngicos para conter a infecção. Mesmo com o tratamento, não há garantia de cura, e a progressão da doença é incerta.
Em 2022, uma infecção óssea exigiu nova cirurgia na perna esquerda. Além disso, ele sofreu derrames que afetaram fala e memória.
A esposa, Zena, tornou-se cuidadora em tempo integral, auxiliando com próteses e tarefas diárias.
Apesar das dificuldades, Viner mantém uma rotina adaptada, utilizando cadeira de rodas.
Adaptação à nova realidade
A família de Viner enfrenta desafios diários, mas busca manter o otimismo. Gemma destacou que o pai aceitou a nova condição e tenta aproveitar o tempo com entes queridos.
Viagens, como um cruzeiro em 2024, têm sido uma forma de criar memórias. A união familiar tem sido essencial para lidar com as limitações impostas pela doença.
Apoio a pesquisas
Gemma Brooks, filha de Viner, participa da meia maratona de Oxford para arrecadar fundos para o Fungal Infection Trust. A iniciativa visa apoiar estudos sobre infecções fúngicas raras, que carecem de tratamentos eficazes.
A família também colabora com a Diabetes UK, devido ao diagnóstico de diabetes tipo 1 do irmão de Gemma.
Impacto da doença rara
A aortite fúngica é uma complicação grave, frequentemente associada a procedimentos cardíacos. No caso de Viner, a infecção progrediu silenciosamente, agravada por sintomas iniciais confundidos com problemas comuns.
O diagnóstico tardio é um desafio, já que a doença é rara e os sintomas podem ser inespecíficos.
A condição exige monitoramento constante, com risco de novas complicações, como infecções secundárias ou coágulos adicionais.
Viner segue em tratamento intensivo, com a família focada em aproveitar cada momento e apoiar causas que promovam avanços médicos.







