O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro publicou editais para formação de cadastro reserva nos cargos de técnico judiciário e analista judiciário. A seleção visa preencher necessidades em 11 regiões administrativas do estado. As inscrições iniciam em 29 de outubro, por meio da Fundação Getúlio Vargas, para atender à demanda por servidores qualificados.
A iniciativa ocorre em resposta a cerca de 1.748 vagas ociosas registradas em agosto de 2025, segundo dados oficiais do tribunal. O secretário-geral de Gestão de Pessoas, Gabriel Albuquerque Pinto, estima chamadas de 1.000 a 1.200 aprovados nos próximos dois anos. As oportunidades abrangem níveis médio e superior, com remunerações que incluem benefícios como auxílio-alimentação.
Provas objetivas e discursivas estão marcadas para 1º de fevereiro de 2026, em cidades do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. Essa expansão geográfica facilita o acesso de candidatos de fora do estado. O processo seletivo segue regime estatutário, garantindo estabilidade aos nomeados.
Cargos e remunerações iniciais
O cargo de técnico judiciário exige nível médio completo e oferece vencimento base de R$ 5.685,54 para 40 horas semanais. Com o auxílio-alimentação de R$ 1.770, o total chega a R$ 7.455,54. A função envolve atividades administrativas e de suporte ao judiciário.
Para analista judiciário, a exigência é de graduação superior, variando por especialidade. O salário base inicia em R$ 9.363,84, elevando-se para R$ 11.133,84 com o auxílio. Na especialidade de Execução de Mandados, para oficiais de justiça com formação em Direito, adiciona-se gratificação de locomoção de R$ 3.560,57, totalizando R$ 14.694,41.
Adicional de qualificação eleva os ganhos: 7,5% para graduação, 10% para especialização, 12,5% para mestrado e 15% para doutorado. Benefícios incluem plano de saúde nacional e incentivo à aposentadoria previsto para 2026.
Especialidades disponíveis no nível superior
Analistas atuam em áreas diversas, com foco em suporte especializado ao tribunal.
- Sem especialidade: suporte geral administrativo.
- Contador: análise financeira e orçamentária.
- Psicólogo: apoio psicológico em processos judiciais.
- Assistente social: intervenções em casos de vulnerabilidade.
- Comissário de justiça da infância, juventude e idoso: proteção a grupos específicos.
- Médico e médico psiquiatra: atendimentos em saúde judicial.
- Execução de mandados: cumprimento de ordens judiciais, com ênfase em Direito.
No setor de TI, há demandas por inovação tecnológica no judiciário.
- Analista de negócios: planejamento de soluções digitais.
- Analista de infraestrutura de TIC: manutenção de redes.
- Analista de sistemas: desenvolvimento de software.
- Analista de projetos: gestão de implementações.
- Analista de gestão de TIC: coordenação de recursos tecnológicos.
- Analista de inteligência artificial: automação de processos.
- Analista de segurança da informação: proteção de dados.
- Cientista de dados: análise de informações processuais.
- Arquiteto de dados: estruturação de bancos.
- Engenheiro de dados: integração de sistemas.
- Analista de dados sênior: relatórios avançados.
Processo de inscrição e isenções
As inscrições abrem às 16h de 29 de outubro e fecham às 16h de 27 de novembro, no site da FGV. Candidatos preenchem formulário online e geram boleto para pagamento. Taxas são R$ 100 para técnico e R$ 140 para analista.
Isenções aplicam-se a famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico e mesários eleitorais do Rio de Janeiro em eleições recentes. Pedidos ocorrem de 29 a 31 de outubro, com comprovação documental via plataforma da FGV. A escolha da região administrativa define a lotação prioritária.
Ao confirmar inscrição, o candidato seleciona uma das 11 regiões, como Capital, Niterói ou Campos dos Goytacazes. Essa regionalização distribui oportunidades por todo o estado, priorizando necessidades locais.
O pagamento deve ocorrer até o prazo final para validar a participação. A FGV confirma recebimento após compensação bancária.
Locais de aplicação das provas
As avaliações ocorrem em múltiplos estados pela primeira vez na história do tribunal. No Rio de Janeiro, cidades incluem Rio de Janeiro, Niterói, Petrópolis, Duque de Caxias, Volta Redonda, Campos dos Goytacazes, Teresópolis, Angra dos Reis, Nova Friburgo, Itaperuna e Cabo Frio. Em Minas Gerais, Belo Horizonte e Juiz de Fora sediam os exames. São Paulo, na capital, completa as opções.
Essa medida amplia o alcance, permitindo que candidatos de fora participem sem deslocamentos excessivos. Dependendo da especialidade de analista, algumas provas limitam-se a cidades específicas. Os horários são das 13h às 17h para técnicos e das 13h às 18h para analistas, evitando sobreposições.
A logística considera acessibilidade, com adaptações para pessoas com deficiência conforme legislação. Candidatos verificam locais exatos após inscrição confirmada.
Conteúdo programático das provas objetivas
Todas as provas objetivas contam com 70 questões de múltipla escolha. A distribuição comum inclui 20 de Língua Portuguesa, 10 de Legislação Especial, Noções de Direitos das Pessoas com Deficiência e Ética no Serviço Público, e 40 de Conhecimentos Específicos.
Para técnico judiciário, os específicos abrangem Noções de Direito Administrativo, Constitucional, Processual Civil, Processual Penal e Legislação. Analistas enfrentam conteúdos adaptados à especialidade, como contabilidade para contadores ou programação para TI.
A prova discursiva, exclusiva para analistas, consiste em uma questão dissertativa. Exige mínimo de 8 pontos para aprovação e avalia clareza e argumentação. A etapa de títulos soma pontos para classificação final.
Benefícios e validade do concurso
Servidores ingressam pelo regime estatutário, com estabilidade após estágio probatório. O plano de saúde cobre rede nacional de alto padrão, priorizando atendimentos no estado. O Programa de Incentivo à Aposentadoria, previsto para 2026, acelerará chamadas de aprovados.
A validade do cadastro reserva é de dois anos, prorrogável por igual período. Nomeações seguem ordem de classificação por região escolhida. O tribunal monitora vacâncias para convocatórias regulares, garantindo continuidade dos serviços judiciais.
