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George Russell conquistou a vitória dominante no Grande Prêmio de Singapura de Fórmula 1 neste domingo, 5 de outubro de 2025, no circuito de Marina Bay, consolidando a Mercedes no pódio enquanto a McLaren selava o título de construtores. Fernando Alonso, da Aston Martin, terminou inicialmente em oitavo após uma recuperação impressionante de 15º lugar, mas herdou o sétimo posto graças a uma punição de cinco segundos imposta a Lewis Hamilton, da Ferrari, por violações repetidas de limites de pista nas voltas finais. A controvérsia surgiu quando Hamilton, lidando com falha grave nos freios, insistiu em continuar na pista, o que irritou Alonso e levou a um desabafo veemente pelo rádio da equipe.

A prova, disputada sob luzes noturnas em condições quentes e úmidas, durou 62 voltas e destacou a estratégia de pit stops como fator decisivo. Alonso sofreu com uma parada lenta de 9,2 segundos na volta 28, ao trocar pneus médios, o que o jogou para o fundo do grid. Apesar disso, o espanhol avançou metodicamente, superando rivais como o estreante Isack Hadjar e Carlos Sainz, demonstrando habilidade em um traçado estreito e exigente.

Russell, largando da pole, manteve a liderança desde a largada e cruzou a linha de chegada com 5,2 segundos de vantagem sobre Max Verstappen, da Red Bull, em segundo. Lando Norris completou o pódio em terceiro, reduzindo a desvantagem para o líder do campeonato, Oscar Piastri, que terminou em quarto após um pit stop problemático de 5,2 segundos.

Recuperação de Alonso após pit stop desastroso

Alonso partiu da décima posição no grid, conquistada na classificação de sábado. Nas primeiras dez voltas, ele ganhou duas colocações aproveitando os pit stops alheios, subindo para oitavo. A troca de pneus na volta 28, porém, transformou o avanço em retrocesso.

O problema com a pistola do pneu dianteiro direito custou preciosos 9,2 segundos, deixando o bicampeão atrás de Hadjar, da RB. Alonso respondeu com ultrapassagens precisas, incluindo uma manobra arriscada na volta 32 que o levou ao 13º lugar.

Seu engenheiro, Andrew Vizard, tentou motivá-lo mencionando as 34 voltas restantes, mas recebeu uma resposta cortante: o piloto ameaçou desligar o rádio se as atualizações continuassem frequentes.

A persistência rendeu frutos, com Alonso entrando no top 10 na volta 46 e alcançando o oitavo posto ao passar Sainz e Liam Lawson na volta 48.

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Uma publicação compartilhada por Aston Martin Aramco Formula One™ Team (@astonmartinf1)

Confronto tenso com Hadjar no meio da corrida

A batalha com o novato Isack Hadjar marcou o momento de tensão inicial para Alonso. Após o pit stop ruim, o espanhol se aproximou do franco-argelino na volta 31.

Ele executou a ultrapassagem na curva 7, mas derrapou levemente, mantendo o controle para evitar saída de pista. Hadjar resistiu, forçando Alonso a usar toda a tração disponível do Aston Martin.

Pelo rádio, o veterano ironizou a defesa do rival: “Troféu para o herói da corrida”, em tom sarcástico que destacou sua frustração com a demora.

  • Hadjar terminou em 11º, somando seus primeiros pontos na temporada 2025.
  • A manobra de Alonso foi limpa, sem investigação dos comissários.
  • O incidente adicionou adrenalina a uma prova já marcada por estratégias variadas de pneus.

Alonso usou essa vitória parcial para ganhar ritmo, preparando o terreno para avanços posteriores no pelotão intermediário.

Polêmica final: falha nos freios de Hamilton

Nas voltas finais, Hamilton assumiu o sétimo lugar ao superar Charles Leclerc com pneus macios mais frescos. A três giros do fim, porém, os freios dianteiros esquerdo falharam, forçando o heptacampeão a gerenciar o carro com dificuldade.

Ele continuou na pista, cortando curvas repetidamente para manter a posição, o que permitiu que Leclerc recuperasse o sexto lugar temporariamente. A Ferrari instruiu Hamilton a abrir passagem, mas ele priorizou a chegada.

Alonso, agora logo atrás, viu a situação de perto e expressou indignação imediata. O britânico perdeu velocidade em retas, mas recuperou em curvas ao sair do traçado.

A FIA investigou Hamilton por deixar a pista sem justificativa válida, violando o artigo 33.3 do regulamento esportivo, resultando na punição de cinco segundos.

Desabafo de Alonso e resposta da equipe

A irritação de Alonso explodiu após a bandeirada xadrez. Pelo rádio, ele repetiu várias vezes: “Não acredito nessa p… É seguro dirigir sem freios?”.

Ele questionou a decisão de manter um carro danificado em pista, citando riscos a si e aos rivais. Alonso também mencionou falta de respeito às bandeiras vermelhas na classificação de sábado.

Vizard monitorou a situação, informando que a equipe observava possíveis punições. Alonso rebateu, afirmando que merecia o sétimo lugar diretamente.

Em entrevista pós-corrida à DAZN, o espanhol admitiu frustração, mas elogiou a recuperação: “Terminei a uma décima dele, frustrante, mas investigado por limites de pista”.

Estratégias de pneus definem o top 10

A escolha de compostos influenciou diretamente os resultados no GP de Singapura. Russell optou por médios iniciais, estendendo o stint para ganhar tempo em pit stops.

Verstappen e Norris usaram duros no meio da prova, preservando aderência em um circuito abrasivo. Piastri sofreu com o pit lento, caindo para quarto.

  • Hamilton rodou macios nas últimas 16 voltas, acelerando o desgaste dos freios.
  • Alonso alternou médios e duros, recuperando grip após o pit ruim.
  • Leclerc e Antonelli, da Ferrari e Mercedes, priorizaram estratégia de uma parada, garantindo top 6.

Bearman, da Haas, e Sainz entraram nos pontos com gerenciamento conservador. Todos os 20 carros completaram a corrida, sem safety car.

Premiação e impacto no campeonato

Alonso recebeu o prêmio de piloto do dia, votado pelo público nas redes sociais da F1, por sua remontada de 15º a 7º. A conquista soma 34 pontos ao seu total na temporada, elevando-o à 11ª posição no Mundial de Pilotos.

Hamilton cai para oitavo, com 127 pontos, ampliando a desvantagem para o top 5. Russell, com a vitória, chega a 237 pontos e assume o quarto lugar geral.

A McLaren celebra o bicampeonato de construtores, com Piastri liderando com 336 pontos contra 314 de Norris. Verstappen segue em terceiro, com 273.

O próximo GP ocorre em Austin, nos Estados Unidos, de 17 a 19 de outubro, com sprint e potencial para mais disputas no título de pilotos.

Janderson é colaborador da redação do Mix Vale, portal de notícias com cobertura de Brasil e mundo. Produz conteúdo nas editorias de economia e benefícios, com foco em informação de serviço para o leitor brasileiro. Escreve para o portal desde 2024

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