Policial civil de 59 anos é executado com 12 tiros na porta de casa em Niterói; dois PMs entre presosPor Bruna
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Policial civil Carlos José Queirós Viana, de 59 anos, foi morto a tiros na porta de sua residência em Piratininga, Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã desta segunda-feira, 6 de outubro de 2025. O crime ocorreu por volta das 6h30, quando o agente saía de casa para descartar lixo, e é investigado como execução pela Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG). Três suspeitos foram presos poucas horas depois em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, incluindo dois policiais militares da ativa, o que reforça a linha de homicídio premeditado.
As imagens de uma câmera de segurança capturaram o momento em que um carro branco se aproxima da Rua Raul Corrêa de Araújo, e um ocupante dispara contra Viana, que estava abaixado. Ao todo, 12 tiros foram efetuados, conforme áudio da gravação. A ação rápida das forças de segurança permitiu a localização do veículo usado no crime, encontrado incendiado em Xerém, e a abordagem de outro carro com os detidos.
A motivação exata ainda é apurada, mas o delegado Willians Batista, titular da DHNSG, descartou latrocínio devido à ausência de subtração de bens e ao planejamento aparente dos atiradores. Viana atuava como comissário na 29ª Delegacia de Polícia (Madureira), com carreira de mais de três décadas na corporação.
- Principais itens apreendidos com os suspeitos: três armas de fogo com calibres compatíveis aos usados no homicídio;
- Veículo de fuga: modelo Ônix branco clonado com placas frias de São Paulo;
- Rastreamento: imagens do Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) auxiliaram na identificação da rota até Duque de Caxias.
Detalhes da abordagem em Xerém
Agentes da DHNSG identificaram o carro incendiado pouco após o crime, o que levou à operação conjunta com unidades locais. O segundo veículo, roubado e usado para fuga, foi interceptado em Xerém, onde os três homens foram detidos sem resistência. Dentro dele, peritos encontraram não só as armas, mas também celulares e materiais que serão analisados para mapear comunicações prévias.
A prisão ocorreu menos de três horas após os disparos, demonstrando coordenação entre polícias Civil e Militar. O delegado Batista destacou que os suspeitos já monitoravam a rotina de Viana nos dias anteriores, o que indica preparação detalhada para evitar reações da vítima.
Identificação dos detidos e lotações
Cabo Fábio de Oliveira Ramos atua no 3º Batalhão de Polícia Militar (Méier), enquanto cabo Felipe Ramos Noronha integra o 15º BPM (Duque de Caxias). O terceiro, Mayck Junior Pfister Pedro, não tem vínculo com forças de segurança.
A Corregedoria da PM acompanhou a detenção dos cabos e os encaminhou ao Batalhão Especial Prisional (BEP), unidade para militares custodiados. Eles enfrentarão processo administrativo que pode resultar em exclusão da corporação.

Declarações de autoridades sobre o caso
O governador Cláudio Castro afirmou que as prisões representam a punição rigorosa contra desvios na segurança pública. Durante evento na Zona Sul do Rio, ele enfatizou que policiais envolvidos em crimes serão tratados como qualquer infrator, com processos acelerados para expulsão.
Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, reforçou que investigações prosseguem para identificar possíveis outros participantes. Ele elogiou a mobilização rápida das equipes, que trocaram inteligência para localizar os suspeitos em tempo recorde.
O delegado Batista detalhou que o homicídio foi “bem praticado”, com vigilância prévia, e descartou roubo como causa inicial. A perícia no local confirmou múltiplos impactos de bala no corpo de Viana, removido para o Instituto Médico-Legal (IML).
Procedimentos policiais no local do crime
Policiais militares do 12º BPM (Niterói) chegaram à Rua Raul Corrêa de Araújo logo após os tiros e isolaram a área para preservar vestígios. Equipes da DHNSG realizaram perícia inicial, coletando projéteis e analisando marcas de frenagem do veículo criminoso.
O reforço no policiamento local foi imediato, com viaturas patrulhando bairros próximos para monitorar movimentações suspeitas. Imagens adicionais de câmeras municipais flagraram o Ônix branco cruzando a Ponte Rio-Niterói antes do ataque.
Contexto de violência contra agentes em 2025
Dados do Instituto Fogo Cruzado registram 108 agentes de segurança baleados no Rio de Janeiro até outubro deste ano, com 53 mortes e 55 ferimentos. Viana é o 54º óbito nesse grupo, destacando a persistência de ataques direcionados a policiais.
A Polícia Civil emitiu nota classificando o incidente como ataque isolado, mas com resposta proporcional. Investigações incluem análise de ligações dos detidos, que podem apontar conexões com grupos criminosos investigados em Madureira.
Relatos de moradores indicam que os disparos ecoaram pela rua residencial, mas ninguém presenciou o momento exato além das gravações. A DHNSG convocou testemunhas para depoimentos, visando esclarecer se Viana recebia ameaças recentes em suas investigações.
Apreensões e análise pericial em andamento
Armas longas e curtas foram recolhidas dos detidos, com testes balísticos em curso para confirmar uso no homicídio. O carro clonado apresentava placas frias, estratégia comum para evasão, e pedras foram achadas no veículo de fuga, possivelmente para descartar evidências.
Peritos do Instituto de Criminalística analisam digitais e DNA nos itens, enquanto o IML realiza autópsia para determinar a letalidade dos tiros. A operação conjunta evitou que os suspeitos chegassem ao Complexo da Maré, onde o sinal do veículo foi perdido temporariamente.







