Estudante suspeita de matar quatro em 5 meses: conheça as vítimas da suposta ‘serial killer’Por Bruna
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu a universitária Ana Paula Veloso Fernandes, de 35 anos, acusada de envenenar e matar quatro pessoas entre janeiro e maio de 2025. Os crimes ocorreram em Guarulhos e na capital paulista, além de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro. A motivação envolveu apropriação de bens e dinheiro das vítimas, segundo a investigação.
A detenção inicial aconteceu em julho, após tentativa de envenenamento em uma faculdade de Guarulhos. Em setembro, a Justiça decretou prisão preventiva por homicídios qualificados. Ana Paula se tornou ré no Ministério Público de São Paulo pelos quatro casos, com indícios de uso de substância tóxica em alimentos e bebidas.
As vítimas apresentaram edemas pulmonares e sinais internos de intoxicação. Três corpos foram exumados para análise toxicológica. A suspeita recai sobre veneno conhecido como chumbinho, mas laudos periciais ainda estão pendentes.
Perfis das vítimas revelados na denúncia
Marcelo Hari Fonseca, de 51 anos, morreu em 31 de janeiro em Guarulhos. Ele alugava imóvel para Ana Paula e sua irmã. O corpo foi achado em putrefação, e o caso foi reaberto após pedido da filha da vítima.
Maria Aparecida Rodrigues, de 49 anos, faleceu em 11 de abril na mesma cidade. Conhecida por aplicativo de relacionamentos, ela ingeriu café e bolo oferecidos pela suspeita. A filha notou mentiras no nome usado por Ana Paula.
Neil Corrêa da Silva, aposentado de 65 anos, sucumbiu em 26 de abril em Duque de Caxias. Ele comeu feijoada envenenada levada pela universitária. A filha, Michelle Paiva da Silva, de 43 anos, pagou R$ 4 mil pelas irmãs gêmeas executarem o plano.
Hayder Mhazres, tunisiano de 21 anos, morreu em 23 de maio na capital paulista. Namorado da suspeita, ele passou mal após milk-shake. Ana Paula alegou gravidez falsa para pedir dinheiro à família dele.

Envolvimento de cúmplices nos crimes
A irmã gêmea Roberta Cristina Veloso Fernandes, de 35 anos, auxiliou nos envenenamentos. Ela foi presa em agosto por participação nos quatro homicídios. Mensagens de WhatsApp mostram código “TCC” para referir aos atos, com divisão de valores.
Michelle Paiva da Silva contratou as irmãs para matar o pai. As duas se conheceram em faculdade de direito no Rio. Ela foi detida em 7 de outubro em Duque de Caxias e transferida para Guarulhos.
As três mulheres estão em prisões diferentes. Ana Paula cumpre preventiva na capital paulista. Roberta e Michelle, temporárias em Guarulhos. O Ministério Público pede denúncia contra todas por homicídio qualificado.
Investigadores recuperaram diálogos frios entre as irmãs sobre dosagens e pagamentos. Elas testaram veneno em dez cães para ajustar efeitos. A polícia apura se há mais vítimas em outros locais.
Cronologia dos envenenamentos investigados
Os crimes começaram em janeiro com Marcelo Hari Fonseca. Ana Paula acionou a PM para o corpo, simulando descoberta. O inquérito arquivado foi reaberto em maio por falta de provas iniciais.
Em abril, Maria Aparecida Rodrigues visitou a casa das suspeitas. Horas após, ela foi encontrada morta sem violência externa. A perícia confirmou ausência de lesões, apontando intoxicação.
No fim de abril, Neil Corrêa da Silva ingeriu a feijoada. Ele foi levado ao hospital, mas não resistiu. A exumação ocorreu em outubro para exames no Instituto Médico-Legal do Rio.
Tentativa em faculdade antecede prisões
Em julho, Ana Paula preparou bolo envenenado para colegas em Guarulhos. O plano visava incriminar esposa de policial em caso extraconjugal. A ação levou à investigação inicial.
Delegados notaram padrão: a suspeita era a última a ver vítimas vivas e acionava autoridades logo após. Isso facilitou encobrimento inicial dos casos.
A universidade confirmou matrícula dela em direito até setembro. Colegas relataram comportamento manipulador em depoimentos. A polícia coletou depoimentos de familiares para traçar rede de contatos.
Suspeitas de mais mortes em apuração
A Polícia Civil de São Paulo e do Rio trocam informações sobre possíveis vítimas adicionais. Registros de Ana Paula em Duque de Caxias desde janeiro mostram viagens frequentes a SP.
Laudos toxicológicos de três exumações saem em novembro. Eles podem confirmar chumbinho como substância. O Ministério Público analisa mensagens para mapear transações financeiras.
As defesas das presas não comentaram os casos. O processo avança na Vara do Júri de Guarulhos, com audiências marcadas para dezembro.
- Exames periciais em andamento para identificar veneno exato.
- Cooperação entre polícias de SP e RJ para novas pistas.
- Análise de celulares revela planejamento detalhado dos atos.
- Relatos de familiares indicam mentiras sistemáticas pela suspeita.







