Automobilismo

F1: Gabriel Bortoleto termina em 17º no GP de Singapura após danos na asa e desgaste de pneus

Gabriel Bortoleto
Foto: Gabriel Bortoleto - Foto: X.com/ Sauber

Gabriel Bortoleto concluiu o GP de Singapura de Fórmula 1 em 17º lugar neste domingo (5), no Circuito de Marina Bay. O brasileiro da Sauber enfrentou um fim de semana marcado por incidentes, incluindo um toque com Lance Stroll na largada que danificou a asa dianteira do carro. A corrida, disputada sob luzes artificiais, durou 62 voltas e foi vencida por George Russell, da Mercedes.

O problema na asa obrigou a equipe a realizar uma parada nos boxes na 14ª volta para reparos, além da troca de pneus. Essa estratégia inicial visava preservar os compostos, mas o desgaste acelerado comprometeu o ritmo nas voltas finais. Bortoleto largou em 14º após ajustes no grid devido a punições a outros pilotos.

A classificação de sábado já havia apresentado desafios, com uma bandeira amarela no Q1 interrompendo a volta rápida do brasileiro. Ele perdeu cerca de meio segundo ao reduzir a velocidade para evitar punições, ficando fora do Q2 por margem mínima. A Sauber completou a etapa sem pontuar, com Nico Hülkenberg terminando em 20º.

Incidentes na largada definem o rumo da prova

O contato entre Bortoleto e Stroll ocorreu na primeira curva, logo após a largada. O impacto quebrou a aleta da asa dianteira do C54, afetando a aerodinâmica do carro. A Sauber optou por uma parada antecipada para corrigir o dano e trocar os pneus médios por duros.

Essa decisão inicial custou posições, com o brasileiro retornando à pista em último. Durante o stint seguinte, ele ganhou terreno com as paradas alheias, mas ficou preso atrás de Franco Colapinto por várias voltas. O tráfego em Marina Bay, conhecido por dificultar ultrapassagens, limitou as oportunidades de avanço.

Estratégia de pneus expõe falta de dados prévios

A escolha de pneus para Singapura baseou-se em simulações limitadas, já que os treinos livres tiveram interrupções por bandeiras vermelhas. Bortoleto destacou que a equipe esperava menor degradação nos compostos, mas o asfalto quente acelerou o desgaste.

No TL1 e TL2, incidentes como batidas de outros pilotos impediram stints longos. Isso resultou em uma estratégia conservadora, com a parada na volta 14 para pneus duros. O brasileiro completou 24 voltas no composto, mas perdeu aderência nas últimas cinco, permitindo que rivais o ultrapassassem.

  • Pneus médios iniciais: boa performance nas primeiras 10 voltas, mas sinal de bolhas no final.
  • Troca para duros: visava estender o stint, mas aqueceu devagar no traçado urbano.
  • Falta de dados: apenas 22 voltas completas nos treinos, contra 30 ideais para análise.

Análise da classificação revela má sorte técnica

Bortoleto registrou seu melhor tempo no primeiro conjunto de pneus macios, ficando próximo de Nico Hülkenberg. A bandeira amarela veio na volta decisiva, causada por Pierre Gasly, que parou na pista com falha na direção.

O brasileiro ergueu o pé para cumprir as regras de segurança, perdendo dois décimos. Isso o eliminou do Q2 por 0,5 segundo, apesar de um ritmo competitivo anterior. A Sauber mostrou potencial para o top 12, mas o incidente selou a largada em 16º inicial.

A pista de Marina Bay, com 19 curvas e barreiras próximas, exige precisão na quali. Pilotos como George Russell exploraram isso para a pole, enquanto Bortoleto focou em aprender o traçado em sua primeira visita como titular.

Desafios físicos e o papel do colete refrigerado

Singapura figura entre as corridas mais exigentes do calendário, com alta umidade e temperaturas acima de 30°C. Bortoleto completou as 62 voltas sem queixas graves, atribuindo parte da resistência ao colete refrigerado introduzido pela FIA.

O equipamento foi ativado nas primeiras 15 voltas, resfriando o cockpit. Depois, o calor interno aumentou, levando à desativação. O brasileiro completou 70 voltas totais no fim de semana, testando limites físicos sem fadiga extrema.

Expectativas para o restante da temporada

Bortoleto mira retornar à zona de pontos nas próximas etapas, com foco em qualificações sólidas. A Sauber planeja revisões nos setups para circuitos semelhantes, como o do Catar. O brasileiro acumula 18 pontos no Mundial, em 18º lugar.

A equipe suíça ocupa o oitavo posto entre construtores, com 55 pontos. Com seis corridas restantes, incluindo Austin em duas semanas, o objetivo é brigar pelo top 10 consistentemente. Bortoleto enfatizou a alternância de resultados na F1, prevendo melhorias com ajustes.

  • Prioridade em quali: Ritmo mostrado no Q1 indica potencial para Q3 em pistas de rua.
  • Análise de pneus: Coleta de dados de Singapura guiará estratégias em Yas Marina e Abu Dhabi.
  • Adaptação física: Colete refrigerado testado com sucesso, mas ajustes para stints longos.

A McLaren garantiu o título de construtores com o pódio de Lando Norris, enquanto Russell ampliou sua liderança na Mercedes. A F1 segue para o GP dos Estados Unidos em 19 de outubro.