Atlético-MG oferece parcelamento de R$ 4,8 milhões ao Cuiabá por dívida na transferência de DeyversonPor Thiago Lemos
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O Atlético-MG formalizou uma proposta de pagamento parcelado ao Cuiabá para quitar a dívida de R$ 4,8 milhões relacionada à transferência do atacante Deyverson, ocorrida em agosto de 2024. A Câmara Nacional de Resoluções e Disputas (CNRD) condenou o clube mineiro em 29 de agosto de 2025 e estabeleceu prazo até 27 de outubro para comprovar o depósito ou apresentar acordo, sob pena de advertência e possível proibição de registros de novos jogadores. O caso ganhou destaque em Belo Horizonte e Cuiabá, onde as diretorias buscam solução para evitar escalada judicial.
A negociação inicial previa R$ 4,5 milhões divididos em cinco parcelas, mas apenas a entrada de R$ 500 mil foi quitada, acumulando juros e multas que elevaram o valor total. O Cuiabá notificou o Atlético-MG extrajudicialmente em setembro de 2024, concedendo 20 dias para regularização, o que não ocorreu e levou o processo à CNRD. Deyverson, transferido para o Fortaleza em janeiro de 2025 por R$ 6,75 milhões, não integra mais o elenco alvinegro, mas a pendência persiste.
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Atualização sobre o processo do Cuiabá contra o Atlético-MG pela dívida de Deyverson na CNRD:
— Venê Casagrande (@venecasagrande) October 28, 2025
Depois de ser intimado a apresentar o comprovante de pagamento da condenação até o dia 27/10, o Atlético-MG propôs pagar o valor de R$ 4.800.000 da seguinte forma:
30 % entrada + 6x… pic.twitter.com/nBofEsngUu
Proposta detalhada avança em meio a prazos apertados
O Atlético-MG ofereceu 30% do valor à vista, equivalente a R$ 1,44 milhão, seguido de seis parcelas mensais de R$ 570 mil cada, com início em novembro de 2025 e término em maio de 2026. Essa estrutura evita juros adicionais e atende parcialmente à exigência de pagamento integral imposta pelo Cuiabá, que inicialmente rejeitou renegociações.
A CNRD intimou o clube mineiro formalmente em 16 de outubro de 2025, destacando o sigilo do processo e o risco de transfer ban caso o acordo não prospere.
Críticas do Cuiabá marcam negociações com Atlético-MG
Cristiano Dresch, presidente do Cuiabá, classificou a proposta como excessivamente favorável ao devedor e questionou o funcionamento da CNRD. O dirigente argumentou que o órgão permite prazos longos sem penalidades, facilitando atrasos em pagamentos entre clubes.
Ele enfatizou a necessidade de reformas na CBF para endurecer cobranças, citando o caso como exemplo de ineficácia no sistema.
Dresch mencionou que o clube mato-grossense prioriza a resolução rápida, mas cobra rigor para evitar precedentes.
Histórico da transferência de Deyverson ao Galo
A contratação de Deyverson ocorreu na janela de meio de ano de 2024, quando o Atlético-MG buscava reforços para o ataque. O valor base de R$ 4 milhões foi ajustado para R$ 4,5 milhões com cláusulas, parcelado para adequar ao orçamento da SAF alvinegra.
O jogador disputou 35 partidas pelo Galo, marcando oito gols e contribuindo para o título mineiro de 2025.
Em janeiro de 2025, a venda ao Fortaleza gerou receita de R$ 6,75 milhões, mas não extinguiu a obrigação com o Cuiabá.
O atraso inicial na segunda parcela, prevista para setembro de 2024, desencadeou a notificação extrajudicial e o litígio.
Detalhes da condenação na CNRD
A sentença arbitral de 29 de agosto de 2025 fixou o débito em R$ 4,618 milhões, acrescido de R$ 228 mil em custas processuais. O Atlético-MG tem direito a recurso em 10 dias, mas optou pela negociação direta para evitar bloqueios.
O processo tramita em sigilo, com o departamento jurídico mineiro avaliando impactos em outras pendências financeiras do clube.
A CNRD reforçou que o pagamento integral era preferível, mas acordos homologados suspendem sanções.
Posição oficial do Atlético-MG sobre o caso
O clube mineiro confirmou que a proposta será formalizada nos autos do processo. A SAF destacou o cumprimento da primeira parcela e tentativas prévias de quitação amigável, rejeitadas pelo Cuiabá.
Gestores como Rubens Menin e Victor Bagy coordenam as tratativas para preservar a capacidade de contratações futuras.
Contexto financeiro do futebol brasileiro
Dívidas entre clubes somam bilhões no Brasil, com a CNRD resolvendo cerca de 200 casos anuais. Em 2024, o Atlético-MG reportou prejuízo de R$ 300 milhões, parte ligada a aquisições.
- O Cuiabá acionou a CNRD em 15% mais disputas financeiras em 2025 comparado a 2024.
- Transfer bans afetaram três times da Série A no último ano.
- Negociações parceladas representam 40% das sentenças homologadas.
O ecossistema exige equilíbrio entre investimentos e obrigações para sustentabilidade.
Repercussões no mercado de transferências
A pendência expõe vulnerabilidades na gestão de SAFs, adotada por 12 clubes em 2025. O Fortaleza, atual detentor de Deyverson, monitora o caso para eventuais ajustes contratuais.
Agentes relatam maior cautela em negociações com devedores crônicos, impactando velocidades de fechamentos.
O episódio reforça a importância de cláusulas antifalência em contratos.
Atualizações recentes no processo judicial
O Cuiabá sinaliza aceitação da proposta para agilizar o recebimento, evitando delações prolongadas. A CNRD homologará o acordo em sessão marcada para novembro de 2025.
O Atlético-MG prepara documentação para comprovar a entrada inicial, garantindo conformidade.















