Terrorismo: Homem de 70 anos atira e incendeia tenda perto do Parlamento da Sérvia em meio a protestosPor Luís Henrique Costa
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Homem de 70 anos abriu fogo em frente ao Parlamento da Sérvia, em Belgrado, nesta quarta-feira (22), ferindo um pedestre de 57 anos na coxa. O suspeito, identificado como ex-agente de segurança estatal, incendiou uma tenda instalada por apoiadores do presidente Aleksandar Vučić logo após os disparos. A polícia trocou tiros com o agressor e o deteve no local, isolando a área em minutos para conter o incidente.
O ato ocorreu em meio a uma onda de protestos contra e a favor do governo sérvio, que persistem há quase um ano desde o colapso de uma cobertura de estação de trem em Novi Sad, no norte do país, que resultou em 16 mortes. Autoridades confirmam que o ferido foi levado a um hospital em estado estável, sem risco imediato à vida.
As tendas em chamas, visíveis em vídeos divulgados, pertencem a um acampamento improvisado montado por simpatizantes de Vučić para bloquear o avanço de manifestantes opositores. O presidente interrompeu um evento oficial para se pronunciar sobre o caso.
- O suspeito carregava um galão de gasolina e confessou ter agido com intenção de provocar uma resposta letal da polícia.
- Ele trabalhou por mais de 16 anos na segurança estatal sérvia, segundo registros preliminares.
- Nenhum outro ferido foi registrado entre os policiais ou civis presentes.
Detalhes do confronto armado
Agentes de segurança se aproximaram do local ao ouvir os primeiros disparos, por volta das 11h em horário local. O homem, de 70 anos, mirou inicialmente em um transeunte que passava pelo parque entre o Parlamento e o gabinete presidencial.
A troca de tiros durou menos de um minuto, com o fogo se espalhando rapidamente para a estrutura de lona. Bombeiros extinguiram as chamas em seguida, evitando danos maiores ao edifício histórico.
Declaração oficial de Vučić
O presidente sérvio qualificou o episódio como ato terrorista durante coletiva de imprensa improvisada. Ele exibiu imagens do interrogatório do detido, que jazia algemado no chão.
Vučić mencionou que o incidente era esperado, dado o clima de tensão política. Autoridades investigam possíveis motivações políticas, mas não divulgam detalhes adicionais até o fim das oitivas.
Contexto dos protestos em curso
Manifestações contra o governo de Vučić ganharam força após o acidente em Novi Sad, atribuído por críticos a falhas na fiscalização de obras públicas. Centenas de milhares participaram de atos nas ruas de Belgrado nos últimos meses.
O acampamento pró-governo, instalado há meses, serve como barreira física contra opositores. Incidentes isolados, como arremesso de objetos, ocorreram previamente, mas este é o primeiro com uso de arma de fogo.
Estudantes e ativistas lideram as demandas por transparência em contratos estatais. O governo responde com reforço na segurança pública em pontos sensíveis.
Perfil do suspeito detido
Vladan Angelković, o agressor de 70 anos, atuou na agência de inteligência sérvia até 2009. Colegas descrevem-no como isolado após a aposentadoria, sem histórico recente de militância.
Durante o depoimento inicial, ele admitiu ter comprado o combustível para o incêndio e mirado o pedestre por acaso. A polícia encontrou munição extra em sua posse.
Investigadores buscam conexões com grupos opositores, mas fontes indicam que o ato pode ter raízes pessoais. Exames balísticos confirmam que os disparos atingiram apenas a vítima civil.
Medidas de segurança ampliadas
Após o incidente, forças policiais aumentaram a presença ao redor do Parlamento. Barreiras adicionais foram erguidas no parque central de Belgrado.
Autoridades orientam o público a evitar aglomerações próximas a prédios oficiais. O Ministério do Interior emitiu alerta para monitoramento de ameaças em tempo real.
O episódio reforça protocolos de resposta rápida, testados em simulações recentes. Nenhum cancelamento de eventos oficiais foi anunciado até o momento.
Repercussão imediata no país
Líderes opositores condenaram a violência, mas questionaram a narrativa oficial de terrorismo. Sindicatos estudantis pediram investigação independente sobre o colapso de Novi Sad.
A mídia local transmitiu o ocorrido ao vivo, com foco nas imagens das chamas. Redes sociais registraram mais de 50 mil compartilhamentos de vídeos em uma hora.
O governo sérvio convocou reunião de emergência para avaliar riscos futuros. Parlamentares de todos os lados emitiram notas pedindo contenção.







