Trump critica escolha de Bad Bunny para show do Super Bowl 2026 como ridícula e loucura totalPor Luís Henrique Costa
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Trump classificou como ridícula a escolha do cantor porto-riquenho Bad Bunny para o show de intervalo do Super Bowl 2026. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Greg Kelly Reports, na Newsmax, nessa segunda-feira (6). O presidente dos Estados Unidos afirmou não conhecer o artista e questionou a decisão da NFL, que anunciou a atração em 28 de setembro.
O evento está marcado para 8 de fevereiro de 2026, no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. A polêmica ganhou força após o governo anunciar a presença de agentes da Imigração e Alfândega (ICE) no local. A medida visa fiscalizar imigrantes irregulares durante o espetáculo.
Bad Bunny, cujo nome real é Benito Antonio Martínez Ocasio, é cidadão americano por nascer em Porto Rico. Ele evitou shows nos Estados Unidos em sua turnê devido a preocupações com ações do ICE. A única apresentação confirmada no país é no Super Bowl.
A reação de Trump reflete tensões políticas envolvendo o cantor. Bad Bunny apoiou Kamala Harris nas eleições de 2024 e criticou políticas anti-imigração do republicano. O artista lançou recentemente o álbum Debí Tirar Más Fotos, com referências a esses temas.
Declarações de Trump sobre a atração
O presidente expressou surpresa com a escolha durante a entrevista. Ele disse que a decisão parece uma loucura e culpou promotores da NFL. Trump reforçou que o evento deve priorizar artistas alinhados aos valores americanos.
A declaração gerou debates em veículos conservadores. O foco recai sobre o impacto cultural do show, que será em espanhol. A NFL defendeu a seleção como forma de celebrar a diversidade na liga.
Posição do governo com agentes do ICE
O assessor Corey Lewandowski confirmou a presença de agentes federais no estádio. Ele classificou a escolha como vergonhosa e prometeu ações contra imigrantes irregulares. Lewandowski enfatizou que o Super Bowl não oferece santuário a quem viola leis de imigração.
A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, apoiou a medida em podcast. Ela afirmou que os agentes estarão por todo o local para garantir a segurança. Noem destacou que o evento é para cidadãos que respeitam as regras do país.
A decisão do governo ocorre em contexto de endurecimento migratório. Desde o início do mandato, o ICE aumentou operações em grandes eventos. Autoridades preveem fiscalização rigorosa para evitar incidentes.
Histórico de Bad Bunny com políticas americanas
O cantor evitou turnês nos 50 estados por receio de detenções em shows. Em entrevista à i-D, ele mencionou discussões internas sobre o risco. Bad Bunny optou por residências em Porto Rico e datas internacionais.
Ele já se apresentou no Super Bowl como convidado em 2020, ao lado de Jennifer Lopez e Shakira. Na ocasião, o show incluiu mensagens sobre imigração. O artista acumula prêmios como três Grammys e 11 Latin Grammys.
- Críticas a Trump em álbuns recentes, como referências a políticas anti-latino-americanas.
- Apoio explícito a candidatos democratas em eleições passadas.
- Videoclipes com ironias, incluindo simulações de desculpas do presidente por medidas migratórias.
Trajetória musical que levou ao Super Bowl
Bad Bunny surgiu em 2016 com faixas no SoundCloud e explodiu globalmente. Seu álbum Un Verano Sin Ti, de 2022, é o mais streamado na história do Spotify. O novo disco homenageia Porto Rico com críticas sociais aos EUA.
A NFL e Roc Nation selecionaram o artista por seu alcance. Ele é o primeiro homem latino a liderar o show sozinho. A expectativa é de audiência recorde, com foco em público hispânico.
O cantor apresentou o programa Saturday Night Live em outubro. No monólogo, agradeceu a oportunidade e destacou a vitória para latinos. Bad Bunny enfatizou portas abertas por pioneiros da música.
Tensões políticas no novo álbum
Faixas como Nuevayol exaltam imigrantes em Nova York e denunciam preconceitos. O videoclipe inclui cenas na Estátua da Liberdade com bandeira porto-riquenha. A referência remete ao protesto de Tito Kayak em 2000 pela independência da ilha.
O álbum evita datas nos EUA para proteger fãs. Bad Bunny promoveu a residência de 31 dias em San Juan, vendida rapidamente. O projeto gerou US$ 1,4 bilhão em receitas para a música latina em 2024.
A escolha para o Super Bowl marca retorno pontual ao continente. Autoridades monitoram o evento para evitar protestos. O cantor planeja setlist com hits e mensagens culturais.
Repercussão na mídia e entre fãs
Conservadores chamaram o show de antiamericano em redes sociais. Fãs defenderam a diversidade na NFL como avanço. O debate destaca o crescimento da música latina nos EUA.
A presença de Bad Bunny atraiu mais de 100 milhões de streams semanais. Ele aparece em filmes como Happy Gilmore 2. O Super Bowl espera elevar a audiência em 20% com o headliner.
- Aumento de buscas por ingressos após anúncio da NFL.
- Críticas de boicote por comentaristas de direita.
- Apoio de democratas, como o senador Tim Kaine, com piadas sobre o repertório.







