Fechamento da Serra das Araras interditam pistas da BR-116 por detonações de rochas em 2025Por Jeronimo Santos
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A concessionária CCR RioSP anunciou o fechamento parcial da Serra das Araras, na Via Dutra (BR-116), para execução de obras de duplicação, em Paracambi, no Rio de Janeiro. A interdição ocorre desde junho de 2024, com impactos intensificados em 2025, visando melhorar a segurança e o fluxo de veículos entre Rio de Janeiro e São Paulo. As detonações de rochas e manutenções no pavimento justificam os bloqueios, que afetam motoristas e transportadoras diariamente.
O trecho entre os quilômetros 225 e 233, ponto crítico de gargalo logístico, registra cerca de 390 mil veículos por semana, incluindo 40% de cargas pesadas. A medida atende à necessidade de modernizar a via, construída na década de 1940, para reduzir acidentes e emissões de CO2.
- Principais impactos: atrasos de até duas horas na pista de subida, de segunda a quinta-feira, das 13h às 15h.
- Desvios alternativos: uso de rotas paralelas pela PRF, com sinalização eletrônica.
- Duração: pista de subida prevista para 2028, descida em 2029.
Cronograma de interdições
A pista de subida, no sentido São Paulo, fecha regularmente para detonações de rochas, com 200 operações planejadas para 2025. Cada detonação remove até 500 m³ de material, reaproveitado nas novas pistas. A CCR coordena com a Polícia Rodoviária Federal para minimizar transtornos.

Fechamentos na pista de descida ocorrem em fins de semana para fresagem e aplicação de asfalto, como no bloqueio total de 4 de outubro a 5 de outubro de 2025. Mais de 30 equipamentos e 91 profissionais atuam nesses serviços, aplicando 2.400 toneladas de massa asfáltica.
Avanços nas estruturas
As obras avançam com a construção de 24 viadutos para suavizar curvas, um já entregue no primeiro trimestre de 2025. O investimento total chega a R$ 1,5 bilhão, com 25% de execução após um ano de início. Quatro pistas por sentido e acostamentos de 2,5 metros integram o projeto.
O traçado eleva o limite de velocidade de 40 km/h para 80 km/h, reduzindo o tempo de percurso em 50%. Cargas especiais, como caminhões oversized, ganharão rotas dedicadas, eliminando contramão atual.
Detalhes das detonações
Detonações exigem interdição precisa para segurança de usuários e trabalhadores. Em 2024, 60 explosões removeram 90 mil m³ de rochas; 2025 prevê 385 mil m³ adicionais. Painéis móveis informam liberação em tempo real.
A operação alinha com prefeituras de Piraí e Paracambi, ajustando horários para evitar picos escolares. Motoristas recebem alertas via app da CCR e rádio.
Manutenção do pavimento
Serviços de recapagem preservam o asfalto contra intempéries, com interdições parciais em pare e siga. Em julho de 2025, a descida operou em mão dupla por 48 horas, liberando apenas emergências. Esses trabalhos ocorrem trimestralmente para manter aderência.
A pista de descida, inutilizada após duplicação, recebe reforços temporários até 2029. Equipes monitoram desgaste com sensores instalados desde 2024.
Emprego e benefícios locais
Mais de 2 mil colaboradores, majoritariamente de Piraí e Paracambi, atuam em 17 frentes de trabalho. O projeto gera renda com espaços para vendedores locais de frutas, impulsionando o comércio próximo aos canteiros.
Treinamentos em segurança beneficiam 1.000 moradores anualmente, via parcerias com entidades regionais. A duplicação corta emissões em 30%, com viadutos para fauna e drenagens anti-poluição.
Medidas de segurança viária
Sinalização reforçada inclui barreiras e drones para monitoramento aéreo durante fechamentos. Acidentes caíram 15% no trecho desde o início das obras, graças a desvios coordenados. A PRF aplica multas por desrespeito a limites de 20 km/h em zonas restritas.
Veículos de emergência priorizam acesso, com protocolos testados mensalmente. Usuários relatam fluidez melhorada fora dos horários de pico, via pesquisas da concessionária.







